HYPATIA - HISTORICIDADE PARTE I - TEXTE EN PORTUGAIS

“O pequeno jabuti havia se afastado muito do coração da floresta, foi atraído pelo barulho, um som estranho havia despertado seus sentidos, um gesto natural de um animal curioso: viu pela primeira vez um machado. Grandes árvores haviam sido cortadas ao meio. No final do dia, os homens saíram e deixaram lá o machado cravado num tronco de árvore que sobrou rente ao chão. O pequeno jabuti pegou aquele pequeno machado e levou pro mestre tartaruga. E com as águas da dor em seus olhos, falou –mestre tartaruga, como explicar a complacência da natureza?

E o mestre tartaruga respondeu que a natureza não é complacente, ela não possui a vingança, então, o mestre tartaruga falou –não tem como cortar aquilo que cresce naturalmente. –E acrescentou –devolva o machado pro seu dono.

Mas o pequeno jabuti recuou –não, mestre, aqueles homens precisam pagar pelo que fizeram, eu também sou a natureza.

E o pequeno jabuti se afastou com o machado, carregado em seu casco, e foi ao encontro dos homens do machado: ele ia cortar quantos ele pudesse.

Existe uma história mais afrente, do mestre tartaruga e do pequeno jabuti, onde ele entrega o machado pro mestre tartaruga. Ao que tudo indica, ele parece ter absorvido a lição. O mestre tartaruga havia lhe dito que, pra cada árvore que o homem cortar, crescerá outra em outro lugar. Que não existe separação na terra.

Mas é uma história que ainda não aconteceu. Não se sabe ao certo o que o jabuti foi fazer com o machado[...]”

 

São histórias muito belas, que se desenvolvem nas histórias e se transpassam e se passam em outras histórias, e não se resolvem em história nenhuma: tudo passagem. 

E serão mostradas ao longo das várias histórias, histórias essas que nunca aconteceram, mas que, todos sabem, acontecem a todo tempo, a cada instante...tento entender o ser humano e suas parábolas escatológicas, cuja lógica possui um único resultado, um fim, o apocalipse: são entendidas em uma hermenêutica descritiva de si mesmo, onde alega que tal comando pra matar nunca existiu, desentendendo que o juízo carrega em si mesmo o machado, a espada, o punhal: que sua técnica de obtenção de recursos é a morte, da qual não explicaria nem a si mesmo nem seu próprio Deus. Não existiria juízo se não existisse a morte: sem a morte não existira sentença: e sem a sentença não existiria o juiz. Todo o ensinamento de Jesus é baseado em mandar matar: a separação: a instrução é dada ao homem, pra se separar da terra: separar a impureza: por ela ser o espírito do mal: tudo isso é bem explicado no comando interficite [‘traga até mim e execute em minha presença’]: não é um comando que aparece uma vez, mas ele é a essência de todos os comandos: é algo que não precisa ser repetido: porque ele preenche todos os resultados: não há absolutamente nada que explique a atitude do Protestante em desentender o comando de Cristo: não só é uma forma de desdizê-lo, como também, desdizer que Cristo é Deus: negar que tal comando Deus tenha dado aos Israelitas é negar que Cristo é um judeu: que ele jamais seria puro se ele não fosse a imagem do Torá.

Diversas vezes já pesquisei por escolares: ‘por que Cristo mandou matar?’, eu perguntava: coisas bem básicas: ‘qual a explicação do 19:27...[?]’...: em sites ateístas, eles colocam como os mistérios que a bíblia não explica: porque de fato, não há uma explicação: os protestantes suam a camisa e, no final, saem pelos fundos: abandonam a mesa: é porque Cristo já fez isso também: uma vez perante os fariseus, sob ameaça de morte, ele fugiu: Dom João VI fugiu também de Napoleão: Dom João era um protestante: e Napoleão estava a mando dos Católicos.

No final, Napoleão já não sabia a quem obedecer: havia uma luta entre servos e senhores e nem ele mais sabia o que ele era. É incrível: mas mesmo em diálogos simples do dia-a-dia, converso com o cristão: e ele se comporta como protestante e no meio da conversa ele vai virando católico: e com o católico acontece as mesmas coisas. Por isso, muitas vezes, me posiciono entre o ângulo dos dois: porque sei que é pra lá que eles vão: e a minha posição é dizer: não, aqui não dá, escolhe outro lugar: e a sensação que eu tenho é que eles se separam em dois. Incrível isso...

Por isso, muitas vezes pareço ser rude, como se quisesse deixar Jesus pelado. Mas o que eu digo é nada mais que: Jesus nunca esteve nu: que ele nunca se comportou como um natural. Ora, se o Cristianismo se ofende por isso...Soa-se como um mal entendimento: Jesus era contra a naturalidade: é quando eu falo ‘vão à merda...’, esse tipo de coisa.

O entendimento dessa personalidade de Cristo, que de fato mandou matar, está corretíssima a interpretação dos católicos, não poderia ser outro: E por mais incrível que pareça, é que tanto Lutero quanto Calvino também defenderam a matança, e os escolares mais tops também, como Santo Augustinho, São Jerônimo e o mega top, Novatiano. Paulo também. Não se trata de um julgamento futuro: O porquê Jesus mandou matar é bem simples, porque não se trata de um resultado, mas de um funcionamento de algo. Por isso, por mais privilegiado que seja o seu entendimento do assunto, e adornes isso como uma forma de escapismo, o matar vem na frente porque este é o funcionamento do juízo. De modo que, ainda que isso seja entendido como ‘O dia do Juízo Final’, desentendendo que o juízo final ocorre a cada instante, mas que aquilo ‘se trata de um futuro mais afrente’, este dia chegará: e o comando de matar será exercido. De modo que, ainda que você se embole com o resultado, esse dia terá que existir: do contrário, Cristo jamais existirá.

Na foto, Hypatia sendo arrastada pelas ruas de Alexandria, contém muitos problemas interpretativos: mas todos concordam que a cena de fato aconteceu: e que foi muito, mas muito pior que isso. E o Obelisco ao fundo também está correto: porque ela foi executada, primariamente, dentro da Igreja de Caesareum: um censo que se quer evitar, que Hypatia sofreu um processo de Inquisição antes de morrer, sendo considerada a primeira bruxa da história: fato que os católicos não negam, e que os protestantes conseguem desentender muito bem...

No tópico Historicidade de Hypatia é mostrado o tracert do século que os cristãos se reuniram para definir e redefinir a história: se aquele ‘grupo de pescadores’, que é aquele pequeno grupo que acreditou no que viu, iriam afrente com aquelas idéias: o cristianismo se perderia em suas próprias divergências internas. E nesse momento, o Protestantismo se ergueria como sendo contrário a toda aquela matança: e que, de alguma forma, ele não concordava com aquilo. Fiz um tópico bem especial para isso: o Deserto de Cristo, onde faço um alinhamento bem-feito, a nível de Torá e Bíblia, de onde o comando de matar está presente: e como este comando atravessa do individual pro coletivo. De modo que, o ângulo agora é mostrar um católico sobre o seu pensamento do que foi Hypatia: e o do Protestante, temos recentemente o filme Agora de Almodóvar, que inclusive, foi proibido em alguns países, mas muito pobre no sentido que segue o padrão protestante de dizer que aquilo ali foi ‘um evil’, que ‘a igreja do mal estava no poder’, que ‘os cristãos que viviam naquela época não eram eles’, ‘era só o pensamento de alguns’: como se Cristo nunca tivesse dado o comando de ‘arrancar o mal pela raiz, de arrancar as partes podres com a sua própria mão, se aquilo fosse lhe custar o corpo inteiro, que os que quisessem se mutilar ou mesmo tirar sua própria vida em seu nome, que assim fizessem’.

O termômetro do porquê da não aceitação de algo, vem da linearidade da personalidade de Cristo: o que você pode presumir é que inicialmente, Cristo propôs uma abordagem democrática, buscando o convencimento pelo saber: e conforme o tempo foi passando, ele foi ficando mais amargo, e propondo o uso de força, ficando mais autoritário e ditatorial. E entendeu que, sem a morte, isso não seria possível: a Purificação não aconteceria. Em meu entendimento, é burrice desdizer o que Cristo falou, porque é muito fácil arrancar-se uma página, ou mesmo, alterar o seu conteúdo. De modo que, sigo afrente com meu pensamento, ele possui uma boa geometria, ele é autoexplicativo, e se algum ou a maioria não quer aceitar o que está escrito, paciência. Sigo afrente com meus argumentos, e deixo aqueles que tem sobriedade e consciência, em seguir questionando. O que eu diria àqueles que estão lendo o que eu escrevo pela primeira vez, não há em mim uma intenção de ridicularizar Cristo: mas de mostrar sua personalidade e os seus sentimentos.

Vim pra dizer coisas, não vim ouvir: e pra isso, vocês precisam ouvir algumas coisas, que vocês já ouviram antes: por isso, posso ter ou não, isso não é importante pra mim, a cara do inimigo.

 

De modo que, àqueles que se precipitam sobre o Abismo, eu tenho a autorização de Cristo.

Aquela história do Jabuti: a natureza não me deu o livre-arbítrio.

