Papa Francisco e a Cannabis

 

 

                                                   

bula Magnus Justus concedeu a justiça toda magistratura superior a igreja Católica. –a justa forma posição, quem nasceu pra rainha jamais será rei. É dessa forma que deve ser entendido o ouro e a prata, a justaposição dos reis. Foi a Bula de Cristo aos judeus, segundo ele, era uma Bula de Deus.

 

 

 

Uma situação inusitada na vida do Monarca era receber uma carta do Papa. Imediatamente seu primeiro ato era acender um baseado, pois já sabia o seu conteúdo, era o mesmo do livro feito de Cânhamo, mas que dentro só tinha Cevada, e era isso que ele fazia, ele acendia uma taça de vinho e lembrava de como tudo isso começou, e se aquilo ali poderia ser o seu final. Em seguida ele lia o seu conteúdo com atenção. Falamos do Estado Papal, aquele onde o Rei é subordinado ao Papa. Muito se fala em uma suposta emancipação da sociedade do Estado, e este, uma emancipação da Igreja, como se a Religião possuísse alguma identificação civil, aquela que a classe, a renda e a cor, explicam mais que o cidadão, aquele com direito a voto e uma suposta participação, e o que acontece com o Poder, é que nada mudou, apenas não vimos a sua evolução, percebemos a sua funcionalidade em meio a uma paisagem futurística da razão, o mundo tá bem melhor, uma constatação pragmática da verdade, como se a desigualdade tivesse desaparecido ou substabelecido um novo poder, uma nova forma de governar, as diferenças somatizam todas as essências que a natureza um dia proveu, o que desapareceu foi o seu perfume, imune a uma desavença com a razão. Corpo e espírito separados definitivamente por uma ordem maior, uma ordem unitária, majoritária como o próprio egoísmo, que se tornou um substantivo próprio, um estado, um estado da mente, onde o consciente nos mantém alerta como observadores curiosos, receosos de um mau funcionamento, um pensamento ruim, ruim como os maus governantes, digo, os incompetentes, que podem por em risco o sistema, aquela gema que existe mesmo antes do pinto nascer, não se trata de uma herança genética, mas da mesma coisa, essa coisa que continua viva, e que de certa forma nos faz sentir a presença de Deus, é difícil olhar pro lado e não ver um sacrificado, um que não tenha penhorado suas coisas e vendido seus bens, é difícil acordar de manhã e não questionar o trabalho, o assoalho da vida, muito mais que um teto, o trabalho é o objeto, é o próprio concreto do existir. Entre comandados e empregados, quem de fato é o patrão, onde está a submissão, seria esse o ofício dos reis, ou o da população, ou o da Igreja, ou de Cristo... [?], aquele cisco no olho que incomoda, hora você fecha o olho, hora você abre o olho, às vezes tem que meter a lanterna, e você não descansa enquanto não tira, porque não sai, o que não sai é incômodo, porque essas coisas toda hora acontecem, e você pergunta onde isso vai dar. Vai dar em 2013, vai dar em 2014, e vai dar em 1830, com a 1ª proibição da cannabis, e justamente no Brasil, no Rio de Janeiro. Se fosse fevereiro, seria o álcool a droga a ser proibida, mas esta é porta de saída... de um mundo imaginário para o mundo real, um mundo de violência, onde o sexo vira sacanagem, uma paisagem onde o vício e a moral se confundem muito bem. Carnaval é uma festa pagã, faz parte da religião cristã, assim como o álcool também, tá no Natal, regado a vinho e champanhe, mas não se engane, estes embriagam também, mas não inocenta quem os liberou, se foi Deus ou o Criador. É o que pensa a criatura, tá escrito nas Escrituras, por isso essa postura superior, achar que pode mandar e impor respeito, que não tem defeitos, está fazendo o que o Papa ordenou. O Secularismo, o Absolutismo, na Democracia, será sempre o vencedor. Se o futuro vai ser diferente, seja sem Concordatas, sem acordos ou Tratado Internacional, pelo bem da moral, pelo bem do passado, a maconha não pode ser proibida enquanto o álcool for liberado.