L'Untagem : l'insoutenable de pureté [texte en portugais]

Então os Sumérios foram acusados. Foi uma acusação porque nem eles mesmos suspeitavam de sua inteligência, algo que a ciência classificou como ‘A Primeira Clonagem’: que teria sido feita por extraterrestres. E pasmem (!): sem a ajuda da mulher. ‘Não existem sonhos, mas através da realidade você pode sonhar’: essa é a triste realidade de Deus: o trabalho.
E nesse item, os Sumérios deram um show. Se pra Moisés Deus deu uma sandália [pra não queimar os pés no deserto], pros Sumérios ele deu uma inchada e, em pouco tempo, eles tinham esgotado toda a terra da Mesopotâmia. E saíram poraí.
Até hoje a inchada é um sucesso. Na Amazônia, por exemplo, é o instrumento mais usado, muito mais que a maconha, o epadú e o tabaco – três plantas originais da região, originais da espécie, não foi plantada por nenhum alienígena vindo da galáxia de Minotauro pra trazer o boi pra região. Aqui tem anta, não tem burro, nem jumento, nem camelo [animais ditos inteligentes], tem onça, malária, piranha, jacaré, cobra, bactérias, vírus, doenças. Sou contra julgar a natureza, por isso, essa opinião não é minha, quem cria essas histórias é o homem, porque não quer ser descendente do macaco e, embora não aceite, ele é.
E deveria ser sentir honrado, pois mesmo não querendo fazer parte do planeta, seu DNA está presente em toda natureza - e nem por isso a natureza se sentiu ofendida, ou suja - pureza é algo que não existe, é um conceito humano.
Teríamos que ter conhecimento de todas as propriedades do Universo. E ainda assim seria inútil se não tivéssemos o entendimento do bem e do mal: iríamos sempre precisar do juiz. A criminologia incide sobre a ação e não sobre o objeto. Por isso, o meu argumento de fato não transita pela explicação das diferenças, ao contrário, defendo que elas existem mesmo, a questão não é ‘se o DNA de Deus foi passado’ [ainda que seja somente através do homem], mas se a única coisa que passou foi o DNA de Deus, porque isso poderia resultar em um indício de contaminaçãoE isso explicaria muito bem o que aconteceu com David e Adão – deixaria Cristo de fora, porque ele não foi aceito pelos judeus e sua pureza é questionável. Questiono alguém que esmaga uma flor com suas próprias mãos e odiava o mundo porque o achava impuro e qualquer um que não o aceitasse nas condições que ele exigia. E pasmem[!], o pensamento de Cristo é análogo ao meu: ele achava que todos os judeus, exceto ele, estavam contaminados –mas com uma diferença: por desentender a fusão, a fecundação, seu entendimento é o descrito no Torá: o sêmen do homem era a própria semente. De modo que através do homem a vontade de Deus seria transmitida, para isso, bastava um processo de untagem, um processo de descontaminação.
Esse engenhoso processo de descontaminação de genética espiritual é descrito na bíblia toda. Antes que descreva esses eventos, quero me ater ao fato de que a contaminação existiria mesmo sem a presença do diabo. Penso que Cristo, assim como os judeus, queria encontrar uma resposta do porquê da impureza, do porquê do pecado.
Os judeus não explicam a origem do pecado, porque a figura da Satan [Stn’] é mais uma promotoria, de modo que a interpretação de Cristo é que Eva teria tido relações com o Diabo, resultando em Caim e que, ao ele se misturar com os outros judeus [digo, em algum ponto os descendentes de Cain cruzaram com os filhos de Seth], todo mundo ficou contaminado a partir dessa mistura. Com certeza, se soubesse da existência da fecundação, talvez não arranjaria outra explicação...ou não insistiria na tecla de que de ‘algo aconteceu’. Mas ele taí para resolver, não só vai dar um clean geral, como também matar o contaminador, bem como garantir que nunca mais haverá contaminação. Mais ainda, garantir a todos que morreram contaminados serem reintegrados em um futuro próximo, e o universo voltar ao seu estado de ordem outra vez. Parece roteiro de Hollywood, novela das seis, filme japonês. Esse troço tá em todo lugar, parece a democracia: todos lavando a mão na pia.. - todos a amam pela sua produtividade. Mas achei um ato de uma inteligência suprema declarar que “Eva transou com o diabo e que a culpa toda é do diabo” e, dito isso, foi em frente com aquilo que se predispôs a fazer.
Por isso, fui investigar a origem do pecado, já que nem cristo nem o Torá me deram uma consistência que explicasse a ‘origem do mal’, aquilo que afeta produtividade, que desse o mínimo de uma explicação aceitável para a ‘Teoria da Contaminação’. Deveria ter uma explicação do porquê que Deus criou o diabo. Será que fora o trabalho, os desafios do planeta, embora seja o homem o ‘mais popozudo’ (até um carapanã é capaz de mata-lo), será que com tudo contra, ainda assim tinha que inventar também o diabo? Ou era burro mesmo e por isso sua criação bugava, ou tava querendo sacanear o ser humano. Deveria ter algum propósito - E não deveria ser pequeno, afinal, o universo foi criado só para ele. Digo, ainda que exista outros universo, esse foi criado só para ele... ou não: os alienígenas vão raptar o judeu e levar para outra galáxia e lá vai ser lido o Torá e os Evangelhos e dessa forma o ser humano sai do buraco, ensina a moral para esse povo e aí toda a doutrina será adotada por um enorme império galáxico, estendendo suas conquista até os quasares mais distantes[?]..!
Por isso, fui investigar também os sumérios, em uma tentativa de encontrar quando se iniciou o unitarismo, um sistema, um funcionamento de algo incrível. E tentar fazer um link com o meu achismo de que esse movimento não deveria ser entendido somente pelos personagens, mas pelo seu conteúdo analítico: se tratava de um racionalismo. Era óbvio que o início deveria ser a passagem da semente, isso que Deus focaria: se ele não garantisse o controle sobre a semente, nenhum plano daria certo.
E o que é isso exatamente? Deus entregaria a semente ao homem e o homem repassaria essa semente a mulher, e da mulher essa semente volta novamente pra Deus.
 Os cristãos de uma forma em geral, entendem a frutificação como um processo fatalista, algo que acontece uma única vez, mas ao mesmo tempo entendem que isso é um processo constante e diário, se frutifica a todo instante, como um processo de algo que foi plantado, cresceu e deu bons frutos. E por isso, a cada instante tá plantando e a cada instante tá colhendo. De fato, o cristão não entende muito bem como isso funciona, mas tá praticando o tempo todo, inclusive tá fazendo isso agora, tá vendo se essas idéias são frutificadoras ou não. Por isso, existe uma relação entre o lançamento da semente e a frutificação, são etapas distintas e diferentes, mas o cristianismo entende como sendo uma mesma coisa.
Mas podemos entender como: o Lançamento da Semente – o Juízo ; e a Frutificação – o Propósito. Movimentos distintos, é perceptível que o lançar da semente é do céu pra terra, ao passo que o da frutificação é da terra pro céu. Quando essas duas coisas se fundem, elas formam uma terceira coisa, que chamamos de consciência, a vontade de Deus. Falaremos mais tarde sobre o funcionamento, pois isso se trata de um racionalismo, algo que começou pelos Sumérios, passou pelos Judeus e terminou com os cristãos. E que essa fase, que durou aproximadamente sete mil anos, se trata de um único movimento histórico, o qual eu chamei de Unitarismo.
Nesse sentido, é possível separar os Annunakis [Sumérios], Moisés e Cristo, ou simplesmente, Tablets SumériosTorá e Os Evangelhos. É evidente que pra haver coerência, tem que haver paralelos que possam ser perfeitamente integrados sem quebras de racionalidade.
Quando existe alguma discrepância entre opiniões, é necessário você ir buscar as partes que estão faltando do Torá nos Evangelhos, ou dos Evangelhos no Torá, ou do Torá nos Sumérios.
O tópico aqui em questão é um continuísmo do tópico anterior, de fato, me dispus a falar da Untagem, uma etapa significativa e muito mal interpretada, digo ‘mal interpretada’ porque há choque de opiniões.
E percebo que mesmo aquelas pessoas convictas não sabem exatamente a origem, se limitam em suas convicções a determinada compreensão, é algo que lhe agradou e aquilo foi o suficiente. O problema é que quando isso acontece e você não sabe exatamente a origem, o erro acontece lá na frente, e você se vê às voltas com o juízo outra vez.
Vou dar um exemplo: em um artigo na internet que me agradou, falava o seguinte:
 
POSIÇÃO FÓRUM PROTESTANTE:
DÚVIDA DE: PASTOR JOSH WILLIAMSON [DIRETOR DE ESTADO/ EVANGELISTA – MINISTÉRIO OAC-AUSTRÁLIA]:
JW –Eu tenho um serviço de batismo vindo em breve, e eu fui perguntado por uma das damas sendo batizada se outra dama poderia batizá-la [isto é devido a ela a disciplinar]. Eu sou um batista reformado em teologia, e eu não consigo encontrar nada que enderece se isso deveria ser permitido. Eu estava me perguntando, “pode uma mulher batizar outra mulher durante um serviço batismal da igreja?”
Pensamentos? Comentários?
 
 
RESPOSTAS:
 
TIMV –Sua confissão declara:
Capítulo 28, Parágrafo 2: “Aqueles santos apontamentos são para serem administrados por aqueles que o são para tanto chamados à comissão de Cristo. [Mateus 28:19; 1Cor 4:1]
 
JW –Estou ciente do 28.2 na 1689, mas eu já li sobre batistas reformados que argumentam a ‘patriarcalidade de todos os crentes’, então eles dizem que ela pode ser aplicada a todos. Também, o argumento deles está muito acima do termo “qualificado”. O que torna alguém qualificado para administrar o batismo?
 
TIMV –Você está tomando uma isenção para a sua Confissão? E se sim, por que? Por favor leia as provas das Escrituras dadas. 1 Coríntios 4:1 declara: “É assim que as pessoas deveriam se lembrar de nós, como servos de Cristo e carregadores dos mistérios de Deus”.
Isso está falando sobre aqueles que guardam o ofício na Igreja de Cristo. A palavra sacramento [se eu me lembro corretamente] vem da tradução do Latim da palavra grega para mistério.
Esta é uma área do batismo que tanto os Batistas Presbiterianos quanto os Reformados concordam em sua confissão.
Se você acredita na patriarcalidade para todos os crentes [note que a palavra é “todos”, não “qualquer um”] então você acredita que ela poderia administrar a Ceia do Senhor?
 
JW –Não estou pondo afrente minha crença. Estou tentando trabalhar a resposta. Como pastor eu estou encarando uma requisição de uma pessoa que quer ser batizada por uma dama que as batizou. Meu questionamento é tentar chegar ao fundo da situação.
Quanto a 1Cor 4:1, eu li que alguns batistas reformados argumentam que o verso em contexto é dado aos apóstolos, e portanto não pode ser trazido acima para aplicar a pastores/anciãos.
 
ANDREW SILVA [Igreja Presbiteriana Reformada de Dallas – RPC A] –O fato de que todos os cristãos são padres de acordo com 1 Pedro refere-se ao fato de que Deus nos deu acesso direto a ele, então eu não vejo isso como aplicável a esta questão. Você permitiria que uma mulher pregasse na sua igreja baseado no argumento da patriarcalidade de todos os crentes?
 
JW –Não, eu não permitiria. Eu já vi esse argumento voltar pra eles em relação a isso, e a resposta que foi dada foi, “Pregar é expressamente proibido para mulheres. Contudo, a Bíblia é silenciosa sobre o assunto do batismo.”
Eu estou apenas tentando construir um argumento em como eu deveria responder a essa questão.
 
TIM VAUGHAN –Diga a ela –você pode circuncisar pessoas com uma faca de pedra como a mulher de Moisés, mas você não pode batizá-los”, apenas para aliviar a tensão, então diga que devido a regulamentos confessionais você terá que dizer as palavras mas a amiga poderá ficar com você na piscina para dar a ela o primeiro abraço.
 
TIM PHILLIPS -Na Igreja do Novo Testamento, nós vemos alguém batizando que não seja um apóstolo ou alguém diretamente apontado ou comissionado por um apóstolo?[...].
 
RICH -A patriarcalidade de todos os crentes cujas referências estão em 1 Pedro 2, onde Pedro está chamando o povo de Deus para sofrimento e serviço: Dentro do contexto da epístola inteira, está claro que nem toda pessoa tem o mesmo papel. Todos são chamados para servir, como Cristãos, de uma maneira que os torne identificavelmente Cristãos para o mundo ao redor deles. Mulheres são chamadas para serem mulheres, escravos para serem escravos, maridos para serem maridos, anciãos para serem anciãos: sacrificialmente, sofrendo com alegria de Deus, e prontos para dar uma contagem pela esperança que está dentro deles.
É uma distorção instável da intenção de Pedro para lisonjear todos os papéis para presumir que não existe mais nenhum papel que as pessoas joguem dentro do contexto da Igreja ou sociedade. Onde isso não é assim, Pedro endereçaria a todos o mesmo mas ele dá exortação específica aos papeis que Deus ordenou. O papel comum de “padre” é visto como [em outra passagem da Escritura] apresentação de nossos corpos como sacrifícios santos vivos e agradar a Deus como oposto a nos entregarmos às luxúrias da carne
Enquanto apesar de ser comentado que uma mulher na congregação foi instrumental em proclamar a fé a este novo crente, o batismo é uma admissão ao visível Reino de Deus. É para ser performizado por aqueles que guardam as chaves para tais coisas. A pessoa deve ser apresentada a liderança da congregação para determinar se o partido é para ser batizado e esta se tornará responsabilidade da liderança da Igreja. O ministro, agindo como o agente comissionado de Deus, é para ser o que vai performizar o batismo em prol da Igreja.
 
BILL BROWN -Josh, no que VOCÊ acredita? Você não se preocupe com o que os outros acreditam senão você será constantemente empurrado em múltiplas direções. Você acredita que as ordenações da igreja estão abertas a todos para administrar ou apenas aqueles que foram devidamente apontados?
 
JW –Eu honestamente não tenho uma posição. Eu nunca pensei sobre isso. Mas após ler esses posts e outros, eu estou me direcionando fortemente a não permitir.
Student at Midwest Center for Theological Studies
[…]
Obrigado a todos pelo conselho. A situação é mais complicada já que a dama que está fazendo toda a disciplinização é a esposa de um ancião, e eles acreditam que deveria estar tudo OK para ela batizar. Lendo e estudando eu estou indo com o “não”, mas eu preciso fazer um sólido argumento sobre isso.
 
SCOTT1 – [...] “Santo” significa separar [do comum]. O comando Bíblico para oficiais é explicitamente homens [II Timóteo 3 e Titus 1], e a camada de Criação deixa isso implícito. Eles não são “comuns” [que é qualquer um pode fazê-los como bem os couber]. 1Cor 12:28,29: “E Deus enviou alguns na igreja, primeiro os apóstolos, segundamente os profetas, terceiramente os professores, após aqueles milagres, então os presentes de curas, ajudas, governos, diversidades e línguas; São todos apóstolos? São todos profetas? São todos professores? São todos trabalhadores de milagres?
 
JOSEPH SCIBBE –Estou surpreso que qualquer evangélico e reformado iria perguntar essa questão! A Bíblia é clara no assunto de liderança do homem. Um compromisso irá usualmente levar a outro possivelmente, possivelmente Anciãos mulheres.
Isso é um pulo e tanto de permitir uma amiga mulher batizar a ordenar mulheres.
 