 

“Poucos anos atrás o Reverendo Charles Kingsley, um escritor Inglês de alguma reputação, viu como cabível reviver um antigo, mas comumente explodida calúnia contra um dos santos de Deus. Este autor era um homem do clero do Estabelecimento Inglês, e sendo presumivelmente tão bem quanto pretendidamente um homem de educação, alguns esperariam da caneta dele pelo menos um tratamento moderadamente apreciativo dos grandes personagens os quais ele selecionou para ilustrar um importante, apesar de pouco entendido, período da história. Mas, de acordo com ele, o grande Patriarca de Alexandria “foi pro seu próprio lugar”. O que é aquele lugar na história, é muito bem conhecido; o que ele é na visão Dele sobre o qual todos vivem para sempre, não é de preocupação nossa. Que Ele cuja piedade é sobre todos os trabalhos Dele tenha piedade sobre todos, seja ortodoxo ou não ortodoxo, Papista, ou Protestante, os quais, assim como Cirilo, começam mentindo pela causa da verdade e, assentando-se sobre aquela estrada, chegam certamente, com os Escribas e Fariseus de idade, cedo ou tarde, em seu próprio lugar. Verdade, ele e seus monges conquistaram; mas Hypatia não morreu não-vingada. Na hora daquela vitória injusta a Igreja de Alexandria recebeu uma ferida mortal. Ela havia admitido e sancionado aqueles hábitos de fazer o mal que o bem possa vir, da intriga pia, e pelo menos de perseguição aberta, as quais são certas de causar terror em qualquer homem que tente assentar um império meramente religioso, independente de relacionamentos humanos e leis civis; para estabelecer, em suma, uma ‘teocracia’, e por este mesmo ato confessa uma descrença secreta de que Deus já está governando...”

 

Obs.: Hypatia e Companhia, no entendimento Papista, ou, Católico, não acreditava que Deus estava Governando: E isso era um Pagão. Os pagãos não aceitaram a propriedade sobre o corpo, leia-se: controle dos movimentos: ele controla o espírito: ‘diga-me como tu ages, e eu te direi quem és’. Por isso a morte de Hypatia foi considerada válida pelos Católicos: um ato puro de Cirilo: Cristo estava com ele: e ele estava em Cristo.

 

“...Assim não foi o julgamento do amigo-secretário de Kingsley, Cave1 , nem do Luterano, João Alberto Fabricius,2 dos quais os Protestantes não produziram mais nenhuma crítica erudita. Mas é a opinião expressa por muitas polêmicas Protestantes; pois Santo Cirilo presidiu, em nome do Pontífice Romano, no Conselho de Ephesus (431C.E.), o qual confirmou a Virgem Abençoada o título de Mãe de Deus.3. Também é o julgamento de Voltaire e da escola inteira de incredulistas; pois Santo Cirilo triunfantemente refutou o trabalho do Imperador Juliano conta a Cristandade.[...]”

 

O católico prossegue:

 

“[..] Na primeira parte do século cinco a grande cidade de Alexandria no Egito ainda era praticamente metade pagã, e a população judaica também era muito grande. Nenhuma população no Império era tão turbulenta e sedenta e, portanto, os imperadores investiram os patriarcas com extensiva autoridade civil, apesar da força dos despojamentos do prelado nem sempre serem suficientes para reprimir as desordens do motim. No ano de 413, santo Cirilo foi promovido a patriarca, e foi quase que imediatamente envolvido em dificuldade com Orestes, o prefeito imperial. Comumente ele conjurou este oficial nos Evangelhos para pôr um fim nessa inimizade para o bem da cidade.

Nesta época a escola chefe de filosofia pagã em Alexandria era ensinada por Hypatyia, uma linda mulher, e de morais irreprováveis. Dentre os ouvintes dela estavam muitos da elite do paganismo. O celebrado Synesius havia sido pupilo dela, e as cartas dele mostram que, apesar de ele ter se tornado um bispo Cristão ele ainda glorificava a amizade dela. Mas o escolar mais importante dela foi o prefeito Orestes. É difícil determinar qual era a religião deste homem. Ele, ele mesmo, na ocasião de um ataque a sua vida por alguns monges de Santo Nitria, havia proclamado a Cristandade dele, mas sua conduta geral inspiraria dúvida da sinceridade dele; e nós podemos seguramente aceitar como provável a conjectura do novelista Inglês, de que ele já estava pronto para renovar o atentado de Juliano o Apóstata. A obstinação de Orestes em recusar uma reconciliação com o patriarca deles foi descrita por toda a comunidade Cristã como devido a influência de Hypatia; e um dia no Leito de 415 um número de parabolani 4 e laicos, liderados por um Pedro o Leitor e alguns monges Nitrianos caíram sobre a infeliz filósofa conforme ela procedia ao seu corredor de ensinamentos, a arrastaram da carruagem dela, apressaram-a a grande igreja de Caesarum, e lá, literalmente, toraram ela em pedaços.

Tal, em poucas palavras, é a substancia da contagem deste evento como dada pelo historiador Socrates5 um escritor contemporâneo com o grande Santo Cirilo, e ao qual Kingsley professa ter escrupulosamente seguido. Mas Socrates, apesar de ele sempre ter se mostrado hostil ao santo Patriarca, nenhuma vez insinua que este prelado foi o instigador do crime; enquanto o ministério Anglicano implica aquele encargo, e abertamente bota toda a responsabilidade pelo feito tolo sobre Santo Cirilo.

Voltaire, o príncipe dos incredulistas, naturalmente regozija-se [com a desgraça alheia] sobre um dos mais deliciosos pedaços já adornado à escola dele. Tendo comparado Hypatia a Madame Dacier, uma classicista aprendida dos dias dele, ele nos pede para imaginar os Carmelitas Franceses contentando que aquele poema de “Magdalen”, composto em 1668 por Pedro de Saint-Louis, um da Ordem deles, era superior a “Ilíada”de Homero, e insistindo que é ímpio preferir o trabalho de um pagão ao trabalho de um religioso. Deixe-nos supor, então, continua a Saga de Ferney, que o Arcebispo de Paris toma parte nos Carmelitas contra o governador da cidade, uma partidária de Madame Dacier, que prefere Homero a F. Pedro. Finalmente, deixe-nos supor que o Arcebispo, incitando os Carmelitas a assassinar esta talentosa mulher na Catedral de Notre Dame. “Tal precisão”, conclui Voltaire, “é a história de Hypatia. Ela ensinou Homero e Platão em Alexandria durante o reinado de Teodosius II. Santo Cirilo lançou a população Cristã contra ela, como nos é dito por Damascius e Suidas, e como é satisfatoriamente provado pela maioria dos modernos aprendidos, tais como Brucker, La Croze, Basnage, etc. “6 E em outro lugar 7 Voltaire ousa perguntar: “Pode alguma coisa ser mais horrível ou mais covarde do que a conduta dos  padres deste Bispo Cirilo, os quais os Cristãos estilizam como Santo Cirilo?...Seus cães-de-caça tonsurados, seguidos por um motim de fanáticos, atacam Hypatia na rua, arrastam ela pelo cabelo, apedrejam e queimam ela, e Cirilo o Santo não pronuncia a menor repreensão.” De novo: 8 “Este Cirilo era um ambicioso, faccioso, turbulento, doloso e cruel . . . . Ele causou seus padres e diocesianos a massacrar a jovem Hypatia, tão bem conhecida no mundo das cartas. . . . Cirilo estava com inveja por causa do atendimento prodígio as lições de Hypatia, e ele incitou contra ela os assassinos que a assassinaram. . . . Tal foi Cirilo do qual eles fizeram um santo”. E tão tarde quanto 1777, quando o cínico octogenariano já estava na sombra da morte, ele escreveu: “Nós sabemos que Santo Cirilo causou o assassinato de Hypatia, a heroína da filosofia.”9 Já que tal é  o julgamento expresso por Voltaire, em uma tacada o mais raso e mais influente de todos os escritores modernos sobre assuntos históricos, não é estranho que as massas aceitaram o romance de Hypatia conforme recontado pela maioria destes propulsores de razoabilidades, as enciclopédias e dicionários da época. 60 Mesmo em algumas das menos superficiais destas presumidas autoridades, tais como “Nouvelle Biographie Générale” (Didot, 1858), e o “Grand Dictionnaire Encyclopédique du Dix-Neuvième Siècle” (1873), a acusação contra Santo Cirilo é claramente levada adiante. No formado trabalho nós lemos o seguinte da caneta do celebrado escritor:10 “É difícil acreditar que as mãos de Santo Cirilo não estavam manchadas nesta tragédia sangrenta. O historiador Socrates, o qual dá seus detalhes, adiciona que o feito cobriu com infâmia não só Cirilo mas toda a Igreja de Alexandria.” No último nos é dito: “Hypatia foi massacrada pela população cristã à instigação de Santo Cirilo. . . . De acordo com Damascius , Santo Cirilo, passando um dia diante da residência de Hypatia, notou a multidão que estava esperando para ouvir a filha de Theon, e ele lá então concebeu tal inveja da fama dela que ele resolveu procurar a morte da nobre e aprendida garota.”11 Voltaire nos diz que a culpa de Santo Cirilo foi provada pelos homens mais aprendidos do século XVIII, “tais como Brucker, La Croze, Basnage, etc, etc.” Deixe-nos passar, com um sorriso duvidoso, este elogio extravagante sobre escritores de calibre muito ordinários, e ver como estas autoridades protestantes chegam as suas horríveis conclusões.”

 

Não resisti, e... vou apenas fazer um adendo:

 

 :: ‘–entendeu, Protestante, o quanto tu precisa de mim, seu ignorante?’ ::

 

O protestante quer ser crítico do católico, ao mesmo tempo que precisa dele pra viver. Em algum momento Voltaire conseguiu se livrar de Cristo, porque era um Deísta? Como se Cristo e Jesus fossem pessoas diferentes..[?]: Se é contra o ato mas se valida o fato que o funcionamento de algo foi o outro que fez. Mas vamos a frente com a cartinha. Parabéns ao Católico: eles não negam nada: e reafirmam tudo que fez: e ainda tira onda, dizendo que não existe provas contra Cirilo, como ele reafirma, um ato pio. Ora, Voltaire, tu és assassino também, porque o assassinato de Hypatia é o marcador histórico de algo. Hypatia não era apenas uma professora de Alexandria: ela era a responsável pela Biblioteca: Hypatia morreu defendendo a Biblioteca de Alexandria de ser queimada pelos cristãos: mas não foi só por isso  que ela morreu: a pureza e a existência da Mulher dependiam de seu estupro: e ela foi de fato estuprada antes de morrer: porque pura e virgem, só alguém possuído: a Virgem Maria: só após a morte de Hypatia,  Maria seria Virgem e mãe de Deus. Existe um problema de grosso calibre: A Cisma: algo que havia sido Criado por Novatiano em 250 depois de Cristo: a Teoria da Lapse: a fé cristã estaria em volta com um problema ultimate: a repetência: e o mistério da repetência só se resolveria pelo mistério da Santíssima Trindade: e a Santíssima Trindade só poderia ser resolvida se Cristo fosse elevado ao status de Deus: e para isso, tinha que elevar o status de Maria.