[FONTE: http://www.puritanboard.com/f57/may-woman-baptize-68959/]
 
 
Pois é. Como se percebe, mesmo em discussões de pastores “tops”, no qual há participação de judeus, católicos e protestantes, é inconclusivo. Você é levado a acreditar que aquilo ‘foi vontade de Cristo’, que ‘ele achou, por motivos não tão claros, que deveriam ser 12 homens...’. [exemplo, cito:http://catholicism.about.com/od/beliefsteachings/f/Women_Priests.h]. O resto é dedução. Já vi deduções do tipo ‘que haviam mulheres ali também, por isso elas também podem’, digo, ‘a bíblia não falou, mas elas estavam lá’: mas isso não pode ser considerado válido, porque não tava escrito.
A Igreja Católica não teria instituído isso como um Cânone se ela estivesse apenas ‘deduzindo’. Os judeus não proibiriam Rabinas, haveriam profetas mulheres com o poder de untar, não apenas pessoas que profetizaram. A Untagem, historicamente definida, é: [Fonte:www.jewishencyclopedia.com/articles/1559-anointing]
A explicação Judaica vem através dos mitzvots: o homem estaria obrigado a praticar maior número de mandamentos judaicos do que a mulher, e isso explicaria aquela famosa oração judaica em que todo judeu, pela manhã, agradece por não ter nascido mulher: o que um homem faz por uma comunidade tem maior relevância do que a mulher, de modo que ele serve mais a Deus do que a mulher, e que uma mulher não pode se sentir desgraçada por isso, porque ela foi uma beneficiada [fonte:http://jewfaq.org/m/women.htm] . De fato a opinião da mulher não conta, porque isso é o pensamento de um homem, e de fato, o judaísmo, a nível de Torá, rabino, Midrash, não explica nada: foi a vontade de Deus e pronto.
Pros cristãos, foi a vontade de Cristo. Paulo, em 1 COR 2:2-16, declara o seguinte:
“Agora eu louvo a vocês, irmãos, que em todas as coisas vocês me tenham em mente e mantenham minhas ordenanças conforme eu as entreguei pra vocês; Mas eu gostaria que vocês soubessem que a cabeça de todo homem é Cristo: e a cabeça da mulher é o homem: e a cabeça de Cristo é Deus; Todo homem orando ou profetizando com sua cabeça coberta, desgraçou sua cabeça; Mas toda mulher orando ou profetizando com a cabeça dela não coberta, desgraçou sua cabeça: pois é tudo um como se estivesse depilado; Pois se uma mulher não estiver coberta, deixe-a ser tosada. Mas se for uma vergonha para a mulher ser tosada ou deixada careca, deixe-a cobrir a cabeça dela; O homem de fato não deverá cobrir a cabeça dele: porque ele é a imagem e a glória de Deus. Mas a mulher é a glória do homem; Pois o homem não é da mulher: mas a mulher é do homem; Pois o homem não foi criado para a mulher: mas a mulher foi criada para o homem; Portanto deverá a mulher ter um poder sobre a cabeça dela, por causa dos anjos; Mas ainda nem é o homem sem a mulher, nem a mulher sem o homem, no Senhor; Pois assim como a mulher é do homem, assim também é o homem pela mulher: mas todas as coisas de Deus;  Vocês mesmos julguem. Virá uma mulher para orar a Deus descoberta? Não faça, mesmo a própria natureza te ensina que um homem de fato, se ele nutrir o cabelo dele, é uma vergonha para ele?; Mas se uma mulher nutrir o cabelo dela, é uma glória para ela; pois o cabelo dela é dado a ela para uma cobertura [para cobri-la]; Mas se qualquer homem parece estar controverso [polêmico], nós não temos tal costume, nem a Igreja de Deus”.
[Fonte: http://www.latinvulgate.com/lv/verse.aspx?t=1&b=7&c=11]
 
Bom, claro, gosto muito dos discursos de Paulo, porque ele conseguiu dar clareza às idéias centrais de Cristo. Já vi muitos teólogos argumentando que Paulo inventou coisas, mas isso equivale a dizer que Cristo também inventou coisas.
Paulo é interessante porque ele cita a sequência racionalista, Paulo é interessante porque ele deu uma melhor compreensão ao racionalismo de Cristo, porque relaciona melhor seus objetos.
É essencial perceber essa sequência. A sequência proposta por Paulo é a seguinte: em relação a Deus, Cristo é servo, por representar o corpo, e Deus, a Cabeça; do mesmo modo, perante Cristo, o homem éservo, por representar o corpo, e Cristo, a Cabeça. Pra mulher, perante o homem ela é serva, por representar o corpo, e o homem, a Cabeça. Cabeça é o espírito. Essa sequência descreve por onde vai passar a Semente.
Essa sequência não existe só porque Deus achou por bem separar o homem e a mulher, existia motivos pra separar as coisas, desde o início, separar faz parte do funcionamento de algo. A separação existe por um conceito de pureza, onde a parte limpa tem que limpar a parte suja, para evitar contaminação.
Só um homem pode limpar a mulher, como da mesma forma somente Cristo pode limpar o homem. A mulher não possui cabelo, o cabelo dela é o homem. Por isso, ‘cobrir sua cabeça’ é a materialização desse sentimento: não pode agir em benefício próprio. De fato, a separação contempla uma hierarquia. É algo que se tenta esconder, por ferir o “Princípio da Igualdade”, mas de fato, a hierarquia foi setada, goste ou não dela, e foi setada por Deus: “Eu colocarei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a semente dela: ela deverá esmagar tua cabeça, e tu deverás deitar à espera do calcanhar dela”. [Essa é a explicação Católica Vulgata, fonte: http://latinvulgate.com/lv/verse.aspx?t=0&b=1&c=3].
Esse diálogo é tirado de Gênesis 3:15. E se tornou o maior centro de discussões teológicas por seu significado, pois dá margem pra interpretações.
A tradução judaica, e este é o consenso judaico da corrente messiânica, está em perfeita sintonia com os Evangelhos. Os judeus messiânicos aceitam Cristo como o Messias, como o sucessor do Trono de David.
Já a linha Ortodoxa não oferece uma explicação e, pra todos os efeitos, esse seria um substancialismo que tanto se procurava: a origem da contaminação, Explica o pecado na sua origem.
A interpretação rabínica [Midrashs] entende que a Serpente era um “ser” e Eva não possuía semente, a menos que recebesse essa semente de alguém, e esse alguém não fosse o homem. E essa é a Serpent Seedline [A linhagem da Semente da Serpente], a qual Cristo pregou nos Evangelhos. Pode ser embaraçante porque isso leva a interpretação de que há um segundo Senhor.
Não há como argumentar que Deus estaria cotando neste segundo momento que a semente da mulher seria um óvulo: primeiro porque o entendimento Sumério, Judaico, de toda a Mesopotâmia, e até os próprios Egípcios, Gregos e Romanos acreditavam que a mulher não possuía óvulo e essa crençologiasó acabou em 1940 quando o óvulo da mulher foi descoberto.
O conceito original era de que a semente  foi passada ao homem íntegra, pura e que, a instabilidade estaria no campo, aonde essa semente seria lançada, porque o campo seria frágil, deveria ter uma cobertura do Senhor, que envolvia políticas sanitaristas e uma intensa fiscalização, porque o inimigotenderia a lançar sua semente e, essa vulnerabilidade da mulher, estaria sujeita a impurezas.
Os judeus ortodoxos não explicam essa passagem no Gênesis, porque não acreditam que o Diabo teria fecundado Eva ou teria contaminado Eva. Há Rabinos que defendem o Seedline e há Rabinos que não defendem, tentam desconversar igual Católico. No entanto, aceitam os livros das Revelações, aceitam Mateus 13[Colheita] e todas as falas de Cristo endereçadas aos Fariseus como sendo filhos da serpente e, o que sustenta a Volta de Cristo, a Segunda Trombeta, é justamente porque ele vai pisar na cabeça da Serpente e no entanto ela vai morder o calcanhar dele... Isso tá totalmente impregnado nos Evangelhos em inúmeras passagens.
De modo que a configuração da origem do pecado ficou embaçada. No resto do capítulo 3, o diálogo que se segue após o incidente envolvendo a maçã no Paraíso, é o seguinte:
“E quando eles ouviram a voz do Senhor Deus andando no paraíso ao ar da tarde, Adão e sua mulher se esconderam da face do Senhor Deus, em meio as árvores do paraíso. E o Senhor Deus chamou Adão, e disse a ele: Onde tu estás?
E ele disse: Eu ouvi tua voz no paraíso; e eu estava temeroso, porque eu estava nu, e eu me escondi.
E ele disse a ele: E quem te disse que tu estavas nu, mas aquilo que tu comestes da árvore da qual eu comandei a ti que tu não deverias comer?
E Adão disse: A mulher, a qual tu destes a mim para ser meu acompanhante, deu-me da árvore, e eu comi.
E o Senhor Deus disse à mulher: por que tu fizestes isso? E ela respondeu: a serpente me enganou, e eu comi.
E o Senhor Deus disse à serpente: Porque tu fizestes esta coisa, tu estás amaldiçoada entre o gado, e as bestas da terra: sobre teu peito tu deverás ir, e terra tu deverás comer todos os dias de tua vida.
Eu colocarei inimizades entre ti e a mulher, e tua semente e a semente dela: ela deverá esmagar tua cabeça, e tu deverá deitar à espera do calcanhar dela.
À mulher também Ele disse: eu multiplicarei tuas dores, e tuas concepções: em dor tu deverás parir crianças, e tu deverás estar sob o poder de teu marido, e ele deverá ter domínio sobre ti.
E a Adão ele disse: Porque tu destes ouvidos a voz de tua mulher, tu comestes da árvore, a qual eu te comandei que não comesses, amaldiçoada é a terra em teu trabalho: com trabalho e labuta tu deverás comer portanto todos os dias da tua vida.
Espinhos e cardos deverão trazer pra ti, e tu deverás comer as ervas da terra.
No suor de tua face tu deverás comer pão até tu retornares a terra da qual tu tomastes: pois pó tu és, e pro pó tu deverás retornar.
E Adão chamou o nome da mulher dele Eva: porque ela era a mãe de todos os vivos.
E o Senhor Deus fez pra Adão e a mulher dele vestimentas de pele, e os vestiu.
E Ele disse: Pasme, Adão, se tornou um de nós, conhecendo o bem e o mal; agora portanto pode ser que talvez ele bote as mãos afrente e pegue também da árvore da vida, e coma, e viva para sempre.
E o Senhor Deus enviou ele pra fora do paraíso do prazer, pra arar a terra da qual ele havia sido tirado.
E ele expulsou Adão: e colocou afrente do paraíso do prazer Querubins, e uma espada flamejante, voltando-se de todos os jeitos, pra manter o caminho da árvore da vida”.
  
[Fonte: http://latinvulgate.com/lv/verse.aspx?t=0&b=1&c=3]
 
“E eu colocarei inimizade entre ti e a mulher, e entre tuas crias e as dela; ele esmagará tua cabeça, e tu atacará o calcanhar dele. À mulher ele disse, ‘Eu aumentarei grandiosamente tuas dores de parto; com dor tu parirás crianças. Teu desejo será por teu marido, e ele governará sobre ti.’ A Adão ele disse, ‘Porque tu ouvistes a tua mulher e comeu da árvore a qual eu te comandei, ‘Você não deve comer dela’, ‘Amaldiçoado é o chão por tua causa; através de doloroso tolher tu comerás dela todos os dias de tua vida. Produzirá espinhos e cardos pra ti, e tu comerás as plantas do campo”
[FONTE: http://web.mit.edu/jywang/www/cef/Bible/NIV/NIV_Bible/GEN+3.html]
 
Eu botei não só a parte problemática, mas todo o desenrolar da história, está na versão do Rei James, mas que está em concordância com a Vulgata também. No entanto, não está em concordância com as escrituras hebraicas, o Torá , e nem com a versão atual da Igreja Católica: no Torá, a inimizade é entre a semente de Deus e a semente da Serpente. A inimizade entre a serpente e a mulher é cotada, mas quem vai esmagar a cabeça da serpente é a semente de Deus, leia-se, o homem:
 
ואיבה אשית בינך
ובין האשה ובין
זרעך ובין זרעה
הוא ישופך ראש
ואתה תשופנו עקב׃
 
“Ódio imporei entre
Ti e a mulher e entre
O meu sêmen e o teu sêmen
Ele [o meu sêmen] esmagará a tua cabeça
Você esmagará o calcanhar”
 
 
Na versão Católica atual [NIV], está quase 100% igual à do Torá:
http://web.mit.edu/jywang/www/cef/Bible/NIV/NIV_Bible/GEN+3.html
 
É engraçado que ao longo desses anos, vim acompanhando as versões anuais da Igreja Católica. Havia feito anteriormente sete observações, que em meu entendimento, estariam erradas. Curioso, é que na última versão eles corrigiram todas elas. Tenho que elogiar os teólogos católicos que buscam suavizar as escrotices de Deus, mas mantendo uma coerência muito próxima da do Torá. ‘"I will greatly increase your pains in childbearing; with pain you will give birth to children. Your desire will be for your husband, and he will rule over you." –Eu aumentarei grandiosamente tuas dores no parto; com dor tu parirás crianças. Teu desejo será por teu marido, e ele governará sobre ti” – desejos...maridos.. .. Tem que rir... . Não, não é essa a relação. A relação é de posse, o Senhor possui domínio sobre o servo. É importante que se perceba a racionalidade que envolve o servo, é análogo a campo. Essa visão é embaçada, pelas várias traduções, por isso, a recomendação é quando for Gênesis, vá com o Torá, não o traduzido, mas o em Hebraico, e um léxicon confiável autorizado pelos judeus ortodoxos.
A mulher, pra todos os efeitos, não tem semente. A semente à qual a Vulgata se refere, e isso é um consenso, ou é a Semente de Deus, ou a Semente do Diabo. Jerônimo várias vezes reclamou da falta de originais hebraicos.
De modo que há discordância com o que tá escrito e, sendo as interpretações diferentes e, por essa ser a única explicação judaica do porquê da existência do mal, do porquê do pecado, do porquê da impureza, não há, no Torá todo, uma resposta. No entanto, que fique claro, que dentro da visão Unitarista, e essa é a interpretação da maioria, a que foi validada é que a serpente era uma criatura homem, com a capacidade de fecundar a mulher e que quem vai esmagar a cabeça da serpente sãofilhos homens, ou, um determinado filho homem. E essa seria a única forma de resolver a questão: a existência de Filhos da Serpente implica em uma contaminação física, a serpente, esse ‘ser’ fisicamente homem, o tal substancialismo, a materialidade. Materialidade essa a qual Cristo se refere. O Seedline da serpente não considera a imbecilidade de Eva nem a estupidez de Adão como bases para pressupostos da existência do mal, pelo simples fato de isso não ter a capacidade de explicar o Diabo. E muito menos as crias da serpente. Pra todos os efeitos, Cristo retornará para matar a criatura.
O evento é físico, não apenas a nível de consciência como ‘alguns’ o querem. Perceba que no Gênesis 3:19 Deus fala ‘Do pó viestes e ao pó voltarás’. A racionalidade unitarista exige obrigatoriamente um substancialismo, seja lá que pó é esse, é uma substância, necessitando ser materializado, por isso carregar um conceito de pureza, algo que me predispus a esclarecer e o motivo deste tópico
 
A Discordância da Impureza:
 
David B. Brooks, um grande Teólogo do Judaísmo Reconstrucionista, afirma o seguinte:
"O D'Varim (Deuteronômio), em seu quinto e final livro do Torá em seu sentido estrito, Moisés dá três longas lições aos Israelitas que recontam sua história desde a época que eles deixaram o Egito até aquela época - Lembre: Moisés está prestes a morrer - quando eles estão prestes a marchar adentro da terra prometida - Canaã ou, como nós viemos a chamá-la, Eretz Ysrael. Moisés também reafirma muitas das leis que os Israelitas foram ditos para seguir, e ele lembra-os de quão bem, ou mais precisamente quão pobremente, o povo tem respondido aos desejos de Deus.
Moisés não é fácil com seu povo. Ele os lembra suas contínuas recaídas, suas relutâncias em obedecer as leis, sua aparente prontidão a seguir falsos líderes, sua falta de confiança em Deus. Por outro lado ele trilha pra eles (9:24): "Tanto tempo quanto eu conheço vocês", ele diz, "vocês têm sido desafiadores para com o Senhor". Do outro, ele insiste que eles podem fazer melhor (30:11-14): "Certamente, esta instrução a qual eu adoro diante de vocês hoje não é tão desconcertante para vocês, nem está além do alcance. Não está nos céus, que vocês possam dizer, 'Quem entre nós pode subir nos céus e ir pegar para nós'... Não, açoita está muito próxima a você, em sua boca e em seu coração, para observá-la".
 
Note que em nenhum lugar nas três lições inteiras Moisés atribui as falhas do povo judaico a nenhum império maligno, a nenhuma força externa, a nada além de suas próprias fraquezas pessoais e comunais. Houvesse algum Israelita sido visto com uma camiseta com a mensagem "O diabo me fez fazê-lo", ninguém saberia qual o significado. O judaísmo é, junto com o Islam, absolutamente monoteísta, e simplesmente não há espaço em nosso sistema de crença para nenhum ser cósmico além de Deus".
 
[FONTE: http://www.adath-shalom.ca/Satan_dvim.htm]
 
De fato, pessoalmente, nunca conheci nenhum judeu ortodoxo, mas a maioria dos meus conhecidos judeus, independente de seu judaísmo praticante, pensam mais ou menos desse jeito. E tomam um susto quando você chama à luz dos eventos essa interpretação do judaísmo messiânico e do cristianismo, de que Moisés teria endereçado ali um segundo Senhor. Os cristãos, em uma linha geral, não acham nada de estranho porque Cristo não falou outra coisa a não ser sobre o Diabo.
O assunto me interessa, primeiro porque é algo falado diretamente de Deus a Moisés e não cabe nenhuma reinterpretação de que ‘Moisés tava bêbado’, ou, ‘Tava perdido no deserto quando escreveu isso’, ou, ‘foi alterado na Babilônia’, ou ‘por Rabinos pós Cristo’... essa literatura é considerada válida e é a fonte principal de divergência e sem a qual o cristianismo sequer existiria, pois não teria uma base pra contrapor a existência do mal. E segundo, porque a partir daí, Deus setou o funcionamento de algo: a mulher, a partir daquele momento, seria destinada a condição de servo, por ter uma fragilidade moral inferior à do homem e, na concorrência de autoria, o homem admitido com uma menor culpabilidade, mas ambos julgados culpados. Embora surja como uma explicação razoável, ela não configura um conceito de impureza, porque isso simplesmente imputaria uma culpabilidade a Deus: a criação é entendida como Deus sendo o vórtice de ligação entre o homem e a mulher, é através de Deus que o homem conheceu a mulher.
Já vi judeu reclamando em fóruns que ‘Deus entregou a Adão uma mulher para que aquilo se constituísse uma família, não tem sentido incluir o Diabo nisso’ e, por isso, se contrapondo ao pensamento messiânico do ‘nascimento de uma partenogênese, em que Cain era filho da serpente e Abel era filho de Adão’. E seus argumentos possuem toda uma instrumentalidade que mostra isso tudo ser perfeitamente possível e que o misticismo aí presente está no 6º dia da Criação. É algo que não está claro no Torá, apenas em literaturas complementares. Ele [Moisés] não descreveu nenhum paraíso, nenhum funcionamento que possa classificar como desvio de conduta de um Anjo ou de uma entidade espiritual vinda do mundo superior’, pois que isso imputaria em culpabilidade a Deus do mesmo jeito. Seria o mesmo que dizer que ‘tudo que Deus toca corrompe’ ou ‘tudo que Deus cria é corruptível’. Perceba que a pureza é a base do racionalismo unitarista e que Deus percebeu, em sua concepção, que tal coisa poderia acontecer, ainda que ele mesmo [Deus] não soubesse o porquê. E tratou a questão dentro de um etapismo.
Seria possível supor então que Deus entendeu a impureza dentro de um funcionalismo? Sim. Foi exatamente isso que ele fez. Esse é o sentido da partição, o sentido da separaçãoseparar a impureza. No começo ele separou sua obra entre céu e terra, depois ele separou as águas, depois eleseparou o homem, depois ele separou o homem dos judeus, e depois ele separou o homem da família, até ele criar um indivíduo, uma unidade. Isso é um racionalismo. De modo que o que tá por trás da pureza é uma outra coisa: a produtividade. Desconheço uma fala de Cristo que não verse sobre a produtividade, dando parâmetros quantitativos como escala de moral. O argumento é bem simples: não pode haver perdas, o que menos perde ganha mais.
Produtividade é o próximo tópico e, por ser um pensamento mais complexo, eu deixei pro final. A produtividade se relaciona com nosso tópico porque a forma mais produtiva, digo, que corria menos risco de contaminação, seria aquela em que a semente seria entregue inteira, já pronta e fecundada para o homem, por este ser o departamento onde estaria presente a essência de Deus, o Ruach. A lógica de construção que envolve a Criação não é hierárquica por se tratar de uma vontade de Deus, mas por possuir um racionalismo, logo, possui uma sequência, e esta é descrita de cima pra baixo, leia-se: que o mundo espiritual cria o mundo material. Análogo ao Universo: Deus criou o céu e a terra, mas foi o céu que fecundou a terra, a terra era estéril até a primeira chuva, carregava um corpo morto:
Genesis 2:5: "E toda planta do campo antes de ter nascido na terra, e toda erva do chão antes de ter crescido: pois o Senhor Deus ainda não havia chovido sobre a terra; e não havia um homem pra arar a terra" [fonte: http://latinvulgate.com/lv/verse.aspx?t=0&b=1&c=2 ]
Após essa chuva, esse líquido milagroso que veio do céu,  untou o barro do qual Adão foi feito também. Essa passagem é interessante porque ela mostra que a criação do homem estava atrelada a um processo produtivo, a natureza ainda não havia sido criada porque o homem ainda não existiae, mais ainda, é conflitante com a idéia de Paraíso. Robes, pai do Iluminismo Inglês, que deu suporte pros Iluministas Franceses [em seu racionalismo em vestir a natureza com os Evangelhos, digo, os evangelhos teriam uma ‘sabedoria de vestir a natureza, seria possível você deduzir a natureza a partir das leis dos evangelhos’] é venerado por ateístas, que entendem seu racionalismo como uma explicação natural de causas e efeitos do universo... desconsiderando o fato que a criatura se tratava de um inglês protestante.
Mas a história é assim, Voltaire, Rousseau, Marx, Adam Smith, Keynes, Schumpeter, Dr. Hollywood... enfim, a ciência é assim, uma máquina de juízo reconstruindo defeitos da pureza. Não parou. Quem assiste um programa da Discovery, série Cosmos, parece que foi produzido ou financiado pela Santa Sé. De fato, as pessoas que escrevem, editam, ou comentam, são assim. As idéias unitaristas são muitos boas, por isso encobrem muito bem o que no fundo é um conceito de produtividade, por isso possuem ideias incomuns. Newton era protestante e Einstein antes de morrer estava virando também. Se trata de uma jaula racionalista muito bem feita, a questão aqui é que o pensamento comum é que Deus tinha um plano, digo, tem um plano, e que isso não se tratava propriamente de uma experiência. E eu concordo, existe uma arquitetura e é sobre isso que estou falando: qual a arquitetura de Deus. Ora é ilógico argumentar que antes o homem era um animal frugívero e que o trabalho só foi setado depois do pecado, quando antes mesmo dele existir, já vinha setado o arado. Ora, sem o homem a natureza é improdutiva e incapaz de regular sua própria semente; E pasmem: é exatamente isso que trata o Torá: A importância da passagem da semente, os cuidados que os hospedeiros tinham que ter ao manuseá-la.
Antes que bote aqui as prescrições médicas de Moisés e seu entendimento de doenças, gostaria que o leitor entenda que esse artigo é dividido em três partes, que de fato essas leituras são importantes, para encerrar a questão. Nelas contém as fugas de racionalidade, e é bom que se entenda a questão da pureza.
Perceba que, em Levíticos, Moisés fala sobre purificação, mas não explica a sua origem. O homem não foi o escolhido por ser o mais hábil, inteligente ou ainda o mais forte ou obediente, mas por ser o mais puro. E o conceito separatista coage no sentido de que a impureza vem do campo e não da semente. Seria ilógico pensar que a impureza vem do céu. Deus teria enfrentado um problema ao converter espírito em corpo, a prova disso foi Adão .. ou Eva. Embora não tenham sido cruzados in vitro e o espírito ter sido um sucesso, a materialidade do corpo, que envolve a terra, afetou Adão, e Eva mais ainda.
Se você não for ler todo o capítulo de Paulo que segue abaixo, leia pelo menos a parte que está destacada em negrito. Ela é um importante suporte pra materialidade da Ressurreição de Cristo. Não basta ter esperança, digo, invalida a solução pela via da consciência, que naquilo ‘não existe materialismo nenhum, é tudo simbologia, que a Ressurreição é de mentirinha’, e é o que Paulo tá falando, puxando a orelha de seus franquiados ‘A coisa é pra valer, existiu mesmo, e o Diabo tá ouvindo a conversa’, e o motivo é a separação, ela é crucial dentro do racionalismo unitarista: na separação existe o motivo, e este motivo explica o porquê da existência da Ressurreição, ela serobrigatoriamente física.

1 Coríntios 15:

“Agora eu torno conhecido a vocês, irmãos, o evangelho o qual eu preguei a vós, o qual também vocês receberam e onde vocês se mantém.
Pelo qual também vocês são salvos, se vocês se manterem firme da maneira que eu preguei a vocês, a menos que vocês tenham acreditado em vão.
Pois eu entreguei a vós primeiro de tudo, o qual eu também recebi: como que Cristo morreu por nossos pecados, de acordo com as escrituras:
E que ele foi enterrado: e que ele ressurgiu de novo de acordo com as escrituras:
E que ele foi visto por Cephas, e após isso pelos onze.
Então ele foi visto por mais de 500 irmãos de uma vez: dos quais muitos permanecem até este presente, e alguns estão caídos em sono.
Após aquilo, ele foi visto por James: então por todos os apóstolos.
E último de tudo, ele foi visto também por mim, como por alguém nascido fora do devido tempo.
Pois eu sou o último dos apóstolos, o qual não sou digno de ser chamado de um apóstolo, porque eu persegui a igreja de Deus.
Mas pela graça de Deus, eu sou o que eu sou. E a graça dele em mim não foi em vão: mas eu trabalhei mais abundantemente que todos eles. Ainda assim não eu, mas a graça de Deus comigo:
Pois seja eu ou eles, então nós pregamos: e assim vocês acreditaram.
Agora se Cristo é pregado, que ele ressurgiu de novo dos mortos, como é que alguns dentre vocês dizem que não existe ressurreição dos mortos?
Mas se não existe ressurreição dos mortos, então Cristo não ressurgiu de novo.
E se Cristo não ressurgiu de novo, então nossa pregação é vã: e a fé de vocês também é em vão.
Sim, e nós somos falsas testemunhas de Deus: porque nós demos testemunho contra Deus, que ele ressurgiu Cristo, o qual ele não ressurgiu, se os mortos não ressurgem.
Pois se os mortos não ressurgem, nem Cristo ressurgiu.
E se Cristo não ressurgiu, vossa fé é em vão: pois vocês ainda estão nos seus pecados.
Então também aqueles que caíram em sono em Cristo estão perecidos.
Se nessa vida nós apenas tivermos esperança em Cristo, nós somos de todos os homens os mais miseráveis.
Mas agora Cristo é ressurgido dos mortos, os primeiros frutos daqueles que dormem:
Pois por um homem veio a morte: e por um homem a ressurreição dos mortos.
E assim como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos deverão ser tornados vivos.
Mas cada um em sua própria ordem: os primeiros frutos, Cristo: então aqueles que são de Cristo, que acreditaram na vinda dele.
Depois disso o fim: quando ele deverá ter entregue o reinado a Deus e o Pai: quando ele deverá ter trazido a nada toda a principalidade e poder e virtude.
Pois ele deve reinar, até ele ter colocado todos os inimigos dele sob seus pés.
E ao inimigo, morte, deverá ser destruído por último: Pois ele colocou todas as coisas sob seus pés. E onde ele disse:
Todas as coisas são colocadas sob ele; sem dúvida, ele é excluído, o qual coloca todas as coisas sob ele, que Deus possa ser tudo em tudo.
De outro modo, o que eles deverão fazer, aqueles que são batizados para os mortos, se os mortos não ressurgirem de forma alguma? Por que então eles são batizados pra eles?
Por que também estamos nós em perigo a cada hora?
Eu morro diariamente, eu protesto por vossa glória, irmãos, a qual eu tenho em Cristo Jesus nosso Senhor.
Se (de acordo com o homem) eu lutei com bestas em Ephesus, de que me cabe, se os mortos não ressurgirem? Deixe-nos comer e beber, pois amanhã nós deveremos morrer.
Não sejam seduzidos: comunicações Evil corrompem boas maneiras.
Acordem, sejam justos, e não pequem. Pois alguns não tem o conhecimento de Deus. Eu falo isso para a vergonha de vocês.
Mas alguns homens dirão: Como que os mortos ressurgem? Ou de que maneira de corpo eles deverão vir?
Homens sem sentido, aquilo que tu semeastes não é vivificado, exceto que morre antes.
E aquilo que tu semeastes, tu não semeastes no corpo que deverá ser: mas mero grão, como de trigo, ou de algum do resto.
Mas Deus deu um corpo conforme a sua vontade: e a cada semente seu corpo apropriado.
Toda carne não é a mesma carne: mas uma é a carne dos homens, outra a das bestas, outra a dos pássaros, outra dos peixes.
E existem corpos celestiais e corpos terrestres: mas, um é a glória do celeste, e outro é a glória do terrestre.
Um é a glória do sol, outra a glória da lua, e outra a glória das estrelas. Pois estrelas diferem de estrelas em glória.
Assim também é a ressurreição dos mortos. É semeado em corrupção: deverá ressurgir em incorrupção.
É semeado em desonra: deverá ressurgir em glória. É semeado em fraqueza: deverá ressurgir em poder.
É semeado um corpo natural: deverá ressurgir um corpo espiritual. Se existe um corpo natural, existe também um corpo espiritual, como está escrito:
O primeiro homem Adão foi feito um espírito vivo; o último Adão num espírito vivificado.
Ainda aquele não foi o primeiro o qual é espiritual, mas aquele o qual é natural: depois disso aquele o qual é espiritual.
O primeiro homem era da terra, terreno: o segundo homem, do céu, celestial.
Assim como é o terreno, assim também são os terrenos: e assim como é o celestial, também são aqueles que são celestiais.
Portanto, assim como nós nascemos à imagem do terreno, deixe-nos urgir também a imagem do celestial.
Agora isso eu digo, irmãos, que carne e sangue não podem possuir o reino de Deus: nem deverá a corrupção possuir a incorrupção.
Pasmem, eu vos digo um mistério. Nós deveremos todos de fato ressurgir: mas não deveremos todos ser mudados.
Em um momento, no piscar de um olho, na última trombeta: pois a trombeta deverá tocar o som e os mortos deverão ressurgir de novo incorruptíveis. E nós deveremos ser mudados.
Pois este corruptível deverá ser posto em incorrupção: e esse mortal deve ser posto em imortalidade.
E quando este mortal tiver sido posto em imortalidade, então deverá vir a passar o dizer daquilo que está escrito: Morte é engolida em vitória.
Oh morte, onde está tua vitória? Oh morte, onde está tua ferroada?
Agora a ferroada da morte é o pecado: e o poder do pecado é a lei.
Mas graças seja a Deus, que nos deu a vitória através do nosso Senhor Jesus Cristo.
Portanto, meus amados irmãos, sejam firmes e imovíveis: sempre abundantes no trabalho do Senhor, sabendo que vosso trabalho não é em vão no Senhor.”
[Fonte: http://www.latinvulgate.com/lv/verse.aspx?t=1&b=7&c=15 ]
 

Idolatria

 “A Bíblia diz, contudo, que a morte veio para o mundo apenas quando Adão trouxe o pecado para o mundo (Romanos 5:12, 1 Coríntios 15:21). Este fato contradiz diretamente a presunção na teoria do gap de que a morte prevaleceu por eras antes de Adão. Mais pra frente, esta prevalência primeval de sofrimento e morte mesmo antes da rebelião de Satã deixa apenas Deus Ele mesmo como responsável por tal estado. Mas a específica idéia de que o Deus de ordem e amor iria diretamente criar e usar um sistema universal baseado em aleatoriedade e crueldade parece quase blasfêmico”.
[Fonte: http://www.biblestudymanuals.net]
Cristo endossa os dizeres de Paulo, em Mateus 23:27-28: “Pasmem de vós, escribas hipócritas e fariseus, porque vocês lembram túmulos brancos lavados, os quais parecem atrativos por fora, mas dentro são cheios de ossos dos mortos e todos os tipos de apodrecimentos. Do mesmo jeito, vocês também parecem justos por fora para pessoas mas dentro vocês são cheios de hipocrisia e sem lei.”
No versículo 29, Jesus acusa-os de terem matado seus próprios pais e de estarem construindo a tumba dos profetas, leia-se: que eles estavam morrendo por causa da impureza dos judeus:
 “Pasmem de vós, escribas hipócritas e fariseus, porque vocês construíram as tumbas dos profetas e adornam os túmulos dos justos, e dizem: Se nós tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, nós não teríamos compartilhado no sangue dos profetas. Desse jeito vocês testemunham vocês mesmos que vocês são filhos daqueles que assassinaram os profetas. E vocês cumpriram a medida de seus pais. Serpentes, descendentes de víboras, como podem vocês fugirem do julgamento de Gehenna?...”
Nos versículos seguintes, Cristo já incorpora Deus e fala como se fosse o próprio (incorrendo em Idolatria) [Ex.23; Deut.12,13,18; Lev.19,20, e vários outros].
 