Historicamente, duas décadas antes do assassinato de Hypatia, o Império Romano já era Cristão: E uma Lei estabelecia que todo e qualquer um que não fosse Cristão, em Roma, seria assassinado: começou uma matança: não só em Roma,  a exemplo do que se seguiu com a Inquisição. Alexandria seria o último capítulo dessa matança: Todas as escolas pagãs foram fechadas: e qualquer um que ensinasse filosofia ou qualquer coisa que não fosse Cristo, seria morto. Como assim, ‘os cristãos estavam indo aprender com Hypatia’?

Pros que não conhecem a história de Hypatia direito, podem achar que Hypatia estava ensinando para descamisados fariseus, como Cristo ensinava, não havia um ministério, não havia uma posse sobre aquelas idéias: porque de fato, sequer aquelas idéias eram suas: eram coisas que eles haviam aprendido de outros povos, outras culturas; Ou que essas pessoas iam lá apenas por uma chance de tentar comer a grega: não, amigo, você está enganado, os alunos de Hypatia eram bispos Cristãos, dos quais as lapses não poderiam ser justificadas: qualquer Governante que entrasse em Alexandria, inevitavelmente, se tornava aluno de Hypatia: por muitos ela foi considerada a maior filósofa de seu tempo: a matemática praticada por ela e Teão são usadas ainda hoje nos cálculos ultimates da NASA, e a revisão do trabalho de Ptolomeu em Almagest, foi algo intragável pro cristão até hoje. Li várias críticas  também, dos cálculos, daqueles que tentaram criticar a crítica que ela fez: o reconhecimento acadêmico atual é de que os cálculos de Hypatia e Teão estavam corretos, e que os cálculos de Ptolomeu estavam de fato errados. E é sabido por todos que estudam astronomia, que o nosso calendário está todo errado, assim como o relógio também é uma ferramenta quebrada: as estrelas haviam testemunhado o erro humano: entendendo que eles precisavam dessas coisas pra se verem: e assim o espelho da humanidade foi tão bem definido: aquilo que ele chamou de natural.

Outra coisa a ser dita, em meio a essa história tempestiva, é sobre o achismo: escrever sobre Hypatia nunca foi uma oportunidade: não existe oportunidade por quem você tem afeição, porque não há explicação para isso: não existe um clive de justificar a história, porque de fato isso não se trata de uma explicação. Por isso, angular Hypatia, foi percebido por mim como um prazer. E se entendi Hypatia diferente, não é uma forma de sobrescreve-la, nem torna-la imoral, mas resgatar a natureza que sempre esteve presente naquele ser: e que os homens a mataram como a nenhum outro, nunca foi visto nada igual a Hypatia até hoje. Por isso, pra mim, o julgamento sumário de Cristo sequer tem tanta relevância quanto essa história de dor.

O meu interesse pela vida de Hypatia é secundário, Hypatia nunca foi um mártir, e sua história chegou até mim em meio a casualidades, porque a sua história é a história mais bem escondida da humanidade: não existe nada, absolutamente, que Hypatia escreveu: ela foi apagada. O seu sumiço é até mais esquisito que o de Cristo, aqueles 18 anos que ele desapareceu, e não se sabe nem ao certo se são seus, digo, ninguém sabe ao certo quantos anos cristo tinha quando morreu. Uns dizem que foi aos 15, outros aos 60, a imagem do sudário, como todos sabem, não o representa. O que se argumenta é que cristo tinha 33 e que morreu de forma barbara e injusta na mão dos judeus: O povo que cristo escolheu, mas que não o escolheu. Cristo argumentava que a escolha foi de Deus: ele, deus no modo humano, uma parte que se separou mas nunca teve de fato separada: essa parece ser a verdade de fato, a Separação: católicos e protestantes, inimigos declarados, mas todos cristãos: uma ambiguidade infinita, que desafia a imaginação: os dois igualmente culpados por discutir igualmente o pecado, se pra heresia cabe perdão.

Qualquer cristão mataria Hypatia, se pra Cristo isso representasse uma Salvação. Para Hypatia, essa é a condição. Pra História, esta é a condição: ser julgada por cristão: De modo que a defesa é a acusação.

Na foto, os Cristãos invadindo e incendiando a Biblioteca de Alexandria.

 

De modo que, pra Hypatia, você nunca terá uma história de primeira mão, aquela que você pode dizer “essa é confiável”, “essa não foi mexida”...que a literalidade não é uma interpretação: de modo que, em meu estudo, vou dar até o link de todas as fontes consideradas válidas. De modo que as bases de meus argumentos aqui são históricas. Mas eu pergunto a todos sobre a questão da historicidade, sobre o mito Hypatia, uma vez que, pra todos os efeitos, Hypatia nunca existiu: se ela é uma filósofa que nada disse e nada escreveu, ela não existe. Mas acho muito estranho alguém validar a existência de alguém que nunca escreveu nada de seu próprio punho: e desmerecendo a historicidade de um, cujos outros povos validam sua existência: mais ainda, contradizem aqueles que afirmam controlar a existência. É o caso de Cristo, cuja única validação histórica vem de Flavius Josephus [Testimonium Flavianum]:

 

Excerpt from Antiquities XVIII:

 

'18:3. Now there was about this time Jesus, a wise man, if it be lawful to call him a man; for he was a doer of wonderful works, a teacher of such men as receive the truth with pleasure. He drew over to him both many of the Jews and many of the Gentiles. He was [the] Christ. And when Pilate, at the suggestion of the principal men amongst us, had condemned him to the cross, (9) those that loved him at the first did not forsake him; for he appeared to them alive again the third day; (10) as the divine prophets had foretold these and ten thousand other wonderful things concerning him. And the tribe of Christians, so named from him, are not extinct at this day.'

http://sacred-texts.com/jud/josephus/ant-18.htm

 

 

Havia lido Josephus, digo, Flavius Josephus, um escritor Judeu, o qual é usado como fonte pelos Messiânicos, por testemunhar a existência de Cristo.

Os Judeus Ortodoxos rejeitam que o testemunho dado no livro Antiguidades XVIII seja de fato seu. E essa é a biografia mais aceita dentre os escolares sérios: o único relato histórico fora da bíblia de que Cristo existiu veio de uma inclusão. A Igreja Católica, à exatidão dos pagãos, ou, à igualmente posição, os protestantes, de terem alguma substancialidade em seus argumentos, da mesma forma, nunca mostrou seus originais, se é que de fato os tem, se não os queimou também: mas de fato, nunca tem nada na mão: a não ser ideias forjadas, forjadas porque não assume de fato quem as introduziu, mas não foge do compromisso nem se desvia das responsabilidades da Instituição. Por isso, apesar da arrogância, aceitam com elegância a sua tentativa de reposição, porque de facto a sua tentativa também é falha: fora da Bíblia, Cristo não existe: Não há um escolar, Romano ou Grego, ou mesmo, Judeus, no tempo de Cristo, que o conheceu ou que, tenha por ventura o mencionado.

O matar é angulado para Inquisição porque os cristãos, de outra forma, estariam reduzidos a um pequeno grupo: e purificar o todo, seria o comprometimento de todos. Se tais crimes que a humanidade praticou e pratica o tempo todo não fossem permitidos, não haveria concordância com os resultados obtidos: a concordância é que o melhor veio dos resultados: sem a escravidão, não haveria capitalismo, sem o sofrimento não haveria o trabalho, e sem o sacrifício, não haveria Cristo: Estamos falando sobre a personalidade e os sentimentos de algo: de um espírito sobrevivente do holocausto: que o núcleo reativo dessas ideias continuaram vivas, e que a fogueira, a fornalha inquisidora, é que mantém vivo esse sistema: o núcleo da democracia é a ditadura: a punição com força e morte a qualquer coisa que afete a moral cristã: não mudou absolutamente nada. O católico, como ele próprio havia dito, defende na cara de pau, que Hypatia morreu para o bem do Cristianismo e que Cirilo é um Santo: Cirilo não só matou, como participou da morte: São como todos os Inquisidores são considerados: Santos: observe o comando de Cristo: ‘traga até mim e execute em minha presença’: como que Cirilo não estaria lá, amigo? Hypatia passou por um Ritual de Inquisição antes de morrer. A lei que autorizava os cristãos a matar pagãos, autorizava-os também a estuprar virgens: existe um problema de grosso calibre, que envolve a virgindade, e este será angulado mais tarde. Você pode dizer que Deus não mandou estuprar ninguém, mas neste caso, reveja Deuteronômios 17, Deuteronômios 13 e o super incrível Números 31: é só um pedaço, leia todo[.]:

Deuteronomy 17

‘Se for encontrado dentre vós, dentro de qualquer um de teus portões, os quais o SENHOR teu Deus te deu, homem ou mulher, aquele que forjou maldade na vista do SENHOR teu Deus, em transgredir o pacto dele; 17:3 E foi e serviu outros deuses, e os venerou, seja sol, ou lua, ou qualquer hospedeiro do céu, o qual eu não comandei: 17:4 E te seja dito, e tou hajas ouvido isso, e inquirido diligentemente, e, pasme, seja verdade, e a certa coisa, que tal abominação é forjada em Israek; 17:5 Então tu deverás trazer aquele homem ou mulher, o qual cometeu a coisa mal, aos teus portões, e mesmo aquele homem ou aquela mulher, e deverás apedrejá-los com pedra, até eles morrerem.’