De todos os comentários bíblicos de Paulo, 1 Coríntios 15 foi, sem dúvidas foi o mais inebriado. E toda essa ginástica linguística tem um motivo, digo, um sentido: sumir com o corpo de Cristo. Juridicamente isso é uma ocultação de cadáver. Cristo de certa forma foi um escroto, porque não definiu propriedades, falou sobre elas. E se não tivesse existido a figura pitoresca de Paulo (o Alcóolatra), toda essa racionalidade de Cristo teria sido em vão, em vão no sentido de que não levaria uns dois mil anos pra descascar esse abacaxi, mas quatro.
Isso porque os Evangelhos, excetuando o livro das Revelações [eram duas trombetas, não sete], são uma parábola bíblica do Torá. A confusão existe no sentido de que Jesus teria extrapolado o Torá, ou mesmo desrespeitado no âmbito de uma transgressão, mas isso de fato não ocorreu.
Mais ainda, o acréscimo que ele teria dado ao Torá, que é basicamente a Ressurreição –Paulo, em 1 Tessalonicenses 4:15,16 declara o seguinte: “Pois o Senhor ele mesmo deverá descer do céu com o mandamento e com a voz do arcanjo e com a trombeta de Deus: e os mortos que são em Cristo deverão levantar primeiro. Então nós que estamos vivos, que sobramos, deveremos ser levados juntos para as nuvens para encontrar Cristo, no ar: e então nós deveremos estar sempre com o Senhor” –, a Segunda Trombeta descrita no Torá, dá margem pra que as Nações judaicas se unam contra um inimigo em comum, toda vez que elas se sentirem oprimidas. Mas daí a Ressurreição dos Mortos... e todas aquelas idéias propostas pelo Dia do Arrebatamento, não teriam paralelo nenhum com o Torá.
O que acontece é que o racionalismo de Paulo é um racionalismo de precisão, geométrico, e ele faz um ordenamento minucioso do objeto, relacionando-o com o objeto pai. No entanto toda sua química disponível, enfrenta uma dificuldade, que se constitui o maior desafio da unidade: transformar o corpo em espírito. Jesus não falou nada sobre isso, não falou o que de fato sobe. E coube a Paulo fazê-lo, e o fez muito bem. Apesar da maluquice que possa parecer à primeira vista, “o primeiro Adão, o segundo Adão”, o que tá ocorrendo é o lançamento da segunda semente:
A primeira semente foi lançada no espírito, a segunda semente foi lançada no corpo. A primeira, Deus fez diretamente em Adão, ao soprar o Ruach na estátua de barro. Cristo irá fazê-lo soprando diretamente nas narinas dos Apóstolos.

Os dois movimentos:

 
O movimento de descida de deus trazendo a pureza é entendido como o espírito purificando o corpo. Por ser uma purificação diretamente ao corpo, a ênfase de Levíticos[12-15] trata daquilo que o espírito quer que aconteça no corpo. De modo que o movimento de possessão do espírito sobre o corpo, as ações são sentidas no corpo. No caso dos evangélicos, é o contrário: Cristo propõe através do corpo uma purificação no espírito, ações morais produzirão efeitos espirituais. Por isso Cristo não se preocupou com o corpo, ele dizia ‘não se preocupai com o que beber, com o que vestir, com o que comer”...nem em lavar as mãos ou em tocar em alguém contaminado, porque não era a materialidade do ato que caracterizaria uma transgressão, mas os sentimentos morais do ato, se você naquele momento estivesse fazendo algo para a glória dele, isso seria aceito como válido, digo, válido e aceitável. Ainda que essa ação não tivesse um impacto comunitário, a ênfase era na esfera individual. Por isso o critério estabelecido é o movimento de propriedade do corpo sobre o espírito.
Em tese, para que esse sistema funcionasse, a mulher teria que, obrigatoriamente, ser estéril e, de fato ela é entendida como estéril.
O que é pra ser observado nesse momento é que, a unidade, pra manter intacto o conceito de pureza precisa necessariamente que o corpo retorne a Deus, retorne ao céu, por um princípio muito interessante Lavroisiânico: o das propriedades constantes. E o que acontece na Ressurreição de Cristo, a tal glorificação, é nada mais que a separação da impureza. A Gota d’água original que se contaminou, se purificou e voltou ao oceano, a fonte. Entender a separação é crucial porque ela possui uma mecânica, possui um funcionamento. Se a separação não existisse, a Ressurreição de Cristo seria impossível.
 Se Cristo não aparecesse outro o faria, porque o Torá estava incompleto, havia plantado uma semente no céu que cresceu na Terra, ficou faltando uma semente na terra que cresceria no céu.
O que isso significa? Que em termos de funcionamento, se Deus desceu, Deus vai ter que subir. Se uma gota desceu ao oceano, ela deve retornar. É no retorno que se caracteriza o propósito, é o que valida o Juízo Final, e toda a sustentabilidade do merecimento.
Como já foi dito, ‘merecimento’ é uma palavra que não existe no Torá. O conceito de ‘purezas corporais’ e ‘purezas espirituais’ entraram em choque, de modo que havia uma impureza generalizada sem a identificação correta do foco. Como atribuir ou desatribuir propriedades a corpo e espírito quando a questão é o pecado? E é basicamente isso que enfrentamos quando confrontamos Torá e Os Evangelhos.  Moisés cercou o corpo e Cristo cercou o espírito, se o método que ambos usaram estão ou não em concordância... . Cristo falou que antes dele todos eram ‘ladrão’, e não só rebaixou Moisés, como a todo mundo.

O Entendimento da pureza pelo Judeu:

 
Entendido então que a contaminação existe pelo advento do Diabo. No entanto, ocorreu um segundo problema: como essa contaminação afetaria o corpo ou afetaria o espírito. Os judeus assumiram que o espírito é limpo e a única forma dele ser sujo é se tocar corporalmente em algo sujo. Cristo tratou essa questão em um nível mais abaixo, mas não explicou as relações de contaminação entre corpo e espírito, falou algo enigmático, ‘o interior do homem’, um conceito atomizado de corpo e espírito, não sendo possível identificar o que é espírito para cristo. A interpretação de Paulo é a única disponível, e esta, também conflitante. E a questão principal é a pureza. Paulo fez a separação, digo, individualizou corpo e espirito, mas ao fazê-lo perdeu o gap da contaminação, ‘o que soltares na terra será solto  no céu’, uma das analogias de céu e sua equivalência com espírito. Se essas coisas tivessem realmente bem equacionadas, digo em perfeito entendimento, não seriam tão conflitantes. Por isso, vou mostrar alguns desses conflitos. A leitura é muito maçante, mas é interessante que seja feita. A primeira dificuldade aqui é aceitar que existe um problema na base do funcionamento do sistema unitarista, muito pior que a pureza: A incompreensão de que isso tudo se trata de uma única coisa e que tal conflito sequer deveria estar existindo: o unitarismo.
 Mohr Siebeck, autor do livro “Scripture, Interpretarion, or Authority?: motives and arguments in Jesus’ halakic conflicts” argumenta [e eu vou com ele ] que Cristo, ao impor suas interpretações sobre o Torá, não só ab-rogou como legislou por conta própria, o que ele chamou ‘agir em função a sua autoridade’. E o que eu chamo atenção ao leitor é que realmente procure uma outra interpretação, no sentido de procurar falhas processuais, mas busque uma outra linha de raciocínio: a de que Moisés concluiu sua etapa de descida, lançou a semente na terra.
 

A pureza na óptica Rabínica e de Cristo no ‘Ano 1’:

 
“É certamente verdade que a configuração do symposion (debate) é tipicamente Lucana(11:37). A surpresa dos Fariseus sobre a falta de purificação de Jesus (v.38) –mais provavelmente a imersão está em questão aqui, já que o verbo baptizein está sendo usado – é respondido com um dizer sobre o interior e o exterior de copos e pratos (vv. 39-41). Isso por si só parece uma história de conflito unitário, mas divaga-se em uma série de Pasmem. Em Mateus, esta específica passagem que relata ao ajuste do conflito de Lucas é apenas mais uma dos muitos Pasmem em uma lista mais longa. Por outro lado, o arranjo tópico de Mateus faz mais sentido, pelo menos nesta instância, já que ele justapõe o pasmem mencionando lápides (Mateus 23:27-28), o qual da mesma forma reporta-se a impureza ritual. Em Lucas, esse ‘pasmem’ só vem mais afrente (Lucas 11:44). Apesar de Lucas e Mateus poderem parecer justamente similares à primeira vista, eles fazem uso diferente de seu material. Os dizeres relacionados a pureza em Mateus focam tanto no carácter deficiente dos Fariseus, seu interior não correspondendo ao seu exterior, então renderizando-os na polêmica epífita, “hipócritas”. Enquanto isso, a versão de Lucas dos dizeres do copo e o prato critica-os por priorizar a pureza ritual de vasos de comida acima da justiça social. A oposição entre dentro e fora em Lucas também é um contraste entre a impureza ritual do exterior de copos e a cobiça e mal do interior dos Fariseus. O problema do carácter deles está então presente, mas o interior deles não está contrastado com o exterior deles, mas com aquele dos copos e pratos. O objetivo do subsequente dizer enigmático que “aquele que fez o exterior também fez o interior”não está claro. O que se seguiria de uma declaração que Deus fez o exterior dos copos e o interior dos seres humanos? Somos nós para entender a escovação dos Fariseus por purificarem o exterior de copos e pratos como uma metáfora para sua justiça externa, como em Mateus? Isso faria sentido na primeira parte do texto Lucano, mas corresponde menos bem ao objetivo principal de Lucas sobre a justiça social. Mais ainda, essa sugestão quebra em visão do v.41, a qual fala de dar conteúdos concretos, i.e., o interior dos vasos, aos pobres, com o resultado de que tudo se torna puro, obviamente referindo-se de volta à preocupação com a pureza ritual da comida, a qual causou as medidas purificatórias com relação aos copos e pratos em primeiro lugar. Mais pra frente, na versão de Lucas dos dizeres sobre as lápides, (.v.44), não sobrou nada deste discurso sobre pureza versus justiça social. Nem tampouco Lucas explora este dizer para retratar os Fariseus como hipócritas. Não existe contraste expresso entre sua aparência externa e seu carácter interior, como em Mateus. Eles não são descritos brancos-de-tão-lavados e embelezados, apenas como invisíveis; eles tem um efeito detrimental nos outros sem o povo realizar isso.
Existe, definitivamente, alguma coisa acontecendo aqui, por detrás das cenas. Ambos Lucas e Mateus integram material tradicional com seus respectivos frameworks e interesses. Para Mateus é uma questão de acusar os Fariseus de hipocrisia e duplos padrões. Lucas parece convencido que pelo menos o dizer sobre os vasos tem um urgir nos assuntos de justiça social. Parece inevitável, contudo, que na tradição sublinhante este dizer reportava-se a problemas de pureza, e aqueles problemas de cobiça e mal social pertenciam a isso. A primeira sugestão é corroborada por evidência halakica, como nós veremos na próxima sessão. A segunda sugestão cabe bem com outras partes da tradição de Jesus. Lucas criou um setting de conflitos para estes dizeres materiais, e tentar soletrar pra fora as consequências como ele as entende, o que causou algumas das maiores tensões na lógica do texto. Não menos, existe razão para acreditar que um dizer tradicional sobre a prioridade relativa de purificação de vasos e de justiça social fica na base. Tal dizer iria por default ser parte de um conflito ou debate; Lucas construiu uma das cenas disponíveis em seu estoque, a qual é reminiscente com aquela em Marcos 7. Nós poderíamos até, talvez, sugerir que as cenas tanto em Marcos 7 e em Lucas 11 são em um sentido reflexões variantes de uma tradição básica sobre Jesus tendo argumentos e fazendo declarações sobre a relativa prioridade de justiça sobre a impureza dos vasos. Tal caracterização tão generalizada de uma tradição sublinhante pode explicar a maior parte ou todas as versões e reflexões enco0ntradas ao longo de todo o material do Novo Testamento.
A alguma extensão isso seria verdade também na terceira versão, se nós podermos então descrever a vorma narrativa P. Oxy.840. Este texto é bem coerente, e não trai nenhum sinal claro de lembrança de fontes.” [Trecho retirado do livro Scriptures, Interpretation, or Authority: motives and arugments in Jesus’ halakic conflict, pp. 136,137]
 
 
A questão da pureza é tratada no Judaísmo em Levíticos e Números. E elas estão ligadas a questões corporais.
De Acordo com Mohr Siebeck [pp.141], “o Mishnah começa a ordem de Purezas (Teharot) com uma lista de 20 impurezas em ordem ascendente, de acordo com as quais, interessantemente o suficiente, a pessoa corpo-impuro pertence às mínimas impurezas contagiosas, enquanto o corpo ele mesmo é o mais impuro de todos, seguido por ossos humanos, pessoas com doença de pele, o zabâ (uma mulher com sangramento fora da menstruação normal) e o zab (um homem com um descargo não natural). Essa lista é imediatamente seguida por outra com dez níveis, bem diferentemente organizadas de acordo com os itens que são renderizados como sujos por uma impureza particular e os sacrifícios que devem ser oferecidos. A próxima lista sublinha dez graus de santidade, principalmente construídas ao redor da santidade do templo.”
De acordo com o livro, Jesus, em suas performizações de cura e na forma como conduzia o seu ritualismo perante os apóstolos, teria desrespeitado o Halakha [a Lei Judaica]. Este livro é muito interessante. Primeiro porque é um livro pago [119 libras], segundo porque é tutelado pela Academia, uma entidade ligada a Santa Sé que controla tudo que pode ser considerado válido em descobertas arqueológicas, científicas e literárias. E como essa instituição está vinculada a Google, parece mais uma Concordata. O livro tem também a sua fonte na Universidade de Cambridge, de modo que a Teologia ali presente é de altíssimo nível e, em mais de 300 páginas, o autor consegue enquadrar Jesus. No entanto, a sua crítica vai perdendo efeito à medida que Jesus teria praticado aquilo às luzes do que ele chamou de ‘autoridade’. Leia-se:  ‘ele estava a mando de Deus, então ele podia’ [como Jesus mesmo dizia, ‘Eu sou’] e que, a prática das Leis Judaicas já não estavam sendo cumprida há muito tempo, cita Rabino Simeon bem Eleazar [pp.140], que afirmou - de acordo com o Codex Erfurt - no segundo século depois de Cristo, que Israel estava impura (‘A pureza se quebrou em Israel’). Mas os Rabinos não aceitaram essa carteirada, e enquadraram ele em Idolatria: Deus é Um, não é dois nem três. A explicação do autor é que Jesus usou uma outra interpretação do Torá.
Pela linha judaica, os rituais que envolvem a doença não se limitavam a cura, mas as sequências de atos, dentre os quais envolve o isolamento, banho de imersão e sacrifícios de animais. E uma série de condutas sanitaristas que envolvem os rituais de purificação. Na opinião do autor, Jesus não era muito higiênico, pegava na mão do leproso e depois saía pegando na mão de todo mundo, não havia critério pra quem estava segurando o pão. Jesus, quando ressurgiu, comeu um peixe podre e ainda deu pros seus apóstolos comerem também.   E em linhas gerais, não atentava com o que estava descrito em Levíticos. De fato, Jesus não tinha um templo adequado pra fazer as suas performizações. E isso o levou inevitavelmente a desrespeitar o Torá em seu conceito de Pureza.
O autor cita uma passagem em Marcos 7, a qual teria paralelo em Lucas 11 e Mateus 23. De fato, ambas estão versando sobre o mesmo assunto, mas em contextos diferentes. A passagem é a seguinte:
“E lá se reuniram junto a ele os Fariseus e alguns dos escribas, vindos de Jerusalém.
E quando eles haviam visto alguns dos discípulos dele comerem pão comumente, isso é, sem lavar as mãos, eles consideraram uma falha.
Pois os Fariseus e todos os Judeus não comiam sem comumente lavar suas mãos, mantendo a tradição dos antigos.
E quando eles vinham do mercado, a menos que eles lavassem (a comida), eles não comiam: e muitas outras coisas que são aquelas que foram entregues a eles para observar, a higienização de copos e vasos destampados e de cama.
E os Fariseus e escribas perguntaram a ele: Por que teus discípulos não andam de acordo com a tradição dos antigos, mas eles comem pão com mãos comuns?
Mas ele respondendo, disse a eles: Bem fez a profecia de Isaias sobre vocês hipócritas, assim como está escrito: Este povo honrou-me com seus lábios, mas seu coração está longe de mim.
E em vão eles me veneram, ensinando doutrinas e preceitos de homens.
Pois deixando os mandamentos de Deus, vocês mantêm a tradição de homens, a lavagem de potes e copos: e muitas outras coisas que vocês fazem como essas.
E ele disse a eles: Bem vocês fazem vão os mandamentos de Deus, que vocês possam manter sua própria tradição.
Pois Moisés disse: Honre teu pai e tua mãe. E Aquele que amaldiçoar pai ou mãe, morrendo deixe-o morrer.
Mas vocês dizem: Se um homem disser isso ao seu pai ou mãe, (é) Corban, o que quer que seja que vier de mim te dará lucro.
E afrente você o fará sofrer por não fazer nada por seu pai ou mãe,
Tornando vã a palavra de Deus por sua própria tradição, a qual você deu afrente. E muitas outras coisas desse tipo que vocês fazem.
E chamando de novo a multidão para ele, ele disse a eles: Ouçam-me todos e entendam.
Não existe nada fora do homem que entrando nele possa perverte-lo. Mas as coisas as quais vêm do homem, aquelas são as que pervertem o homem.
Se algum homem tiver orelhas pra ouvir, deixe-o que ouça.
E quando ele veio pra casa da multidão, seus discípulos perguntaram a ele a parábola.
E ele disse a eles: Então vocês também estão sem conhecimento? Vocês não entendem que todas as coisas que vem sem entrar num homem não podem perverte-lo:
Porque não entrou em seu coração, mas foi pra barriga dele e saiu na privada, purgando todas as carnes?
Mas ele disse que as coisas que saem de um homem, elas pervertem o homem.
Pois de dentro, fora do coração dos homens, procedem pensamentos malignos, adultérios, fornicações, assassinatos,
Roubos, cobiça, fraqueza, ludibriação, lascívias, um olho maligno, blasfêmia, orgulho, tolice.
Todas essas coisas malignas vêm de dentro e pervertem o homem.
E levantando de lá então, ele foi pra costa de Tyre e Sidon: e entrando numa casa, ele iria, que nenhum homem deveria saber disso. E ele não pode ser escondido.
Pois uma mulher assim que ela ouviu dele, cuja filha tinha espírito sujo, entrou e caiu em seus pés.
Pois a mulher era uma Gentil, uma Sirofenícia de nascimento. E ela buscou a ele para que ele arrancasse o Diabo pra fora da filha dela.
E ele disse a ela: sofra primeiro a criança a ser preenchida: pois não é bom pegar o pão das crianças e lança-lo aos cães.
Mas ela respondeu e disse a ele: Sim, Senhor; pois os cachorrinhos também comem sob a mesma dos restos das crianças.
E ele disse a ela: Por este dizer, siga teu caminho. O Diabo saiu fora de tua filha.
E quando ela chegou na casa dela, ela encontrou a garota dormindo sobre a cama e que o Diabo tinha saído.
E de novo saindo das costas de Tyre, ele veio por Sidon ao mar da Galiléia, através do meio das costas de Decapolis.
E eles trouxeram a ele um surdo e mudo: e eles buscaram a ele para que ele pusesse as mãos dele sobre eles.
E separando-os da multidão, ele colocou seus dedos na orelha do surdo: e cuspindo, ele tocou em sua língua.
E olhando pra cima pro céu, ele gemeu e disse a ele: Ephpheta, o que é, Sejas tu aberto.
E imediatamente as orelhas dele foram abertas e a corda da língua dele foi afrouxada e ele falou imediatamente.
E ele os encarregou que eles não dissessem a homem algum. Mas quanto mais ele os encarregava, muito mais um grande negócio eles publicavam.
E tão mais, mais eles buscavam, dizendo: Ele fez todas as coisas bem. Ele fez tanto o surdo ouvir quando o mudo falar.”
[Fonte: Marcos 7, http://www.latinvulgate.com/lv/verse.aspx?t=1&b=2&c=7]
 
E em seguida, o autor do livro ressalta um problema no mundo dos Escolares, de altíssimo nível, que entenderam o problema da pureza nos Evangelhos citados como ‘Teorema Q’. Mas apenas, ao meu entendimento, discrepâncias entre os Evangelhos. Existem livros e teses que tentam entender um enigma que tem nessa passagem. E foi interessante que o autor usou uma mesma frase, que é o meu pensamento também: ele chamou de “o conflito de unidade”, uma incapacidade que Jesus teve em contextualizar o interno e o externo. O problema que ocorre em Marcos 7 vai ocorrer também em outras passagens que envolvem copos, talheres, castiçais (...), não é só um desrespeito aos rituais judaicos, mas uma acusação imprópria aos Fariseus, ao tentar contextualizar as propriedades da pureza.
Esse conflito de unidade, que sempre gera bipolaridade, é algo que pode ser perfeitamente explicado e entendido. O espírito não pode ser sujo, isso foi setado no judaísmo: a parte suja é o corpo. E juntos, quando atomizados, formam o homem. O que jesus fez, foi simplesmente abrir um compartimento, digo, dividi-lo, particionou: espírito bom e espírito mau. O espírito bom era o ‘coração’ e o espírito mau era o interior também, mas dele não saía coisa boa. Cristo tinha chegado ao fundo do poço e lá encontrou uma água pura um lugar que o homem não havia tocado, e que ela estaria perdida ainda em algum lugar dos seres humanos, que ele havia descoberto seu esconderijo que a sua missão era contar, ensinar a todos como encontrar, ele entendeu que aquele lugar era Deus. E por isso jamais poderia ser contaminado.  E todas as ações que envolvessem a saída desse líquido para o corpo, seriam um ato puro e representaria vontade de Deus. Pelo outro lado ele não via o corpo com bons olhos, o corpo estava podre igual comida que comem, por isso, não via sentido em limpar a merda. E realmente era isso que ele pensava do mundo: um enorme cocô. Por isso, jamais pisaria na terra se não fosse por causa do espírito, essa coisa enigmática  que estamos tentando entender, na realidade, ele possuía um traje de astronauta espiritual invisível, o manto de titânio que o Espírito Santo lhe deu: por isso se aproximava das coisas do mundo... Por isso, ele não veio renovar a licença de possessão sobre o corpo, mas ao contrário, avisar que o corpo havia conseguido um título de propriedade sobre o espírito. E os judeus entenderam isso como rescisão contratual: não parecia o mesmo pacto, as cláusulas pareciam ser a mesma, de fato eles queriam todas aquelas coisas, mas havia algo que eles não entendiam, e já estavam quase acreditando que eram burros mesmo, hipócritas... . Cristo entendeu como enrolação, que aquele diálogo nunca teria fim. Por isso, sacou a faca da cintura e disse, ‘É desse jeito que eu quero as oferendas’ e em seguida cravou-a no peito e morreu. E deixou o abacaxi para Paulo. Era preciso contextualizar o segredo do poço, a partição espírito, dividida em ‘espirito do senhor’ e ‘espirito do servo’, gerando uma dualidade pro termo ‘interior’, criando uma idéia de interior limpo interior sujo. Por isso a ambiguidade, o poço que Cristo encontrou estava no campo, mas a água tava no espírito, digo, no céu. E isso é outra dualidade. E toda vez que gera dualidade, gera contaminação. Por isso Cristo, muitas vezes, ao lidar com a questão, em vez de explicar o espírito ou o corpo, ele atomiza e falao interior do homem. Na percepção de Cristo, e essa é muito difícil de entender, é que havia um conflito de propriedade: ele havia encontrado, um poço do Céu na terra. Mas não era bem assim: a estrutura do poço, o tal substancialismo, era da terra, pertencia ao corpo, pertencia ao campo, apenas a água contida nele era do céu. De fato, ele não entendia como aquela água foi parar ali. E por essa incompreensão, gerou mais incompreensão, porque denuncia claramente que o Unitarismo é um sistema sem passagens: cria conectivos, o que sempre gera ambiguidades. Existe uma explicação para isso, e ela será feita, é o que estamos fazendo agora.
A questão é como Cristo entendeu essa descoberta. Ele fez uma estranha dedução: por aquela água ser do céu e estar ali, aquele campo só poderia ser do Céu. Inicia-se imediatamente um processo deapropriação do Poço. O homem precisava obter para si, na terra, uma propriedade do Céu.
É realmente supercomplicado entender a questão que envolver a posse e a propriedade. Primeiro, porque não são juízos estáticos, mas juízos dinâmicos, são movimentos. E segundo, porque a sua racionalidade é que são movimentos de purificação. Por hora, o melhor entendimento é que o que Cristo chama de interior do homem, leia-se o interior do poço, a água.
A parte interior ‘limpa’ do espírito seria o coração, ou, a mente, que ela teria a capacidade de discernimento entre o pensamento ‘bom’ e o ‘ruim’. É a mesma interpretação de Freud quando lida com o ‘consciente’ e o ‘subconsciente’. E sem caracterizar explicitamente a quem a palavra tem o poder de ensinar, digo, se ‘é o subconsciente que ensina ao consciente, ou é o consciente que aprende e ensina ao subconsciente’. Ora, ele só fez deslocar o problema da dualidade pra uma camada mais baixa, mas o problema entre Céu e Terra, a dualidade maior, continua a mesma coisa. Pra todos os efeitos, o que Jesus tá chamando de interior é o espírito e o exterior é o corpo. O unitarismo tá sempre reduzindo as coisas, ele vai esquartejando em menores partes para conseguir uma única unidade para em seguida dividi-la na metade outra vez, para de alguma forma explicar a existência da impureza, do mal. E aí se perde nessa explicação e começa a enrolação e os roubos de propriedade. E a dificuldade é que não consegue explicar como um corpo pode contaminar o espírito ou o espírito contaminar o corpo, ou ainda, isolar a relação: um corpo não pode contaminar o espírito. Daí os inúmeros exemplos nos Evangelhos, onde Cristo constrói uma moral, atos de adoração, sacrifícios pro Senhor, em prol de um ganho futuro. Essa forma de moralização verbal do Espírito ou do corpo, espírito e mente se confundem, um com o outro e os dois com o coração. E no final, Cristo acrescenta que é o coração e o parâmetro de uma vontade implantada.
Mas no fundo, o que ele estava querendo dizer é que havia a necessidade de um Juiz que pudesse resolver a lide entre corpo e espírito.
A solução para esse racionalismo de Cristo, incipiente, digo, ‘você percebe o que ele quer com aquilo mas os meios não são confiáveis’, essa falta da racionalidade foi resolvida por Paulo, que chamou pra si a explicação, separou espírito e corpo, aquilo que Jesus chamou apenas de homem. Mas ao fazê-lo, perdeu também a sua intercessão, digo, perdeu sua integridade, ficando difícil saber se um espírito mau entrou e saiu pela barriga. Cristo havia setado um ritual de purificação, sem ninguém entender como isso funcionava, porque não havia como posicionar um Juiz: mente, consciência.
De fato o que havia acontecido foi que Cristo, após a alegria da descoberta do poço, a passagem no deserto, ele encontrou uma serpente no poço e perguntou como ela foi parar ali. E essa passagem é descrita em Matheus 13, a Colheita da Mente (o tesouro da razão). Isso possui uma enorme conexão com o texto em si porque esse poço só quem tem é o homem, é por onde passa o DNA de Deus. Se essa água for contaminada, é a untagem que vai limpar. E minha intenção é que existe um desentendimento maior do que se percebe e isso  não é só importante  para fé cristã, como também a solução para o enigma do poço.
A minha interpretação é que isso se trata da interpretação do funcionamento de algo, o qual eu chamei de Unitarismo, e ele teve todo um etapismo para entender seu funcionamento, o seu circuito adiabático: a água que desce do céu pra terra tem que ser a mesma água que sobe da terra pro céu. Por isso Cristo não é propriamente uma chave de entendimento do sistema unitarista, mas o pedaço de algo, uma engrenagem que tava faltando pra esse relógio funcionar. Do mesmo modo, a minha interpretação é que ela foi mal encaixada. Cristo parece que tinha um relógio no braço e que tinha pressa pra morrer. Poderia ter sido mais habilidoso em ter dado seu recado.
Como já descrevi em outros tópicos, cotei, em inúmeras passagens a estupidez de Cristo: um grosso, escroto. A forma correta de entender o racionalismo de Cristo, dentro de sua etapa unitarista, é como olançamento da semente, do corpo para o espirito, da terra para  o céu. Cristo queria propor umapurificação pro espírito e não assumiu isso, porque feriria as leis judaicas, basicamente porque as mudanças implicavam em morte ao corpo. A morte ao corpo, através de atos morais, era contrária aos costumes judaicos, dentre eles, o que envolvia sacrifício.  
 Por isso ficou enrolando com ‘coração’ e ‘mente’, dando a entender a existência de um ‘espírito enfraquecido’, hora tentado, e de um corpo possuído, mas sem que isso implicasse em contaminação espiritual. Cristo argumentava que quando isso acontecia, o ‘espírito verdadeiro’ da pessoa teria ‘deixado o corpo e foi pra algum lugar’. Exemplo, cito Lucas 11:14-26:
E ele [Jesus] estava expulsando um Diabo: e o mesmo era mudo. Quando ele expulsou o diabo, o mudo falou: e as multidões estavam em admiração por isso.
Mas alguns deles disseram: Ele expulsa diabos por Beelzebub, o príncipe dos diabos.
E outros tentados, pediram dele um sinal do céu.
Mas ele vendo os pensamentos deles, disse a eles: Todo reino dividido contra ele mesmo deverá ser trazido a desolação; casa sobre casa deverá cair.
E se Satã também for dividido contra ele mesmo, como deverá seu reino se manter em pé? Porque vocês dizem que através de Beelzebub eu expulso diabos.
Agora se eu expulso diabos por Beelzebub, por quem seus filhos os expulsam? Portanto, eles deverão ser seus juízes.
Mas se o dedo de Deus expulsa diabos, sem dúvidas o reino de Deus veio sobre vocês.
Quando um homem forte armado mantém sua Côrte, as coisas as quais ele possui estão em paz.
Mas se um homem mais forte que ele vem e se sobrepõe a ele, ele levará todas as suas armaduras nas quais ele confiou e irá distribuir seus espólios.
Aquele que não está comigo está contra mim; e aquele que não se reunir comigo, estará disperso.
Quando o espírito sujo sai de um homem, ele anda por lugares sem água, buscando descanso: e não encontrando-o, ele disse: eu retornarei para minha casa de onde eu vim.
E quando ele chega, ele a encontra arrumada e decorada.
Então ele vai e leva com ele sete outros espíritos mais enfraquecidos do que ele mesmo: e entrando lá eles habitam ali. E o último estágio daquele homem se torna pior que o primeiro”.
[fonte: http://www.latinvulgate.com/lv/verse.aspx?t=1&b=3&c=11]
 