 

http://www.atheistrev.com/2005/03/bible-commands-christians-to-kill.html

 

Deuteronomy 13:

6 Se seu próprio irmão, ou filho ou filha, ou a mulher que você ama, ou seu amigo mais próximo lhe incitar, dizendo “Vamos lá venerar outros deuses” (deuses que nem você nem seus ancestrais conheceram, 7 deuses de outros povos ao seu redor, seja perto ou longe, de um fim ao outro), 8 não lhes dê colheita nem os ouça. Não lhes mostre piedade. Não os poupe nem faça escudo para eles. 9 Você deve certamente colocá-los a morte.

Sua mão deve ser a primeira a coloca-los a morte, e então as mãos de todos os povos. 10 Apedreje-os até a morte, porque eles tentaram lhe afastar do Senhor teu Deus, que te tirou do Egito, tirou-lhe da terra de escravidão. 11 Então toda Israel ouvirá e ficará com medo, e ninguém dentre vós fará tais coisas malignas novamente.

12 Se você ouvir que é dito sobre uma das cidade que o Senhor teu Deus está te dando pra viver 12 que causadores de problemas chegaram dentre vós e levaram o povo de sua própria raça, dizendo, ‘Deixe-nos ir e venerar outros deuses’ (deuses que você não conheceu), 14 então você deverá inquirir, provar e investigar completamente. E se for verdade e for provado que essa coisa detestável foi feita dentre vós, 15 vocês certamente deverão colocar à espada todos que vivem naquela cidade. Vocês deverão destruí-la completamente, tanto seu povo quanto seu estoque vivo. 16 Vocês são pra colher todo o saqueamento e desfrutá-lo como uma oferenda queimada ao Senhor teu Deus. Aquela cidade é para permanecer uma ruina pra sempre, nunca para ser reconstruída.

 

 

NUMEROS 31

 

Em Números 31, Deus comanda os Israelitas a atacar os Midianos e matar todos os homens, todas as mulheres casadas e filhos homens, mas manter as mulheres virgens como espólio de guerra e destribui-las dentre os soldados. De acordo com a história, isso foi devido a ‘Duas mulheres Midianitas que alegadamente “tentaram” dois homens Israelitas a venerar outros deuses’:

 

Em que Cristo é discordante de Deus, Ele mesmo[?], Eu sou…:

 

 ‘Mas Cristo poupou a adultera de ser  apedrejada e assassinada...’: Mas... por que ele poupou? Em quê Cristo poupou a mulher? Havia um problema naquela mulher: ela precisava ser purificada: e a purificação ocorre primeiramente no plano individual. Quando Cristo apareceu, Deus havia abandonado os Judeus. Deuteronômios foi escrito sob uma época em que os filhos de Israel, puros ou não, obedientes ou não, estavam sob um pacto com Deus. Cristo reencontra os Judeus em condições precárias: encontramos um Cristo acreditando em possessões do demônio, travando uma luta pessoal com o mal: o Deserto de Cristo é o testemunho deste encontro com satã. As condições do Judeu, naquele momento, tornavam qualquer Judeu injulgável, até mesmo naquilo que eles consideravam pior: o adultério: o Judeu havia voltado pro zero: pior: havia se tornado negativo: nenhum judeu poderia ser juiz. Os judeus não poderiam jamais estar com Deus novamente, sem antes confessar todos os seus pecados: e exigiu pra isso condições ultimates de renúncia: o Sacrifício: ele não autorizou que aquela mulher se tornasse uma repetente, ao mesmo tempo validava que as condições do sacrifício se constituíam em uma aceitação da culpa: E o que estava afirmando naquele momento era que todos os judeus haviam se tornado adúlteros, tornando evidente qual o motivo do adultério: o Apocalipse era o resultado do Início: a mulher era o apocalipse do homem porque ela levava o homem a acreditar em outros deuses, não apenas por acreditar em outros deuses, mas por fazer o homem acreditar em dois senhores . A passagem é tão rápida quanto a do Gênesis, porque de fato existe uma conivência em aceitar a idéia do adultério. Existe uma preemptude na ocupação espacial: a preocupação do Torá em amar a Deus sobre todas as coisas, e a preocupação dos Evangelhos em que aquele que amar qualquer outra coisa mais que Cristo não será digno dele: são ideias totalizantes que exigem um resultado ultimate, introduzido como escolha e livre arbítrio, mas a obrigatoriedade está implícita: e por ser o centro nevrálgico de algo, está envolvido com a origem de todas as coisas.: À aceitação de uma ideia, a reatividade gravitacional racional atinge um ponto crítico de fusão: E é neste ponto em que matar vira humano, pois o homem não pode escolher a morte. É curioso, porque, se a morte não existisse, não haveria escolha, uma vez que o céu se constitui em uma escolha.

Cristo libera a adúltera e ela vai pra casa: como se o marido a aceitasse de volta e como se não existisse nenhuma autoridade competente no local: Cristo naquele momento tem o poder sobre todos os seres humanos, e só ele pode salvar  a mulher, o motivo de todos os adultérios: como também sobrescreve que somente um homem que nem ele pode purificar uma mulher: e que a mulher aceite, se ela não amar um homem virtuoso que nem ele, ela não será amada jamais: e que se ela quiser ser amada por ele, só daquele jeito. Quando era mais nova eu me debatia e me roía com essas coisas: ‘porra, ninguém viu isso? ninguém tá vendo que isso é um teatro? Que isso é uma dissimulação do Torá?’: De modo que você só relaxa um pouco depois que você começa a perceber a manipulação das coisas: e é neste momento que você começa a perceber aquilo que foi envolvido. Mas claro, você já tem que ter uma longa estrada lendo os assuntos, porque, de outra forma, será impossível: o judaísmo cuidou para que a informação que chegasse a mulher fosse uma e a informação que chegasse ao homem fosse outra.

De modo que setou, primeiramente, a salvação no plano individual, ao mesmo tempo que tornava explicito que isso atingiria o coletivo, porque não ficaria lindo pra cara de Deus a coexistência da humanidade onde apenas um pequeno núcleo era puro, e o resto continuaria pagão: era um fracasso que o protestante não queria carregar nas costas: seria desmerecer os feitos católicos. Cristo segue afrente quando uma prostituta beija seus pés: uma mulher só deixaria de ser puta naquelas condições: e a condição era o reconhecimento da sua condição de puta: somente assim ela deixaria de ser repetente.

 

É o entendimento de algo, está alinhado com o Torá. Aonde, exatamente: Nos Desejos: não há em Genesis essa palavra desejo: fala-se muito em prazer e vontade: e é onde eu questiono quais os desejos de Deus e quais os desejos de Cristo: eles tinham Desejos? Estranho o ser humano ser acusado de desejos, que pese sobre a cabeça da mulher, e Deus e Cristo não têm? Já perguntei diversas vezes a cristãos sobre isso: e ninguém sabe responder: e não ter a resposta parece ser uma boa solução. A explicação, digo, a melhor explicação pro Torá é justamente os Evangelhos: o homem tem desejos, mas a palavra que é usada é fraqueza , e essa está renderizada mais uma vez com o inimigo, está envolvida com a terra, está envolvida com o barro, está envolvida com a face que Deus não tem: mas antes que a palavra tome um mortal-físico da moral e seja traduzida em mal: e misteriosamente seja resultada em vontade, vamos ser honestos com aquilo que foi escrito, aquilo que foi traduzido e interpretado, que não há de fato uma explicação pros desejos: nem de sua origem e nem de sua dinâmica de funcionamento: a Bíblia fala de algo o qual não tem o conhecimento preciso: de modo que, fraqueza é a única coisa que se tem na mão: aceitar a vontade como a via principal da aceitação de uma idéia, é aceitar a invasão da razão no coração: é aceitar que coração e mente são a mesma coisa: simplesmente com a explicação esdruxula, desclassificada de que ‘o coração do homem não é igual os pensamentos de Deus’: é aceitar que ‘eu amo aquilo que eu acredito’: Porra, Anne, mas é assim mesmo... : não, amigo, não é assim mesmo... .de modo que a dificuldade está em explicar o que quer dizer exatamente ‘fraqueza’, qual a representatividade desta palavra ‘Fraqueza’ pro universo unitarista.

Como já falei, existe uma conivência em não explica-la. De modo que, se fraqueza e desejos estão entendidos como a mesma coisa, Desejo seria entendido como uma coisa ruim: desejar é ruim: Essa explicação está no Julgamento da Lei66, que vocês já devem ter lido. E se vocês leram a Lei, devem ter visto o tamanho da confusão: Deus não apareceria lindo e sorridente no início, falando ‘dominai sobre a natureza’, só porque ele achou lindo isso: a Bíblia foi feita pra explicar isso: e note-se, precisou de Cristo. Então não fique pensando que desejo é pouca merda, porque o que acontece de fato é que você lê tanta merda, que acabou desentendendo tudo, e se perguntar a si mesmo o que é desejo, não vai conseguir responder: e se perguntar se é lícito a si mesmo ter desejos, vai dizer que sim, mas se perguntar se é licito à sua mulher, vai dizer que não. O que fazer, então? O problema é que Cristo admitiu ter fraquezas: e uma delas é pelo álcool, e também pela comida: também não aceitou a morte: foi o que ele acreditou até o seu último momento de lucidez. O motivo de por que a racionalidade encontra dificuldades ao passar pelos desejos, foi os mesmos motivos que levou Deus a falar aquilo. De modo que não existe de fato uma explicação pros desejos: existe uma explicação pra melhor forma de combater os desejos: um raciocínio mais simples é que aquele sentimento estava envolvido com a Terra, e não com o Céu, um conjunto de obrigações distribuídas ao homem, do qual a mulher é a via principal de acesso a este resultado: mais ainda: o único: se a mulher não for submetida, não haverá verdade.