[Se olharmos desse jeito, se lermos com essa interpretação o capítulo 7 (a minha tradução é a da Vulgata, por isso, pode estar diferente da sua)], Para lidar com esse tipo de situação, Cristo propôs o Exorcismo. Há passagens em que, em um caso de exorcismo, Jesus mata a criança, depois, a ressuscitou. E não conseguiu ‘tirar o espírito’, que aquele ‘espírito só saía com oração’, com água e sabão. Isso seria um ritual judaico, algo que ele sabia e não ia funcionar: ele realmente cuspia nessas tradições ao performizar suas ações. E  não era só isso, ele realmente escrachava.
 
 http://www.religioustolerance.org/chr_exor1.htm 
 
Isso aponta para um procedimento pessoal ritualístico. E demonstra o seu entendimento não muito claro da pureza. Na tese O Terço é onde eu vou tratar exatamente como era esse Racionalismo.
Por hora, usando o capítulo 7 como uma pequena base de compreensão, vou extrair algumas partes e mostrar um pouco desse racionalismo. Primeiramente, que para a maioria dos escolares atuais, ele feriu o Halakha. E ao longo do Evangelho, não conseguiu reparar: manteve a mesma linha. A explicação pro ‘exterior/inferior’ ficou vazia. A parte que envolve também a explicação dele sobre honrar pai e mãe, ficou resumida a uma obediência somente Em Cristo e, mais uma vez, envolvida em produtividade: Um conceito de moral se desenvolvia sem que se percebesse o sentido disso. Os parâmetros até então eram corpo e espírito, no entanto, Cristo parecia falar de outra coisa: o Juízo.
Em Malaquias, capítulo 3, versículo 26, Deus fala: ‘Eu não mudo.’ Em Pedro 1, capítulo 3, versículos 2-18, declara que:  ‘Jesus foi colocado à morte na carne, mas foi feito vivo em espírito vivo.
No final de 1 Coríntios 15:44,45, Paulo fala: ‘Ergueu-se num corpo espiritual’, sem mencionar a sobrevivência da carne, fazendo a mesma alusão em 2 Atos 2:2-31 e 3 Atos 2:34-37.
É possível perceber que, dado ao desentendimento entre Cristo, os apóstolos e os Judeus sobre a compreensão de interior e exterior, e que Cristo interiorizou a discussão ainda mais: espírito e corpo se tornaram instáveis e que o problema só poderia ser resolvido em uma camada mais baixa, a nível de moral, que pode ser perfeitamente traduzida como um gerente, um juiz interior, que no plano abstrato gerou um conceito de consciências e que, ao fazê-lo, seus rituais, seus procedimentos, os direcionamentos de seus discursos, se tornassem diferentes, agora não era preciso mais escovar os dentes, mas se livrar da serpente.
Na cura do surdo, ele cuspiu e depois tocou no local contaminado. Leia-se: Cristo primeiro unta,esteriliza, depois limpa. Cristo não se contamina porque esteriliza sempre tudo antes que toque, seja com alguma substancia do seu próprio corpo ou com palavras, o seu Ruach. Ele não se aproxima e toca simplesmente: ou ele fala antes ou durante, mesmo acreditando que o seu corpo tenha a capacidade de esterilizar qualquer coisa, tornando o impuro em puro. A terceira observação é que Cristo não dá uma explicação pra existência de espíritos malignos e, muito menos ainda, quando relaciona a malignidade, a doença, como se o espirito tivesse bloqueado a vontade do verdadeiro espirito em expressar seu coração, sua vontade de falar.
O que se mostra é que a interpretação do Torá não é similar à do Seedline da Serpente (a de Cristo). No Sanhedrin citado abaixo, acontece uma passagem bem interessante, pois descreve Satan e também é cotado a idolatria mais afrente. Em outros Sanhedrins, os rabinos descrevem um Cristo diferente,Balaam. Sua mãe seria Mirian e era uma prostituta, Jesus teria sido gerado quando ela estava niddah[menstruada]. Há outros fatos curiosos da vida de Cristo, dentre eles, que ele praticava bruxarias e magias que havia aprendido no Oriente. Jesus teria sido julgado em uma Côrte, não foi um julgamento de porta de delegacia, possuía uma grande representatividade, não estava sozinho nem fisicamente nem nas ideias, ele também não teria sido crucificado, mas enforcado, um antigo ritual judaico. Historicamente já havia um rash entre judeus babilônicos e os de Jerusalém, que ficaram. Por isso o mais certo é que o cristianismo é um movimento de Reforma do Judaísmo.
Todas essas questões não são relevante, exceto o fato do entendimento da pureza. Havia Satã ­e também o Diabo, gerando uma incompreensão de Senhor e senhoria.
 
Cito Sanhedrin 89b [Talmud Babilônico]:
 
“AQUELE QUE DESPREZA AS PALAVRAS DE UM PROFETA. Mas como que ele sabe [que ele é um verdadeiro profeta], que ele deveria ser punido? –Se ele der a ele um sinal. Mas Micah não deu um sinal, ainda assim ele [i.e., seu colega] foi punido! –Se ele fosse bem estabelecido [como um profeta], é diferente. Pois caso você não admitisse isso, como poderia Isaac ouvir Abraão no Monte Moriah, ou o povo ouvido a Elijah no Monte Carmel e sacrifício sem [o Templo]? Então o caso, onde o profeta é bem estabelecido é diferente.
E veio a passar após essas palavras, que Deus realmente tentou Abraão. O que se quer dizer com ‘depois’? –Rabino Johanan disse em autoridade do Rabino José b. Zimra: Após as palavras de Satã, como está escrito, E a criança cresceu, e foi desmamada: [e Abraão fez uma grande ceia no mesmo dia que Isaac foi desmamado].
Onde então Satã disse ao Todo Poderoso; ‘Soberano do Universo! A este velho homem Tu fizestes graciosamente assegurado o fruto da barriga à idade de cem, ainda de todo o banquete o qual ele preparou, ele não teve uma rola-brava ou pombo para sacrificar diante de ti! Ele não fez nada além de em honra de seu filho!’ Ele respondeu, ‘Ainda se eu fosse dizer pra ele, “Sacrifique teu filho diante de Mim”, ele o faria sem hesitação’. Imediatamente Deus realmente tentou Abraão... E ele disse, Pegue, eu oro a ti [na] teu filho. Rabino Simeon b. Abba disse; ‘na’ só pode denotar tratado. Isso pode ser comparado a um rei de carne e sangue, o qual foi confrontado por muitas guerras, as quais ele venceu pela remediação de um grande guerreiro. Subsequentemente ele se deparou com uma severa batalha.
Onde portanto ele disse a ele, ‘Eu oro a ti, me de assistência em batalha, para que as pessoas não possam dizer, não houve realidade nos antigos’. Então também fez O Divino, abençoado seja Ele, diga a Abraão, ‘Eu te testei com muitos julgamentos e tu te mantestes firme em todos. Agora seja firme, pelo Meu bem nesse julgamento, que os homens não possam dizer, não houve realidade nos antigos.
 
Teu filho.
[Mas] Eu tenho dois filhos!
Teu único filho.
Cada um é o único de sua mãe!
O qual tu amas
Eu amo ambos!
Isaac!
E por que tudo isso [circumlocução]? – Que a mente dele não vacile [sob o choque repentino].
No caminho Satã veio em direção a ele e disse a ele. ‘Se nós decidirmos falar contigo, tu ficarás lamentado? ...Pasme, tu instruístes muitos, e tu reforçastes as mãos fracas. Tuas palavras aguentaram firme aqueles que estavam caindo, e tu tornastes forte os joelhos enfraquecidos. Mas agora é vindo a ti, e tu desmaias.’ Ele respondeu, ‘Eu andarei em minha integridade.’ ‘Mas’, disse [Satã] a ele, ‘não deverias tu temer pela tua confiança?’ ‘Lembre’, ele replicou, ‘Eu oro a ti, quem quer que pereça, sendo inocente?’ Vendo que ele não ouviria a ele, ele disse a ele, ‘Agora’, uma coisa foi secretamente trazida a mim. Então eu ouvi detrás da Cortina. “o cordeiro, para uma oferenda de sacrifício, mas não Isaac para uma oferenda de sacrifício.” Ele respondeu, ‘É a penalidade de um mentiroso, que mesmo que ele alguma vez falasse a verdade, ele não é ouvido.’.
Rabino Levi disse [em explicação a ‘após estas palavras’]; Após as palavras de Ishmael para Isaac. Ishmael disse a Isaac: ‘Eu sou mais virtuoso que tu em bons feitos, pois tu fostes circuncisado aos oito dias [e então não pudestes impedir/evitar], mas eu aos treze anos.’ ‘Na contagem de um membro tu me incensas!'’ele respondeu: ‘Fosse O Santíssimo, abençoado seja Ele, dizer a mim, Sacrifique a ti mesmo diante de Mim, eu obedeceria’, Imediatamente, Deus realmente tentou Abraão.”
Mas ao mesmo tempo, se perguntasse ao judeu ‘se houvesse uma briga entre o diretor e o presidente, de que lado ele ficaria[?]’, ele responderia: ENTRE. Leia-se: ‘vou andar na linha’ –aquilo que separa dois lados, que é basicamente a resposta de Abraão: ‘vou ficar com minha integridade’. E isso implica necessariamente em uma verdade subjetiva, onde o que prevalece é a vontade de Deus e essa támisturada com a vontade de Satã: por que Deus dá ouvido a Satã[?], pois de outra forma jamais haveria o Sacrifício de Isaac. A palavra ‘amor’ é falada pela primeira vez na Bíblia entre Abraão e Isaac. E é a primeira vez que Satã também é citado formalmente no Talmud. Satã, do Hebraico, é Stn’, e sua relação com Deus é inespecífica, é entendido, dentro do Judaísmo, como uma promotoria, mas, psicologicamente, como uma autocrítica da razão.
O certo é que Cristo propôs algo que não havia parâmetros no Torá: o exorcismo. E a partir daí, entrou em choque com o Judaísmo.
Procurei na literatura que considero válida, por ser comum a todos, o Torá, se havia alguma passagem que pudesse dar um entendimento de espíritos malignos a serviço de uma entidade multidimensional que personificasse o Mal, a impureza, algo contrário a Deus, e que justificasse tais rituais de desincorporação performizados por Cristo. Pra muitos, dizer que Cristo citou o exorcismo e que fazia tais práticas, pode parecer loucura, mas pra outros, não: os Evangélicos entenderam ao pé da letra, não só praticam, como vivem disso. Excetuando alguns pastores, a grande maioria prega abertamente o Seedline. E se pensassem diferente, já teriam fechado suas portas. Pelo outro lado, os Católicos negam que exista sequer tais rituais e o Diabo. É algo que a maioria dos cristãos pratica e acredita. Mas é algo que não está contido no Torá. No entanto, é algo que está bem disseminado no Novo Testamento.
 
Exemplo:
·         Possessão e exorcismo nas Escrituras Hebraicas [Velho Testamento]:
“Culturas pagãs rondando os antigos Israelitas parecem ter sido obcecadas por esses dois tópicos. Mas o Judaísmo foi uma exceção no Oriente Médio. As Escrituras Hebraicas contém relativamente poucas referências a possessão de demônios, e nenhuma de forma alguma em referência a exorcismo. As únicas referências a espíritos malignos habitando em humanos são encontradas em 3 histórias sobre Abimelech (Juízes 9), alguns profetas (1 Reis 22) e Saul (1 Samuel 16, 18 e 19). Em cada caso, foi Deus que especificamente mandou um espírito maligno ou residente para atormentar indivíduos. A relativa escassez de espíritos demoníacos nas Escrituras Hebraicas pode ter sido causada pelas fortes crenças monoteístas Hebraica. A crença deles em um único Deus pode ter causado com que eles rejeitassem a existência de quaisquer outras entidades sobrenaturais.”
 
·         Possessão e exorcismos nas Escrituras Cristãs [Novo Testamento]:
“Numerosas causas de possessão demoníaca e exorcismos por Jesus e seus discípulos são reportadas nos Evangelhos e Atos. As Epístolas de Paulo e outros autores e o livro das Revelações são silenciosos sobre esses tópicos. Nós podemos colher certas conclusões sobre os procedimentos do exorcismo usados na Palestina durante o primeiro século depois de Cristo a partir das Escrituras:
·         Causa de Possessão: Na Bíblia, vítimas de possessão nunca são tidas como responsáveis pela situação delas. Não existem referências nas Escrituras Cristãs as quais impliquem que a possessão deles foi causada por algum pecado em suas vidas. Nenhuma das vítimas foram criticadas por terem permitido elas mesmas se tornarem possuídas.
·         Animais podem ser possuídos: Mateus 8:30, e passagens paralelas, descrevem que demônios podem possuir porcos.
·         Múltiplas possessões: Várias passagens referem-se a possessão de um único indivíduo por múltiplos demônios. Lucas 8:30 descreve um homem que foi possuído por muitos demônios; ele usou o termo “legião”, a qual era uma unidade de 6.000 soldados.
·         Presentes de demônios: Demônios podem garantir poderes especiais às pessoas. Em Atos 16:16 a uma mulher foi dado o poder de prever o futuro pelo espírito maligno que habitava nela. Mas isso aparenta ser uma exceção; outras passagens descrevem como demônios machucam as pessoas.
·         Doenças e desordens geradas por demônios: Lucas 9:39 aparentemente descreve um caso de epilepsia causado por um demônio. Lucas 11:14 documenta uma pessoa que foi incapaz de consertar as costas por quase duas décadas por causa de um espírito maligno.
·         Discurso Demoníaco: Numerosas passagens na Bíblia descrevem demônios habitantes falando com o exorcista, presumidamente tomando o controle das cordas vocais do indivíduo.
·         Força dos demônios: Marcos 5:4 descreve como um espírito residente causa com que sua vítima tenha força sobre-humana, para que ntão algemas e correntes não pudessem segurá-lo.
·         Demônios variam em fraqueza: Mateus 12:45 descreve como o espírito saiu de uma pessoa mas retornou com sete outros que eram mais fracos do que o espírito original era.
·         Exorcismos eram geralmente fáceis de performizar: Com uma exceção, Jesus ou qualquer apóstolo simplesmente ordenavam que o espírito mau saísse, e o demônio imediatamente cumpria.
·         Alguns exorcismos requeriam preparação especial: Os discípulos de Jesus foram incapazes de livrar um garoto de um espírito mau que aparentemente estava causando com que o garoto fosse tanto mudo quanto epilético. Jesus curou a criança e explicou que a única forma de livrar uma pessoa deste tipo de demônio era através de prévia oração e jejum.
·         Usando itens de vestimenta: Atos 19:12 descreve como sete não-cristãos tentaram exorcizar demônios em nome de Jesus e Paulo. Eles falharam. Todos foram atacados e derrotados pelo homem controlado pelo demônio, o qual arrancou suas roupas.
·         Comandando em nome de Jesus: Após a execução de Jesus, exorcismos eram feitos em nome de Jesus: Atos 16:15 descreveu uma escrava que foi possuída. Paulo exorcizou o “espírito da divinação” de dentro dela. Ele comandou o espírito a sair “em nome de Jesus.”. // Atos 19:13 descrito como alguns exorcistas Judaicos itinerantes tentaram exorcizar um demônio dizendo “Em nome de Jesus, o qual Paulo prega, eu te comando a sair”. Eles não tiveram sucesso, aparentemente porque eles não eram crentes Cristãos.
·         Perigo no exorcismo: Em Atos 19:13, o homem possuído por demônio exibiu força sobre-humana. Ele se voltou contra sete exorcistas judeus, bateu neles, e os expulsou de sua casa com suas roupas arrancadas. O espírito mau tinha aparentemente reconhecido que os exorcistas não eram cristãos; ele se recusou a seguir seus comandos.
·         Os doentes foram ao exorcista: Os doentes foram trazidos aos apóstolos; os apóstolos não buscavam os doentes. Com uma exceção, todos foram curados, quer eles sofressem de infestação demoníaca ou doença física. Ninguém na Bíblia teve um ministério de exorcismo.
·         Retorno de demônios: Mateus 12:43 descreve um demônio que saiu de um homem, presumivelmente por causa de um exorcismo. Ele retornou depois com sete outros espíritos para repossuir a pessoa. Contudo, não existe menção de nenhum dos exorcismos por Jesus ou seus seguidores tendo produzido apenas curas temporárias.
·         Exorcismo é dependente da fé da vítima: Em Marcos 9:18, Jesus explica a um homem que todas as coisas são possíveis, incluindo o exorcismo do filho dele, àqueles que acreditam.”
 
[Fonte: http://www.religioustolerance.org/chr_exor1.htm]
 
O fato de Jesus ter desrespeitado ou não o Halakha, ou se isso daria margem ou não pros judeus o matarem, não é o meu foco. A questão é que Jesus veio dar ênfase ao funcionamento de algo, e Moisés veio dar ênfase a outra parte desse funcionamento.
O livro em questão [Mohr Siebeck] só é interessante porque Jesus, ao fazê-lo, não o fez tão bem e, em algumas passagens, Jesus passa por cima ou desconsidera o que falou Moisés. Por isso, a questão Legal não é tão importante, mas, o ritualismo que envolvia as ações, e isso inclui não somente as curas, mas o seu conceito de pureza interior, levou os Rabinos a considerar se Jesus não estaria incorrendo emidolatria  e se tratava de um falso Profeta. No Sanhedrin 89b ainda, acontecem também interessantes diálogos entre Rabinos:
[Sanhedrin 89b – segunda parte]: ‘Nossos Rabinos ensinaram; Um profeta que seduziu [o povo a idolatria] é apedrejado; R. Simeon disse: Eles são estrangulados. ‘Um profeta que seduziu é apedrejado’. Qual é a razão dos Rabinos? –Similaridade da lei é aprendida pelo empregamento de ‘sedução’ aqui e no caso de um mesith [atiçador]: assim como a execução é por apedrejamento, aqui também o é. Mas R. Simeon manteve: Morte [simples] é a se providenciar nesse caso, e para cada sentença de morte inespecífica no Torá, o significado é o estrangulamento.
‘Os sedutores de uma cidade seduzida são executados por apedrejamento’. Qual é a razão dos Rabinos? –Similaridade das leis é aprendida do empregamento de ‘sedução’ aqui e no caso de ou um mesith [atiçador] ou um profeta que seduziu. Mas R. Simeon manteve: similaridade da lei é aprendida do empregamento de ‘sedução’ aqui e no caso de um profeta que seduziu. Mas deixe-nos ao invés deduzi-la do mesith [atiçador]? – Uma analogia é desenhada entre dois que incitam a multidão, e não entre um que incita a multidão e outro que seduz um indivíduo. Ao contrário, não deveria uma analogia ser desenhada entre dois homens de trabalho, ao invés de um trabalhador e um profeta? – R. Simeon mantém, já que ele seduziu, nenhum homem é mais que um trabalhador do que ele.
R. Hisda disse:
 

(Sanhedrin 90a)

 
Eles diferem apenas a respeito daquele que arranca o fundamental [proibição] da idolatria, ou que parcialmente confirma e parcialmente anula [a proibição] da idolatria, já que a Lei Divina disse, [...seduzir-te] do [min] caminho [o qual o Senhor teu Deus te comandou andar dentro], implicando mesmo parte do caminho. Mas se alguém [um falso profeta] fundamentalmente arranca qualquer outro preceito, todos concordam que ele é estrangulado, enquanto que se ele parcialmente anula e parcialmente confirma qualquer outro preceito, todos concordam que ele é isento.
R. Hamnuna protestou; [Foi ensinado] [Porque ele falou... seduzir-te do caminho o qual o Senhor teu Deus te comandou] andar; isso refere-se a comandos positivos; onde então portanto [bah]: a comandos negativos. Mas você deveria dizer que isso refere-se a idolatria, –como que um comando positivo é concebível em respeito a idolatria?  – R. Hisda explicou [como que se referindo a], E vocês deverão derrubar os altares deles.
R. Hamnuna disse; Eles diferem em respeito a quem arranca a injunção fundamental, seja de idolatria ou outros preceitos, ou quem parcialmente anula e parcialmente confirma [a proibição de] idolatria, já que o Torá disse, do caminho, implicando mesmo em parte do caminho; mas se ele parcialmente confirma e parcialmente anula qualquer outro preceito, todos concordam que ele é isento.
Nossos Rabinos ensinaram: Se alguém profetiza como que para erradicar uma lei do Torá, ele é sujeito [a morte]; parcialmente por confirmar e parcialmente por anulá-la. – R. Simeon o isenta. Mas quanto a idolatria, mesmo que ele tivesse dito, ‘Sirva-o hoje e destrua-o amanhã,’ todos os declaram sentenciado. Agora, Abaye concorda com R. Hisda, e reconcilia isso com ele; Raba mantém-se com R. Hamnuna, e explica isso de acordo com a visão deles. ‘Abaye concorda com R. Hisda e reconcilia-se com ele.’ [Então:] Se alguém profetiza como que para arrancar uma lei do Torá, todos concordam que ele é estrangulado; parcialmente por confirmá-lo e parcialmente por anulá-lo,  – R. Simeon o isenta, e os Rabinos da mesma forma. Mas quanto a idolatria, , mesmo que ele tivesse dito, ‘Sirva-o hoje e destrua-o amanhã,’ ele é sentenciado, –cada um de acordo com suas visões. Parcialmente por confirmá-la e parcialmente por anulá-la. [...]
[...] R. Abbahu disse em nome do R. Johanan; Em qualquer assunto, se um profeta te diz para transgredir os comandos do Torá, obedeça-o, com exceção da idolatria; mesmo que ele causasse com que o sol ficasse parado no meio dos céus pra você [como prova de inspiração Divina], não ouça a ele.
Foi ensinado: R. José o Galileu disse: O Torá entendeu as extremas profundezas [da depravação inerente a] idolatria, portanto o Torá deu a ele [o falso profeta] o poder então, que mesmo que ele causasse com que o sol ficasse parado no meio do céu, tu não deves ouvir a ele. R. Akiba disse; Deus proíbe que o Poderoso causasse com que o sol ficasse parado pelo bem daqueles que transgredissem a vontade Dele, mas [o Torá se refere a um] como Hananiah o filho de Azur, o qual foi originalmente um verdadeiro profeta e [apenas] subsequentemente se tornou um falso profeta.’
 
 
                                                                
[Fonte: http://www.come-and-hear.com/sanhedrin/sanhedrin_89.html#PARTb ; http://www.come-and-hear.com/sanhedrin/sanhedrin_90.html ]
 
Cristo, o (falso ou verdadeiro) Profeta, foi condenado pelo Sanhedrin por Idolatria. A discussão é complexa.
A ‘Rabbi’ Anne, à luz dos eventos, fez o seguinte comentário: ‘De fato, a questão da Idolatria não se resume a Cristo, mas a todo o Unitarismo, ela pode ser perfeitamente entendida no contexto do ‘eu sou’: uma coisa é você amar o personagem, outra coisa é você ser o personagem. Abraão foi um idólatra, Moisés foi um idólatra, os Profetas foram idólatras e Cristo também foi um idólatra. A Idolatria é o Espírito da Unidade. Os Judeus, inicialmente, conviveram com a idolatria na sua fase espiritual, por isso ela ainda não é muito detectável. Os Cristãos viveram com a idolatria na sua fase corporal, o espírito se materializou, e isso quer dizer que ao corpo foram atribuídas propriedades divinas. Ou seja: o corpo atingiu o estágio de pureza espiritual. E Cristo foi o primeiro ser com essas características; hoje, temos bilhões.
O que é interessante observar é a marcação do Torá: no Antigo Testamento, foi algo que Deus cercou, e algo que o Judeu, em linha geral, entendeu muito bem: Quem criou a jaula, conhecia o leão. Mas era inevitável, em algum ponto, a jaula ser rompida. Talvez a idéia não fosse o mundo sem jaulas, mas com leões comportados e inteligentes que entendessem a sua condição.
Penso que a Idolatria não é algo que tá além da compreensão. Até porque, ela descreve a funcionalidade do sistema: sem idolatria, ele não funcionaria.
No tópico Produtividade esgotarei o assunto. Só é interessante observar que, das centenas de Sanhedrins que li, nunca há um consenso entre os Rabinos e que, pouco a pouco, eles foram ficando contaminados com as idéias propostas por Cristo. E penso que o Messianismo começou naquela época, mas, não menos interessante também, é que sempre que o assunto é idolatria, há uma concordância generalizada. Como se Cristo tivesse extrapolado até o próprio limite da idolatria e tenha virado um Deus, à margem de tudo que aprendeu e absorveu em vida. A Cristo não foi entregue a carne, mas o osso, mais que isso, o pó, pra que ele reconstruísse o ser humano perfeito. E é óbvio que, pros que acreditam que ele falhou, eu diria que qualquer um falharia, porque é uma missão impossível, até pra Deus.
A proposta, desde o início deste artigo, é que a pureza tem que ser entendida sob o critério da produtividade. O juízo é uma folha seca e entende a morte como uma impureza.
No entanto, a grande divergência está em uma palavra supercomplicada: contágio. A introdução do Diabo como vórtice das relações humanas, e essas relações com Deus, modificou a sua interpretação e o seu entendimento.
Veja que, pelo texto acima, a figura de Satã é atrativa a Deus e necessária e funcional: Deus ouve Satã. O Alcorão dá uma outra interpretação: Ele não aceita que o Deus Judeu tenha uma atitude ‘mesquinha’ de provocar sua verdade em seres humanos. E todas as vezes que Deus tenta, como no caso específico de Abraão, eles argumentam que ‘não era Deus tentando-o [Abraão], mas Satã’ e que ‘Deus não advoga pecado’. O Judeu diz que não, porque isso seria admitir que existem dois Senhores no mundo.
Em meu entendimento, as pretensões de Jesus exerciam um caráter mandatório, de onde vem a autoridade, pelo fato que, a grosso modo, ele considerou os rituais de purificação judaico como secundários, digo: considerou que o seu entendimento sobre a pureza teria mais relevância do que o de Moisés. E mais uma vez, o meu entendimento é que Jesus considerou que aqueles rituais [judaicos] não teriam importância nenhuma, porque eles eram basicamente purificações do corpo, e isso não adiantaria nada se o espírito continuasse sujo, digo, a ‘psique-mente-coração’, o ‘interior-obscuro’...ou, um ‘interior limpo’ e um ‘interior sujo’. A gente vai resolver essa questão mais afrente, eu prometo.
E de fato, lendo os Evangelhos, muito das pretensões de Jesus ele o faz de uma forma insana, a explicação razoável que se faz é que ele estava tendo dificuldade em se fazer compreender e começou a agir de uma forma austera. Eu acho tudo isso uma briga de pombo e irrelevante, porque tanto Moisés quanto Cristo estavam falando de coisas diferentes ao seu tempo, mas que buscavam um mesmo resultado. Havia naquele momento um grande problema que persiste e vai continuar persistindo: o entendimento do pecado.
No entendimento de Cristo, ele teria cumprido os seus objetivos, e a sua morte representaria uma purificação. Se Cristo purificou ou não, se depois dele tudo ficou puro (o Judeu argumenta que não), é questionável, até porque, na Segunda Volta é que vai ocorrer a purificação total. ‘Cristo’ quer dizer ‘o untado’, e a sua morte na cruz é uma personificação da Untagem.
A compreensão é bem simples: todo cristão conhece o clichê ‘Cristo morreu pra livrar a raça humana dos pecados’. Mas, a forma mais simples de entender é que ele era puro, não tinha pecado, e que somente uma pessoa pura é capaz de transferir essa pureza a outra pessoa.
A história da sua untagem é controversa, mas Cristo teria sido untado pelo Espírito Santo, Ele mesmo revelou essa informação. E isso significava que ele tinha se tornado um homem sem pecado. A untagem, em termos judaicos, está descrita como uma ação a Reis e Sacerdotes, às vezes é empregada também em campo de batalha, mas sempre no sentido de matar, esterilizar, retirar as impurezas e, ao mesmo tempo, proteção contra o mal. Os rituais que envolvem a untagem são amplamente falados em todo o Torá, mas sempre como um líquido divino, recebido de Deus, seja na forma física, como na passagem em que Jacó recebe o líquido direto da mão de Deus na pedra de Bethel, ou como na instrução normativa de como fazer o óleo, dado a Moisés, o qual Josias mais tarde teria roubado ou perdido.
O interessante da untagem é que ela teria sido algo divino, foi algo que Deus transferiu ao homem, e só pode ser praticada por homens puros. Por isso sacerdotes tinham o poder de untar reis, e reis não tinham o poder de untar sacerdotes. A história da cruz vem de que em alguns rituais hebreus antigos, a untagem era feita no formato de uma coroa, ou seja, ao redor da cabeça, quando para reis. E na forma da letra Grega Chi (X) na testa, quando para sumo sacerdotes.
Justin Martyr faz referência a Platão e seu livro “A Primeira Apologia”, dizendo: “Ele impressionou o espírito como uma unção na forma da letra X (chiasma) sobre o universo.” Então não é improvável que devido a oposição deles a cruz Cristã, os intérpretes Judaicos tenham adotado a forma kaph ao invés do X – o tav original de Ezekiel IX. 4.”
 [fonte: http://www.jewishencyclopedia.com/articles/1559-anointing ]
http://www.egyptorigins.org/amorites.htm
 
Ou, simplesmente, o fato da Crucificação já existir como um modelo Romano de punição, e a morte de Jesus marcar uma purificação, a untagem subsequente passou a ser na forma de cruz, até como uma forma de diferenciação do judaísmo, mas o sentido da untagem é o mesmo: A idéia do “Universo” era a terra [Universo=Mundo=Terra=Campo=Solo=Israel], e Jesus Cristo naquele minuto teria feito um X na terra: ‘untou o universo’.
A mitologia Grega contém muitos paralelos Bíblicos. O interessante é que se perceba que a Untagem ganhou uma dimensão maior com o Rei David. Um novo conceito de perdão foi proposto: não apenas uma limpeza, mas uma restauração, que produzisse efeitos tanto no corpo quanto no espírito, “Conserta tudo, e se não for possível, faz um novo eu, me faz um novo ser, uma nova vida, faz um milagre em mim!”. O que aconteceu com David foi uma verdadeira desgraça pra Deus.
David foi o verdadeiro filho de Deus, o filho que ele ‘amou’. E penso que, naquele momento, Deus realmente repensou sua parceria com os judeus e entendeu o limite do perdão, a começar que Ele próprio não perdoou David. Penso que, nesse momento, a cabeça de Deus bugou. Ele deve ter ficado puto, depois melancólico, e deve ter repetido umas mil vezes a frase “isso não era pra ter acontecido!” E por isso, foi abrindo dos judeus, à medida que procurava uma nova raça, ou não, após mil anos ele finalmente conseguiu perdoar os judeus e mandou o Messias. E deu no que deu. Por isso, vou contar pra vocês como aconteceu a história de David e Bathsheba. É uma história interessante, e deve ser lida, porque é a segunda vez que o amor está envolvido em uma discussão de grande porte, e ela reflete muito bwm a descrição enigmática do ‘interior’ de Cristo. Venho falando que Sumérios, Judeus e Cristãos fazem parte de um único movimento histórico. O que argumento agora é que o episódio com David é o marcador da passagem do Judaísmo pro Cristianismo: Mas claro, o unitarismo é um sistema sem passagem, por isso, David é apenas um conector: foi a partir de David, digo, devido o que ocorreu com David, é que se fez necessária a vinda do Messias. Se David não tivesse falhado, Cristo não existiria.
Pois é. A questão pode ser entendida desse jeito. Mas, podemos entender também como David ser o marcador de uma etapa que se encerrou, que de fato, o Judaísmo termina nele. O perdão atingiu o máximo que poderia alcançar em sua etapa de descida à terra. Agora era a hora de o pecado subir. Por isso, acho recomendável a leitura, é um dos poucos relatos bíblicos que eu acho interessante e, de certa forma, bem realístico:
 