Em meus textos, os quais estão relacionados com o unitarismo, correlaciono uma palavra de difícil compreensão: a naturalidade: é um serviço que estou prestando aos Cristãos: explicar pro ser humano o que é o natural, ao mesmo tempo, que ele não seja tal coisa, porque de fato não é. O método que eu escolhi foi remover a naturalidade de Cristo: foi um erro histórico que aconteceu pelos teólogos que o sucederam, Quando essas ideias foram humanizadas mais afrente, procurou-se vestir a natureza com os Evangelhos: isso aconteceu antes do Renascimento e veio desaguar nos Iluministas, mas ao longo da história essas ideias sempre foram constituídas, porque foram submetidas ao uso, aquilo que virou costume: não houve de fato uma livre-aceitação: de fato, ao contrário: que a Inquisição não me deixe mentir, ao mesmo tempo que tudo isso é pequeno perto de Hypatia. De modo que existe uma dúvida quanto a em quê a mulher foi prostituída:

Muitas vezes chamo a mulher cristã de uma forma genérica como puta, e isso pode parecer rude mais uma vez: mas os meus conceitos não são exatamente os mesmos conceitos usuais: puta é a mulher que se deixa ser possuída por uma imagem: puta é aquela pessoa que se auto possui: é um servo, é uma serva: serva[o] de Cristo, serva[o] do homem, serva[o] de Deus e serva[o] do diabo: o amor entendido dentro de um conceito de servidão: Uma estreita relação de uso. Tais conceitos não são naturais: condicionados a ganhos, recompensas, onde a relação de troca exige obrigatoriamente a submissão, onde Cristo será sempre o primeiro senhor. Vocês acham mesmo que todas as mulheres da terra agem e pensam assim? E, ainda assim, desentendem que isso se trata de uma relação transacional? Cleópatra por exemplo é uma mulher que é entendida pelos cristãos como uma puta, sem nunca ter sido, e foi envolvida numa relação com a serpente, em uma relação bem Salomé. É outra que vai estar envolvida na História que Não Aconteceu: Cleópatra era uma Sacerdotisa e falava nove idiomas, e o homem que ela amava se chamava Marco Antônio. Mas no entanto, é  tratada como uma adúltera, possuída pelo demônio, a imagem da serpente, que precisa ser exorcizada: por isso, Cleópatra não escapou, e morreu envenenada: porra, quem foi que escreveu isso, William Shakespeare?! De onde vem tanta inspiração.... [!]. Como uma mulher que precisa ser salva de uma possessão não aceitou tacitamente que a sua condição na terra é a prostituição?.

As Mulheres nascidas no Ocidente foram envolvidas, num tipo de relação incestuosa com Cristo, num tipo de relação incestuosa com o Homem, num tipo de relação incestuosa com Deus e num tipo de relação incestuosa com o Diabo: precisam entender melhor a sua vocação e que tipo de função desempenham: E se a posse de sua imagem não se corresponde de fato a uma prostituição.

As que não estão neste estereótipo, desconsiderem meus argumentos, porque não são genuinamente cristãs: A definição de mulher, psicologicamente aceita, o rosto da mulher, só a Cristã.

É o caso de Hypatia: ela não se enquadrava neste estereótipo. Por isso, recomendo as mulheres cristãs que leiam a história dessa grega, que não precisou de Cristo para se estabelecer.  

Mas essas coisas não podem ser tão bem compreendidas sem que primeiramente os sentimentos de Cristo sejam melhor entendidos. E o sentimento de Cristo está exatamente com o seu pai, ele é o mesmo: ‘dominai sobre a natureza’: possua os outros e a si mesmo.

Ah, Cristo não falou isso? Então você não conhece Cristo.

Hypatia não estava na condição de puta: esse era o problema: ela não era mulher: ela não precisou do senhor para se salvar: descaracterizava todas as parábolas de Cristo.

Do mesmo modo, a liberdade, ou, a individualidade, e todo o ganho social e reconhecimento que tornaram a cristã, a mulher, o consumo e o ideal de todas as raças, ‘coitadinhas das africanas, das indianas, das índias, das islâmicas, e pasmem, até as judias’: a mulher cristã esbanja um arsenal de features inigualáveis: ela não só se acha, como ela é: quase um ‘eu sou’ maior que o do próprio homem. Eu digo que tudo isso é verdade, e parabéns pra humanidade, tê-la tornado assim, onde toda ação é uma oportunidade, que se utiliza da garantia de uso de sua própria imagem: se beneficia da imagem para o uso da ação: a evidenciação dos resultados: educando o condicionamento aos movimentos, como ela mesma foi condicionada: cedo lhe será entregue o roteiro, e aquele será o filme de sua vida: ela irá validar com as outras mulheres que ser mulher é assim: e facilmente ocorrerá a conversão: a conversão dos quatro, a conversão dos oito, a conversão dos catorze, dos dezoito, e no final, ela se convencerá que nasceu pra sofrer: mas que de fato, o sofrimento é o prazer: essa é condição do ser: ocupar as posições no tempo: ela existirá como parte integrante na imagem do eterno através da renderização de sua concordância, validada  em suas ações nos resultados prepostos. Você pode não entender, mas é bem simples perceber: foi uma mulher que lhe educou, aquela amiga, lembra? Foi elas que lhe ensinaram sobre o ser... ah, você já esqueceu...mas ela lembra de você: ela não esqueceu porque não esqueceu o que fizeram com ela também: e não foi na rua não, foi em casa: foi a mãe, a irmã, a tia e  a avó: tinha mulher pra todo lado, e todas elas pareciam uma só: não falo de amigas do colégio, nem da família, falo dessa coisa maior, bem direcionada e autoexplicativa, é uma nota só: “escute, menina, você, recém-chegada ao grupo dos maiorais, aqueles, que conhecem os valores morais, você não sabe nada da vida, e pra crescer, tem que virar mulher”: duas coisas serão ditas a mulher: a primeira, é que o amor não existe: e a segunda é que todos vão lhe possuir: e é basicamente isso que a mulher é: a imagem desse resultado.

 Mas não muda nada, ela vai continuar sendo o que sempre foi: o que toda mulher é: puta de nascença. Só isso. E você vai lutar contra isso, sim: mas vai perder: vai perder porque vai achar que está ganhando sendo assim: é uma comparação desastrosa[...!]. A explicação é bem simples: você precisa ser mulher, mas não sabe por que: ou seja, ser mulher é a explicação. Eu daria uma dica pra solução deste mistério, uma simples percepção:  é o fim que move a ação. Existe uma inteligência que comanda esses resultados: e se a mulher teimar em não exercer o seu ministério, onde o sacramento principal é o adultério, do mesmo modo, serão criadas todas as condições para isso,  ela entrará em confinamento espontâneo, não mais será aceita socialmente: estará descumprindo um mandamento de Deus. E ela se sentirá lisonjeada, infiel, inconstante, serve a dois senhores, é a concubina e é a amante: é aquilo que o homem ama, é a imagem que é excitante: de outra forma: de outra forma, ela jamais será mulher: ela jamais será amada: e ser mulher é do jeito que o homem ama, é do jeito que o homem quer: ela vai dizer que ela não é assim, que ela não cai nessa, que conhecia um cara bacana, um cara legal, mas súbito ela se interessa pelo amigo, e depois não sabe como aconteceu: ela vai dizer: ‘Porra, é aquele resultado...aquela profecia..! foi o que disse a minha tia ou a minha vó, que isso ia acontecer: só pode ser Deus que escreveu esse artigo, porque ele sabia o que ia acontecer.’: nem tampouco aquele tal final de semana, aquele da bebedeira, que aconteceu na cama, e agora não era um, mas havia quatro também: como explicar tudo isso...? parece mais um oficio, uma profissão: parece incrível, mas toda mulher havia passado por isso : o drama dos quatro amigos: explica essa, matemática: por que são quatro..?! Ah, você é mulher, não sabe do que eu tou falando, e tá achando que este é o meu testemunho: é um testemunho Bíblico: faz parte da Evangelização: com um adeus a adolescência, a mulher perde a paciência, e deseja logo virar homem: aí vem a faculdade e aí vem a responsabilidade: de virar um doutor, ser independente, mostrar os dentes e dizer, ‘sou eu que me sustento: agora eu sou autoridade: tou mais madura, conheço a verdade: vou ser mais seletiva do que de costume, não vou me envolver com qualquer um nem me enganar com as aparências, conheço um homem melhor que eu.. hunf , é ruim, hein, um homem me estuprar, vai ter que pagar as contas da casa e as despesas do lar. Não vou me meter com nenhum vagabundo, ou oriundo de nenhum reformatório institucional, quero um cara de moral, como eu’: ‘a mulher não trai mais, ela entendeu a lição: se não fosse assim, ela seria uma puta..e não assumiria as responsabilidades do filho, nem jogaria na creche nem na instituição, digo, o do primeiro marido, depois do segundo e do terceiro, todos iguais ao primeiro: e ela não sabe como aconteceu..[!]: Porra , mulher, tu não te manca, tu parece perna-manca, tá sempre tropeçando, caindo outra vez... : mas finalmente, tu vai entender que o homem não presta... e que amor não existe...: olha só aquela profecia de criança, que ‘todos iam me possuir, até os filhos também...que eu ia ser uma sacrificada.. mas que , no fundo, eu sou a culpada...por ter nascido puta, e precisar de Cristo pra me salvar’: por isso, ‘o sofrimento foi necessário, e hoje, já madura, uma mulher de idade, conhecedora da verdade da vida, e que amor maior que Deus não existe, e que amar outro homem, jamais farei outra vez, será uma relação amigável, um companheirismo, porque, afinal de contas, a única coisa que eu não queria é terminar sozinha: e aquele era o cara ideal: um cara resolvido, com quatro mulheres nas costas, e oito filhos também: era um homem de família: e que família é aquilo que dignificava a mulher: ela havia feito as pazes com deus num gesto claro de gratidão e compreensão tambem, havia ainda as amarguras por tudo que fez, mas agora tudo entendido e tudo justificado, aquele legado de Eva lhe havia sido explicado,e tão bem recebido, que agora ela seguia o seu difícil caminho, na sua difícil condição de ser mulher’. Existe aquelas que não passaram por isso: e é dessas que deve ser cobrado, olhando nos olhos, se o amor um dia existiu: e se algum dia se sentiu possuída, ou se sentiu traída ou com vontade de trair: se ela disser que não, eu vou lhe adiantando que essa é uma mulher, aprendeu a mentir: por isso, agora tem fé. A essas vocês devem perguntar qual o prazer de ser mulher... [?] ou mais ainda, se algum dia sentiu prazer em ser mulher:  e pra essa, que já nem sabe quando mente, a resposta é bem simples: existe um livro que disse que o prazer do homem é com Deus, não com a mulher.

Em notas de rodapé, este mesmo livro afirma que o prazer da mulher não é com o homem , mas com o diabo. Entendeu, mulher, que pra isso não tem solução? Porque essa foi a condição da mulher: ela aceita um e ama o outro... Dá pra imaginar a merda que isso deu? Agora , o que de fato você não imagina é  merda que isso daria se não fosse assim. pra começar, Deus não existiria, nem Cristo apareceria, nem haveria céu também: é uma questão de geometria, onde a mulher ocupa a posição da pureza. No entanto, não há tanta clareza como isso aconteceu... horrível a questão da pureza, a mulher é impura por natureza, porque a sua natureza é impura. A mulher teve que deixar de ser natural, porque de outra forma, não haveria moral. De modo que aquelas que acharem que não é deste jeito, mesmo sabendo que estão mentindo, eu respondo por e=mail também, e dou maiores explicações sobre o assunto. As que não sabiam que era assim...: não, não tem como não saber que é assim porque é algo que se ouve todo dia, que se vê todo dia. E o que eu digo a vocês é que era algo que Hypatia não sabia, porque ela não era cristã, ela morreu sem saber por que a mataram: mesmo sendo a maior filósofa de sua época, ela não sabia o que era ser mulher, e tanto isso é verdade, que ela morreu virgem... pra provar que ela era uma mulher, que ela era uma cristã, que ela havia sido estuprada como todas, agora ela era pura , agora ela poderia ir pro céu: porra Hypatia, tu não entendeu por que morreu? Foi pro teu bem, pra tua salvação...

 

E é intrigante Hypatia: e meu paralelo com ela é que ela era a mais virtuosa, e eu, a menos virtuosa: não:

Não é essa a minha condição. Também nem mais nem menos: uma natural.

Não há uma espécie de grandeza, não é exatamente assim: mas de fato, nunca vi nada parecido com Hypatia. Ela dizia, ‘a filosofia me salvou’, e eu dizia, ‘não, Hypatia, a filosofia te matou’: e ela dizia, ‘o prazer havia sido convertido em virtude, ao mesmo tempo que filosofar não era mais um prazer’: parece que foi essa a solução que seguiu, se tornar uma virtuosa. E hoje o que não falta é Hypatia. Mas eu sei o que Hypatia sentiu, no momento que a levaram pra Caesareum e rasgaram as suas roupas e a estupraram antes de matá-la: é o desenho, é o quadro que a Natureza pintou do ser humano, O Teatro da Mente: o que meus olhos vêem, o coração não sente.

Dos grupos Saduceus, Fariseus e Nazarenos, só poderia restar um grupo: os outros teriam que ser mortos: Ou você aceita a Santíssima Trindade, ou morrerá. Não vou me prender nesse assunto porque tenho todos os documentos vindos de historiadores casca-grossa, não são literaturas de segunda-mão: é Harvard e Oxford: é o que tem de mais top. Ao longo de sete anos, escolhi os melhores.

 Então você não vai ver uma história de Hypatia basicão e um conteúdo reflexivo.

Não é só um, mas vários ângulos diferentes, sobre o que foi aquilo: Ninguém quer explicar assim, porque é conveniente para os grupos que as explicam. Diria ao leitor que preste atenção que o católico não nega nada, e reafirma tudo: por entender que aquilo foi o momento da decisão histórica do Cristianismo, que a Igreja de Paulo jamais iria afrente sem Novatiano.

Os Novatianos não desapareceram, nem foram extintos: eles viraram apenas o espírito dos Católicos: é o que os católicos são, Novatianos. E os Nazarenos continuaram por aí, em bandos, como são, como os Protestantes, carregadores de opiniões discordantes: o servo do servo: mas não se separam em nada dos Protestantes. Está correta essa assertiva. Não foi só Hypatia que morreu: foi um verdadeiro massacre: mas é como eu já falei: estariam os Nazarenos, com todas as suas crendices, tendenciosos a discordar dos Católicos? Não só pela sua força e dominância, mas pela sua estratégia de combate[?]. Como ir afrente com aquelas idéias sem olhar pra trás e constatar que aquela bandeira ficaria pelo caminho? Não: independente do que os Nazarenos pensem da divindade ou não de Cristo, se isso seria ou não o ‘verdadeiro Cristianismo’, eles seriam esquecidos: e Cristo também: Se o Católico não tocasse o barco e fosse afrente com o compromisso, e assumisse, como de fato fez e nunca negou, como um belo resultado: patrimonial pra humanidade.

Por isso, eu vou seguir com o católico, que pelo menos tem uma opinião e não abre dela e não vive como um protestante vaselina, que não sabe de fato o que acredita: aquilo que Novatiano previu, a sua teoria da lapse: um repetente. O espírito da Democracia é uma ditadura. E a liberdade é apenas um circuito que se alterna em fase: estamos entrando na fase Novatiana: porque foi algo que ela nunca deixou de ser, em seu núcleo neural: Novatiano:

Não haveria Cirilo se não houvesse Novatiano: não só ele: Augustinho, Jerônimo ... : E Novatiano estava certo: foi como apareceram os Protestantes: eles foram exatamente aquele grupo que Novatiano previu: os repetentes: de modo que, se você não conhece Novatiano, o que foi o Novatianismo, como apareceu as idéias Nicenas que resultou na história de Virgem Maria, você não tem como entender  a história de Hypatia, e nem a sua: porque Hypatia estava exatamente no caminho do Novatianismo: era exatamente o que eram os monges Nitrianos: Novatianos. Orestes foi assassinado pela lapse. E Sinésio também. Naquele momento, os Cristãos tinham que decidir sobre algo muito importante: e Hypatia dava a eles todos os resultados que eles queriam. Todas as bibliotecas de época foram queimadas, não só Alexandria: e milhões de pessoas foram mortas, na maior chacina que a humanidade já viu. Interessante como o destino da história foi parar ali, em Alexandria: e a mulher, mais uma vez, personificando todos os resultados. É óbvio que os católicos são orgulhosos dos seus porquês: Foram eles que criaram o mundo: do mesmo modo, os Protestantes precisam ser omissos, pensadores, escultores de opinião, sensíveis aos imprevistos históricos, cuja incompetência do outro de alguma forma o beneficiou: que bom ter por perto aquele cara escroto que te faz andar pra frente, que quando olha no espelho, diz ,‘–cala a boca, porra, sou eu que estou falando’ : e antes que o protestante fique puto com as verdades que pairam em sua cabeça, era bom que ele se questionasse antes de mais nada por quê que o católico ocupa um lugar essencial em suas fraquezas.

Bom, o motivo dessas investigações é bem simples: Cristo foi o culpado. Ele deu dois comandos, igual ao do seu pai: ele criou o céu e a terra: Cristo não só defendia a lapse, como também, ao mesmo tempo, a repetência. Então, se é uma dualidade, não adianta ficar angulando:  vou continuar com a escovada do católico e reafirmar onde Hypatia se conecta com tudo isso: porque conexão é o que não falta: ainda que você queira fechar seus olhos pra não sentir nada, os outros estarão vendo também: digo, Deus tá lhe vendo, o quanto você é um covarde:  e frente a uma historicidade, recua em sua fraqueza. É algo que Cristo não faria: ele ouviria o inimigo: de modo que historicidade é o que não falta. Escolhi as melhores, inclusive Dzielska: porque poucas histórias no mundo foram tão assediadas quanto a história de Hypatia. Até o filme recente de Almodóvar [já mandei as minhas críticas pra ele], por querer transformar Hypatia em um Mártir: Hypatia não morreu defendendo Deuses, não defendia partidos políticos, Alexandria está envolvida com sua vida, assim como seus afazeres domésticos: Hypatia era uma cidadã comum, não podia ser acusada a corrupção de mentes: se a Teologia a assediou, por encontrar ali algum interesse, eu diria que ela foi envolvida, muito mais do que se envolveu: Hypatia não vivia afrente dos seus resultados, por isso não poderia ser considerada um revolucionário de época, a ponto de instigar massas contra um governo local: nem muito menos contra uma ideia, que nem corpo tinha. Hypatia não estava em oposição a nada, queria continuar o que fazia todos os dias, lecionar em Alexandria, para aqueles que queriam ouvi-la falar: é o máximo que se pode dizer de Hypatia. Agora, de fato, eu tenho que dar o mérito pro Católico porque ele constrói sua verdade muito bem, digo, consegue esconder bem as coisas: ora, ‘Cirilo conhecia a casa de Hypatia...’!: não, ele não conhecia só a casa: ele já chegou lá com a sentença  de Hypatia na mão: e essa sentença veio da mão do Imperador, igualmente Cristão: Teodósio: Cirilo foi pra Alexandria com uma única missão: matar Hypatia e destruir a Biblioteca. Não foi uma luta de vaidades, como os cristãos querem, digo, católicos e protestantes convergem no mesmo ponto, que se trata de ‘um crime passional’: com motivo ou sem motivos, Cirilo matou Hypatia: ao mesmo tempo que argumentam que Cristo não tem nada a ver com isso. Não, cristãos, me desculpem, não vou mandar vocês a merda, mas não dá pra ser desse jeito. A versão de vocês não presta, porque não existe duas versões na natureza: só porque foram vocês que escreveram a história, por isso os considerados válidos e de primeira mão, são apenas os historiadores cristãos, os historiadores pagãos não prestam, porque não possuem a mesma consistência do católico: por isso, antes que vão mais afrente com as suas idéias, eu digo que, é bom vocês voltarem ao caso Josephus e verem de fato o quê que vocês tem na mão para me oferecerem como história, antes dizer que a minha é uma história que não aconteceu: porque Cristo, nem pela Bíblia dá pra saber a data certa, o dia em que Cristo nasceu.

É o que o católico está falando: o protestante vai fazer uma crítica e faz merda, porque acha que tá defendendo Cristo, porque o Cristo deles é Jesus... O católico surta mesmo: e tem motivos...  

 

 

“É pela produção do testemunho de Socrates, Suidas, Damascius e Nicephorus Callixtus. Mas em vão eles chamam por Socrates. O historiador, apesar de muito hostil ao Santo Cirilo, como ele constantemente se mostra, e apesar de seu Novatianismo, 12 renderiza-lo super propenso a incriminar um prelado ortodoxo, não culpa o santo patriarca nem com instigação nem com aprovação do assassinato. E, deixe ser notado, Philostorgius, também contemporâneo com Hypatia, e um historiador de tanta confiabilidade quanto Socrates, narra a morte dela, mas sequer menciona o nome de Santo Cirilo em conexão com isso, apesar de, de fato, ele culpar os Católicos. O mesmo pode ser dito de Suidas. Quanto a Nicephorus Callixtus, este autor cismático não deveria ser trazido afrente no assunto, já que ele viveu nove séculos após o evento, e não poderia saber nada o que quer que fosse com relação a isso, a não ser através de Socrates e Philostorgius. Mais pra frente, as melhores críticas de toda escola taxam este escritor com uma afeição por fábulas.

Resta lá, então, apenas Damascius, sobre o qual Voltaire e seu mais recente copista, Kingsley, pode apoiar-se para justificativa em sua tarefa temática. Mas Damascius era um pagão, um inimigo declarado da Cristandade, e era um interesse da causa dele macular a justa fama do patriarca de Alexandria. E de que valor é a assertiva dele, feita um século e meio após a morte de Hypatia, quando comparado com o silêncio de seus contemporâneos, Socrates e Philostorgius? De novo, a mesma passagem de Damascius produzidas pelos inimigos de Santo Cirilo 62 trai a superficialidade da informação deste autor. Ele representa o patriarca como surpreso com os números esperando a chegada de Hypatia, e como que perguntando quem era que poderia atrair tal concurso. É possível que Santo Cirilo, o homem melhor informado em Alexandria, com relação mesmo aos assuntos mais triviais, o patriarca todo-poderoso cujos espiões estavam em todo lugar (de acordo com Kingsley), não sabia a residência da mulher que disputava com ele o império intelectual da cidade? E Damascius deixa ainda mais exorbitante as demandas sobre a nossa credulidade; pois ele nos dá o entendimento de que até Santo Cirilo ver a multidão dos discípulos entusiásticos dela, ele não havia sequer ouvido um nome o qual por anos havia sido renomeado no Egito.”

 

Obs: o Suidas, que não é pouca merda, como o Católico quer,  refere-se a passagem acima como a chegada dele em Alexandria, ‘questionando o que era aquela multidão, que aquilo fez  um enorme sentido no que veio fazer em Alexandria.’ É algo que pode ter ocorrido a qualquer tempo, o Suidas entende que  aquela cena produzia impacto não só em Cirilo, mas qualquer um que passasse em Alexandria, parecia o sermão da montanha.

Havia uma inveja de fato, mas não foi esse o sentimento que dominou a cena do crime, não se tratava de Mozart e Salieri: Cirilo em algum momento desejou possuir Hypatia...aquilo que era dele e ele não possuía: e convertê-la em algo que  fosse seu. É o caso de Cesareum, aonde ocorreu o ‘ritual de purificação’, que nem igreja era , era um monumento de Cleópatra a Marco Antônio: sendo na época mais uma recém-aquisição, dos vários templos invadidos e convertidos em propriedades Cristãs: um processo que havia começado algumas décadas antes do assassinato de Hypatia. A exemplo do que aconteceu com Hypatia, a biblioteca de Alexandria seria convertida em propriedade, porque a posse é um sistema de conversão da morte: uma vez dono do corpo, você pode fazer o que quiser com ele: inclusive, queimá-lo. Por isso a tentativa do Católico de invalidar Suidas, e o que aquilo se configura, em um primeiro momento, é apenas um traço característico da obra de Suidas, que investiga também os sentimentos dos personagens envolvidos, conhecido no mundo inteiro como um trabalho honesto. O qual não se beneficia das fontes católicas para escrever a história: O Suidas, em muitas passagens, sofreu censuras, e ‘adequações’ ao cristianismo, portanto, sua versão online não é uma boa referência: literaturas inteiras desapareceram. Por isso, a menos que você fale o idioma original, e não caia em uma transliteração comprometida, você não terá acesso a estas informações também.

Por isso, o Suidas é uma literatura válida sim, quer os católicos gostem ou não: e isso vale pra Damascius e outros.

Questionada sobre a obra de Damascius, a Biblioteca Pública Mundial deu a seguinte informação:

Isso é a cara de Alexandria: a Biblioteca desapareceu, assim como a sua informação também: deve fazer parte do Arquivo-morto do Vaticano: aquele, que está escondido no céu, o qual considerou a história válida: uma forma de garantir a morte na terra.

 Mas Hypatia continuou viva, veja você[!]... até nisso Hypatia foi comparada a Cristo: mesmo sem nada, sobreviveu a história. E não menos curioso que os Iluministas, aqueles que os filósofos contemporâneos tanto adornaram, adornavam Hypatia, sua musa inspiradora. É a quem o Católico escreve, Voltaire: o filósofo francês que usou Hypatia como fonte de inspiração de sua renúncia e justificativa pro seu casuísmo histórico. E assim, o católico prossegue na sua interpretação histórica, a Vida de Cirilo, porque de Hypatia ele não falou absolutamente nada, exceto que ‘Cirilo estava certo em matá-la’, condição sine qua non para a divinação de Maria, também conhecida como Miriam pelos Judeus: uma prostituta, assim como o seu filho, Jesus, descrito pelos Rabinos Judaicos em Sanhedrins como um tipo perigoso, que se escondia encapuzado, e sequer foi crucificado, morreu enforcado. Hypatia não era uma deusa, e Cirilo precisava provar isso. Aliás, Cirilo precisava provar tanta coisa, que, só destruindo tudo: quase um gesto involuntário da fé: Aquilo que sobra vira verdade: só existe um Deus, não existe outros: Hypatia não ressuscitou no terceiro dia e isso era o indício de que sua teoria estava certa: validava tudo que Cirilo fez. Os feitos de Cirilo foram tantos e sua conduta criminosa impecável, que ele foi o Proclamador da Virgindade de Maria, o que prova que ele era o homem certo pra função. Em cartas de Sinésio a Hypatia, aquilo que os católicos deixaram, Sinésio mostra, na condição de Bispo Cristão, um enorme prazer em conversar com a filósofa, em um pequeno trecho de uma carta ele se refere a ‘filósofa, mãe, amiga, irmã, a mulher’: e em outras cartas ele se refere a como os discursos de Cirilo eram uma merda, tediosos, e como tudo aquilo que Cirilo falava era vazio, repetitivo e odioso, referindo-se a Cirilo e seus seguidores como os ‘línguas de búfalo’, os quais avançam agressivamente sobre aqueles que consideram oponentes. Essas  cartas comprovam que Sinésio, um Cristão, que havia aceitado Cristo como seu único senhor, havia entrado em Lapse: Ora como alguém que conheceu cristo , botaria alguém em grau de superioridade frente a verdade. O que eu li de referência a Hypatia pela própria cristandade que se seguiu, são coisas belas , verdadeiros depoimentos de amor e incompreensão: mas tudo isso não chega bem ao meus ouvidos, porque o que ser com isso e transformar Hypatia em cristã , coisa que ela nunca foi e jamais seria.. penso que a morte é um poderoso sistema de conversão e nesse sentido custa glorificar as coisas e atribui uma vida aquilo que já morreu, uma reciclagem da moral, ver alguma utilidade na morte. Um reconhecimento que vem na forma de purificação.. foi os últimos pensamento de Cirilo em vida: ‘libertei Hypatia, ela deve estar agradecida comigo...’: a propriedade, a imagem convertida.

 

O católico segue:

 

“Nós não estamos escrevendo uma vida de Santo Cirilo, menos ainda um artigo hagiológico; mas nós devemos remarcar que o tenor geral desta carreira de prelado, a exibição dele de constante zelo e virtude num caráter nocauteantemente heroico, o qual causou seu envolvimento dentre os Santos Canonizados, nos impediria de supor que ele poderia sequer ter sido um assassino. É claro, absolutamente falando nenhuma impossibilidade metafísica é invocada na suposição de Voltaire, Kingsley, etc.; mas se fosse aceito, nós deveríamos esperar descobrir algum traço de repetência heróica no pós-vida do patriarca. Agora, nos trinta anos remanescentes da carreira dele, ativo e aberto a inspeção como se pensa que o era, não conseguimos encontrar nem o menor traço de tal repetência nem mesmo nenhum reconhecimento do crime. Mas nós não precisamos dizer mais nada. A culpa é tão gratuita quanto é maliciosa, e assim então será considerado por todas as mentes Justas até que pelo menos uma autoridade contemporânea ou quase-contemporânea possa ser produzida em seu suporte.”  

 

NOTES

 

1  “Lit. Hist.,” article “Cyrillus.”

 

2  “Bibl. Græca,” pt. iv, b. 5.

 

3  Writing to the clergy and people of Constantinople, Pope St. Celestine said: “We have deemed it proper that in so important a matter we ourselves should be in some sort present among you, and therefore we have appointed our brother Cyril as our representative.” And, writing to St. Cyril, the Pontiff says: “You will proclaim this sentence by our authority, acting in our place by virtue of our power; so that if Nestorius, within ten days after his admonition, does not anathematize his impious doctrine, you will declare him deprived of communion with us, and you will at once provide for the needs of the Constantinopolitan Church.” It is quite natural that Protestant polemics should be hostile to the memory of the great “Doctor of the Incarnation,” who thus apostrophized the Blessed Virgin in the Council of Ephesus: “I salute thee, Mother of God, venerable treasure of the entire universe! I salute thee, who didst enclose the Immense, the Incomprehensible, in thy virginal womb! I salute thee, by whose means heaven triumphs, angels rejoice, demons are put to flight, the tempter is vanquished, the culpable creature is raised to heaven, a knowledge of truth is based on the ruins of idolatry! I salute thee, through whom all the churches of the earth have been founded, and all nations led to penance! I salute thee, in fine, by whom the only Son of God, the Light of the world, has enlightened those who were seated in the shadow of death! Can any man worthily laud the incomparable Mary?”

 

4  These were an order of minor clerics, probably only tonsured, who were deputed to the service of the sick both in hospitals and at home. Their name was derived from their constant exposure to danger. The first mention of them in a public document occurs in an ordinance of Theodosius II., in 416; but they are here spoken of as having been in existence many years, and probably they were instituted in the time of Constantine. In course of time they became arrogant and seditious, and were finally abolished. At Alexandria they numbered six hundred, and were all appointed by the patriarch.

 

5  “Hist. Eccl.,” b. vii, § 15.

 

6  In his “Dictionnaire Philosophique;” article “Hypatia.”

 

7  “Examen Important de Milord Bolingbroke,” chap. 34, “Des Chrétiens jusqu’à Theodose.”

 

8  “Discours de Julien contre la Secte des Galiléens.”

 

9  “L’Etablissement du Christianisme,” chap. 24, “Excés de Fanatisme.”

 

10  M. Aubé, in vol. xxv, p. 712.

 

11  Vol. ix., p. 505 — Cantù does not touch the question of St. Cyril’s responsibility for this crime. This is all that the great historian says concerning Hypatia: “Theon, a professor in Alexandria, commentated on Euclid and Ptolemy, but became more famous on account of his beautiful daughter Hypatia. Taught mathematics by him, and perfected at Athens, she was invited to teach philosophy in her native city. She followed the eclectics, but based her system on the exact sciences, and introduced demonstrations into the speculative, thus reducing them to a more rigorous method than they had hitherto known. Bishop Synesius was her scholar, and always venerated her. Orestes, Prefect of Egypt, admired and loved her, and followed her counsels in his contest with the fiery Archbishop, St. Cyril. It was said that it was owing to Hypatia’s enthusiasm for paganism that Orestes became unfavorable to the Christians. Hence certain imprudent persons so excited the people against her that one day, while she was going to her school, she was dragged from her litter, stripped and killed, and her members thrown into the flames.” (Storia Universale,” b. vii, c. 23. Edit. Ital. 10; Turin, 1862.)

 

12  This heresy was an outgrowth of the schism of Novatian, who, instigated by Novatus, a Carthaginian priest, tried to usurp the pontifical throne of St. Cornelius in 251. Its cardinal doctrine was that there were some sins which the Church can not forgive. It subsisted in the East until the seventh century, and in the West until the eighth.

[ http://elfinspell.com/LiesandErrorsCyril.htreml ]

 

 

 

 

 

A explicação é que Cirilo não foi um assassino: ele foi um soldado de Cristo: e quem mata em nome de Cristo, não é um assassino: Cristo falou isso, exatamente: interficite: ‘aquele que não concordar comigo, não concordar com o seu Senhor, traga a minha presença e execute’: todas estas passagens estão no tópico O Deserto de Cristo: A personalidade de Cristo, no plano individual e coletivo: onde a lapse é o tratamento do vício. Por isso, a Bíblia, a nível de Paulo e Evangelhos, quota primariamente duas personalidades de Cristo: o católico assume a personalidade do Cristo mau e o protestante assume a personalidade do Cristo doente: Negá-las é imbecilidade e, de fato, você está perdendo seu tempo lendo o que eu escrevo: você deveria começar do zero e ler as epistolas de Paulo e os Evangelhos outra vez. Se nunca leu, também é um inservível, porque, vai acreditar nos tradutores de Cristo: eu já falei sobre isso: você pode entender isso como uma brincadeira, ou levar ela ao mais alto possível de indignação. Eu também me sinto assim, então, me parece ser o sentimento primordial em qualquer conversa. Você não acha que vai ler o que eu escrevo e sair inteiro: porque não vai: do mesmo modo, eu vejo nisso pontos positivos naquilo que envolve especificamente o acreditar: você não pode desconhecer tais fatos e simplesmente dizer que eles não existem, sem sequer investigar.

De modo que esta é uma intro, a história de Hypatia está longe do fim: como eu falei, as histórias vêm acompanhadas de historicidade. Qualquer um que lê a história de Hypatia pela primeira vez entra em parafuso na hora: e quer desesperadamente uma explicação pro que foi aquilo: pois bem, você vai ter uma explicação pro que foi aquilo. É incrível, mesmo eu sabendo por que foi aquilo, eu tou sempre me perguntando ‘o que foi aquilo...[?]’, por que mataram Hypatia? Por que daquele jeito? E daí não para mais: e mesmo sem você saber muito da história, você faz uma conclusão silenciosa: ela morreu pior que Cristo: e não beijou a cruz. Hypatia havia dado um comando aos seus pupilos: não mate ninguém em nome de Deus, e nem mande matar: um comando diferente de Cristo, quer você aceite ou não, vá a merda, foi o que Cristo disse, tá escrito: Hypatia morreu a mando de Cristo: não finja que você é Jesus, porque você tá envolvido nisso. Agora, se você não tem nada com isso, já perdeu o desinteresse pelo mundo, mas tá interessado em saber algumas coisas, desconsidere o que eu disse: você é Cristo e não sabe. Ah, desculpe... você é um ateu... você não acredita que um dia o universo foi criado...do mesmo modo, não existe uma consciência que o administra...tipo democracia e capitalismo... você não acredita nem em política e nem em partidos políticos...do mesmo modo, acredita em si e na ciência...afinal de contas, você não tem como negar a sua existência, e sem perceber, tá acreditando em uma única coisa: ninguém escapa, amigo, de um único resultado: é o que Cristo é: uma unidade: e até mesmo aqueles que estão fora do mundo, não posso falar autista, porque isso feriria o espírito cristão, e de fato fere, porque o autista não pode entender a palavra, se tornando inservível: e essa é a grande questão: você querendo ou não, você será tratado como um deficiente mental: e seus movimentos serão todos controlados: de modo que suas ações lhe devolverão de volta ao fato onde tudo começou: você depende de Cristo pra viver, é ele que garante o seu consumo: e a menos que você pare de comer, você não deixará de ser um cristão. Por isso, não se aborreça comigo, porque de fato, não ganho nada com isso, fico aborrecida também, por quê que as coisas não poderiam ser diferentes: a verdadeira história entre Deus e a Serpente, porque de fato, seria mais uma história que não aconteceu: aquela, que deveria ser de amor, mas foi o ódio quem escreveu: porque de fato, vocês acreditam que o ser humano é um bom filha da puta, você confia em todos e acha todos bons camaradas, desde o patrão a empregada,  e que tudo que você faz é de coração, não existe nenhum compromisso, você não acredita em pecado nem em perdão, se acha em uma pessoa justa, e que o merecimento não ocupa um papel de destaque em seu pensamento, se você não recebesse o salário final do mês, você ficaria igualmente satisfeito, assim como seus credores também... você se levanta do banco sorridente, dando lugar a uma grávida na estação, ou igualmente, uma fila de banco, quando chega com duas crianças, uma em cada mão: e se sente feliz quando um velhinho folgado lhe toma a vez, em qualquer situação, você é amigo e generoso e, mesmo não tendo, empresta dinheiro a todos: e não se preocupa em receber, ele paga quando puder... : e que acredita que na vida não deveria existir nada entre um homem e uma mulher. De modo que, querendo ou não, você já validou o sistema, porque o sistema já foi instalado em você: e, excetuando todos, esse é o sistema pior. Você percebe que você é Cristo e não sabe? O Cristianismo é entendido como a filosofia do Ocidente, e o Ocidente acredita ter encontrado a melhor filosofia pra viver. Não discuto nada disso.: quero que você entenda, de uma forma genérica e honesta que, pelo sim ou pelo não, você é um cristão: não sinta vergonha disso, os índios e agora os chineses, também são. Engraçado isso, o mundo inteiro virou cristão, e a grande maioria não sabe, como tudo isso virou verdade, como seus movimentos são controlados por uma imagem.

 

E essa é a dificuldade: na hora de apertar o botão, você sempre diz ‘–Cristo não faria isso...’, é um eco que vem de muito longe: ‘... Cristo... Cristo... Cristo... por que Cristo mandou matar...’

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

..Mas diz a lenda que, quando o jabuti retornou ao local, encontrou lobos, cobras e serpentes e eles disseram –ei, jabuti, deixa tudo com a gente. –e tendo falado isso, o jabuti entrou em sono profundo, e quando acordou, os seres humanos haviam deixado o local, e o jabuti pôde assistir tudo germinando outra vez: havia entendido o que o mestre tartaruga havia lhe falado. Quando saiu de lá, o machado já havia apodrecido, e que aquilo jamais seria absorvido: e que aquilo nunca fez parte do seu casco. É uma outra história, uma outra lenda, mas o que o jabuti sabia é que esse machado jamais seria encontrado, que aquilo tudo era apenas a história de como o Ferramenta havia aparecido na Natureza: A História do Machado

 

 

 

 

 

 

Não vim pra bloquear a luz, mas pra repor a escuridão

                                                                                [66].