"E veio a passar, no retorno do ano, na época quando os reis iam pra guerra, que David enviou Joab e seus servos com ele, e toda Israel, e eles estragaram os filhos de Ammon, e cercaram Rabba: mas David permaneceu em Jerusalém.
Enquanto isso, aconteceu que David levantou de sua cama no final da tarde, e andou sobre o telhado da casa do Rei: e viu do telhado de sua casa uma mulher se lavando, a frente dele: e a mulher era muito linda.
E o rei enviou, e inquiriu quem era a mulher. E foi dito a ele que ela era Bethsabee (Bathsheba) a filha de Eliam, esposa de Uriah o Hitita.
E David enviou mensageiros, e a pegou, e ela veio até ele, e ele dormiu com ela: e prontamente ela foi purificada de sua sujeira:
E ela voltou a sua casa tendo concebido. E ela enviou e disse a David, e disse: Eu concebi.
E David enviou Joab, dizendo: me envie Uriah o Hitita. E Joab enviou Uriah a David.
E Uriah veio a David. E David perguntou como foi Joab, e o povo, e como a guerra estava sendo conduzida.
E David disse a Uriah: Vá pra tua casa e lave seus pés. E Uriah saiu da casa do Rei. E saiu atrás dele uma bagunça de carne do rei.
Mas Uriah dormiu diante do portão da casa do rei, com os outros servos de seu senhor, e não foi pra sua própria casa.
E foi dito a David por alguns que disseram: Uriah não foi pra casa dele. E David disse a Uriah: tu não voltastes de tua jornada? Por que não fostes pra tua casa?
E Uriah disse a David: A arca de Deus e Israel e Judá habita em tendas. E o meu senhor Joab e os servos de meu senhor habitam sobre a face da terra: e eu deverei ir pra casa comer e beber e dormir com a minha mulher? Pelo teu bem-estar e pelo bem-estar do teu espírito eu não farei isso.
Então David falou a Uriah: permaneça aqui até de dia, e amanhã te mandarei embora. Uriah permaneceu em Jerusalém aquele dia e o próximo.
E David chamou ele pra comer e beber diante dele, e ele o embebedou. E ele saiu a tarde e dormiu no sofá com os servos de seu senhor, e não foi pra sua casa.
E quando a manhã veio, David escreveu uma carta a Joab: e enviou-a pelas mãos de Uriah,
Escrevendo na carta: Envies tu Uriah pra fronteira de batalha, onde a luta é mais forte: e você deixe ele, que ele possa ser ferido e morrer.
Então quando Joab estava cercando a cidade, ele colocou Uriah no lugar onde ele sabia que estavam os homens mais fortes.
E os homens saindo da cidade, lutaram contra Joab, e lá caíram alguns dos povos servos de David, e Uriah o Hitita foi morto também.
Então Joab enviou, e disse a David todas as coisas referentes a batalha.
E ele cobrou o mensageiro, dizendo: Quando tu disseres todas as palavras da batalha ao rei,
Se você vê-lo com raiva, e ele disser: por que vocês se aproximaram tão perto da parede pra lutar? Não sabiam vocês que muitos dardos são jogados de cima da parede?
Quem matou Abimelech filho de Jerobaal? Nao foi uma mulher que jogou uma pedra-moinho na cabeça dele por cima da parede e matou ele em Tebas? Por que tu te aproximastes da parede? Tu deverás dizer: O servo Uriah o Hitita também está morto.
Então o mensageiro partiu, e veio e disse a David o que Joab o havia comandado.
E o mensageiro disse a David: os homens prevaleceram contra nós, e eles se sobressaíram a nós no campo: e nós vigorosamente cercamos e perseguimos eles até o portão da cidade.
E os arqueiros atiraram os arcos em teus servos da parede acima: e alguns dos servos do rei estão mortos, e teu servo Uriah o Hitita também está morto.
E David disse ao mensageiro: Então tu deveras dizer a Joab: Não deixes isso te desencorajar: pois vários são os eventos de guerra: e algumas vezes um, e outras vezes outro, é consumido pela espada: encoraje teus guerreiros contra a cidade, e exorte eles, que vocês possam sobrepor-se a eles.
E a esposa de Uriah ouviu que Uriah seu marido estava morto, e ela murmurou por ele.
E tendo acabado o murmurar, David enviou e trouxe-a pra sua casa, e ela se tornou sua mulher, e ela deu a ele um filho:
E esta coisa a qual David havia feito, desagradou o Senhor".
[2Samuel 11 Versão Bíblia Rei James]
 
Dê à sua vesícula duas fatias de queijo mozarela, mais seis ovos e um suco de abacate. Se ela se sentir empachada, dê a ela uma tartarugada, e se ela não estiver convencida, dê a ela uma buxada (de bode). Eu suprimi o objeto por entender que a ação antecede o verbo, digo, a intenção do comando, quais os comandos de [Rei] David e o que Deus comandava, e o que acontece quando se desobedece um comando, de quem é os pecados: do praticante ou do praticado [?]. Digo, David foi poupado, mas nunca foi perdoado, e o seu castigo me chamou a atenção: David pecou contra o coração (o Ruach de Deus) e foi afastado do amor (panim) de Deus, o que trouxe à tona os limites do perdão.
 
Havia um problema com a moral e qual o limite da vesícula, os limites do perdão. E nem era preciso comprovar, porque David era um réu confesso, não só ele sabia do que tinha feito, como Deus também sabia, assim como toda a cidade sabia, até o profeta sabia.
 
... Foi uma manhã alegre, David tinha acabado de sair da casa de Bathsheba quando ele encontrou o profeta Nathan. E David mergulhou em uma profunda depressão... :
 
1.E o Senhor enviou Nathan a David. E ele veio até ele, e disse pra ele: 'haviam dois homens na cidade, um rico e o outro pobre.
2.O homem rico tinha muitos rebanhos de gado e caprino;
3.Mas o homem pobre não tinha nada salvo uma pequena ovelhinha, a qual ele havia comprado e criado[ordenhado]; e ela cresceu junto com ele, e com seus filhos; e ela comeu de seu próprio bocado, e bebeu de seu próprio copo, e deitou em seu peito, e era pra ele como uma filha.
4.E lá veio um viajante ao homem rico, e ele poupou pra retirar de seu próprio rebanho (de gados e caprinos), pra vestir o homem caminhante que veio até ele, mas tomou o cordeiro do pobre homem e vestiu-o para o homem que veio até ele'.
5. E a raiva de David foi grandiosamente estimulada contra o homem; E ele disse a Nathan: 'Assim como o SENHOR vive, o homem que fez isso merece morrer;
6. E ele deverá restaurar o cordeiro quadrúpede, porque ele fez isso, e porque ele não teve piedade'. {S}
7. E Nathan disse a David: 'Tu és o homem. {S} Então disse o SENHOR, o Deus de Israel: eu te untei rei sobre Israel, e te tirei das mãos de Saul;
8. E eu te dei a casa de teu mestre, e as esposas de teu pai pro teu peito, e te dei a casa de Israel e de Judá; e se isso fosse muito pouco, então teria adicionado muito mais a ti tão muito mais.
9. Pelo que então tu desprezastes a palavra do SENHOR, pra fazer aquilo o que é maligno em Minha visão? Uriah o Hitita tu matastes com a espada, e a esposa dele tu tomastes pra ser tua esposa, e a ele tu matastes com as espadas dos filhos de Ammon.
10. Agora portanto a espada nunca deverá partir de tua casa; Porque tu Me desprezastes e tomastes a esposa de Uriah o Hitita pra ser tua esposa. {S}
11. Então disse o SENHOR: Pasme [tema], eu levantarei o mal contra ti de tua própria casa! e tomarei tuas mulheres diante de teus olhos! e darei elas pro teu vizinho, e ele deverá deitar com tuas esposas à vista desse sol.
12. Pois tu o fizestes secretamente, mas eu farei isso diante de toda Israel e diante do sol'. {S}
13. E David disse a Nathan: 'Eu pequei contra o SENHOR'. {S} E Nathan disse a David: 'O SENHOR também afastou teu pecado, tu não deverás morrer.
14. Ainda, por causa desse feito, tu blasfemastes os inimigos do SENHOR, o filho que nasceu pra ti deverá certamente morrer'.
15. E Nathan partiu pra sua casa. E o SENHOR acertou a criança que a mulher de Uriah deu a David, e a criança estava muito doente.
16. David portanto pediu a Deus pela criança; e David se apressou e como era de costume ele entrou, e deitou   toda noite sobre a terra,
17. E os anciãos de sua casa levantaram, e pararam ao lado dele, pra levantá-lo da terra; mas ele não iria, ele nem comeu o pão com eles.
18. E veio a passar quando no sétimo dia, que a criança morreu. E os servos de David temeram dizer a ele que a criança estava morta; pois eles disseram: ‘Pasmem, enquanto a criança ainda estava viva, nós falamos com ele, e ele não ouviu nossa voz; como então deveremos dizer a ele que a criança está morta, para que ele faça a ele mesmo algum mal?
19. Mas quando David viu que seus servos sussurravam juntos, David percebeu que a criança estava morta; e David disse aos seus servos: ‘A criança está morta?’ E eles disseram: ‘Ele está morto’.
20. Então David levantou da terra, e se lavou, e se untou, e mudou sua vestimenta; e ele veio à casa do SENHOR, e venerou; então ele foi pra sua própria casa; e quando ele requereu, eles colocaram o pão diante dele, e ele comeu.
21. Então disseram seus servos a ele: ‘O que é isso que tu fizestes? Tu jejuastes e chorastes pela criança, enquanto estava viva; mas quando a criança morreu, tu te levantastes e comestes pão’.
22. E ele disse: ‘Enquanto a criança ainda estava viva, eu jejuei e chorei, pois eu disse: Quem sabe se o SENHOR não será gracioso comigo, que a criança possa viver?
23. Mas agora ele está morto, então por que deveria eu jejuar? Posso eu trazê-lo de volta novamente? Eu deverei ir até ele, mas ele não retornará a mim’.
24. E David confortou Bathsheba sua esposa, e foi até ela, e deitou com ela; e ela deu a ele um filho, e chamou seu nome Salomão. E o SENHOR amou ele;
25. E ele enviou pela mão de Nathan o profeta, e ele chamou seu nome Jedidiah, pelo bem do SENHOR. {P}
                                                                          [...]”
[2 SAMUEL 12 DE ACORDO COM O HEBREU MASORÉTICO]
 
Fontes: http://www.mechon-mamre.org/p/pt/pt08b12.htm
http://www.atsjats.org/publication_file.php?pub_id=318&.%20%20%20%20%20--%20David%20raped%20Bathsheba
 
 
De modo que a moral, esse precioso Tesouro Nacional Judaico foi posto na mesa mais uma vez. Bathsheba já havia dito que David era um homem pequeno. Que David era pequeno, todos sabiam, mas todos sabiam que ele era um grande homem. Um enigma se formou: como entender a estátua de David, onde estaria a sua grandeza, qual o tamanho de sua moral, qual o tamanho da grandeza espiritual de David, por que a sua nudez envergonhava os judeus e principalmente a Deus[?]. A idéia era que teria sido sacrificado, mas sem antes de a Deus ter esfaqueado. David teria dito, ‘Tu vai me desculpar,’ e Deus respondido ‘Tu não vais ser perdoado, não carregarás o juízo e viverás sem lucidez.’ E isso significou o abandono dos Judeus, por entender que sua etapa tinha chegado ao fim, era hora da transição, o início do motim, a separação, aquela que indica o nascimento e um novo pensamento, aquela transmissão que ocorre de pai pra filho, a tal passagem de DNA, a passagem do juízo. E como Prometheus da mitologia, alguém apareceu carregando a tocha do judeu, digo, a bandeira de David, era da Casa de David e possuía todas as credenciais. Mas pense o que essa história seria se não houvesse o grande Rei David, o verdadeiro Rei dos Judeus.
Como falei, a história de David é um divisor de águas, por isso que foi selecionada. Você deve ter pensado, ‘o que aconteceu com Bathsheba[?]’... Foi novamente estuprada, talvez por ter tentado David.. . Mas sei o que aconteceu ali: era o fim da jornada, estava completa a fase do Judeu. E é no Exílio Babilônico que começa o Cristianismo.
Quando se olha a história de Hagar, Malaquias, Jeremias, Isaías e Esdras, regulam todos quase no mesmo período: nascia a construção do Seedline da Serpente, que daria os motivos para Cristo, fora os que já existiam entre os judeus, que eram bem conhecidos, o problema da pureza, aquele que só pode ser resolvido com uma separação, cujo ato final termina com o filho matando o pai, o que não é de se estranhar porque isso é um problema de Unidade. Se olharmos com atenção às ‘quests de amor’, ocorre uma estranha passagem: Por isso, no manto que David entregou a Cristo, estava faltando uma facada, aquela que Cristo daria na cruz e entregaria esse manto a Pedro, e com ele a faca e o sangue.Quem recebe o juízo, recebe o pecado. Seria muito aceitar que a pureza de Cristo não possuísse algum pecado, se o seu interior estava, de alguma forma, contaminado. Mais ainda: que Cristo sabia disso, mas que não tenha falado porque talvez os apóstolos ‘não aguentassem’, mas que ‘eles iriam entender’, que a teoria do ‘interior, daquilo que sai, que aquilo que entra não conta’, conteria sempre algum pecado. E que Cristo, por algum motivo, teria invertido o ritual: entregado o manto aos seus apóstolos, aos seus servos, para que o filho mate agora o seu pai, para que o servo mate agora o seu senhor, e dessa forma,não haver mais nem entrada e nem saída do amor. Desse modo, nenhum pai amará seu filho e nenhum filho amará seu pai.
Essa seria a passagem do juízo, e o aparecimento do Juiz: uma consciência interior. A razão funcionaria do sentido de tomar qualquer decisão que envolva o coração, porque nela, fatalmente, conteria o sangue do pecado. Deus, dessa forma, tinha que ser racionalizado. O entendimento é de que essa seria a melhor forma de educar, de dar ao filho ‘condições de sobrevivência’, não adiantaria paciência se tivesse falhado no juízo. E foi dessa forma que o Propósito foi construído, ele simplesmente nasceria da relação entre o pecado e o juízo.
Cristo morreu na cruz matando o seu pai. Foi dessa forma que deu a facada em seu peito, e é dessa forma que seus filhos devem fazer. O homem provavelmente foi escolhido por ter uma habilidade nata, talvez no DNA, pra cometer esses atos de sacrifício e esfaquear seu coração em prol da razão, seja apenas um ato rotineiro e que isso retrate melhor a sua obediência e dê a ele um grau de pureza externa-interna melhor que o da mulher. Mas não obstante e menos complicado, ainda, a percepção de que esse tipo de moral que produz um juiz interior, fatalmente resultaria em idolatria, fatalmente resultaria em Cristo e fatalmente o mataria. Não viraria um ateu, mas ao contrário, o próprio Deus. E o mais incrível dessa relação é a eliminação do pecado. Esse modelo setado por Deus, embora incompreensível, produziria excelentes resultados e garantiria a sobrevivência do homem na terra. Mas tudo isso por causa do pecado.
Está escrito, encontrado no pergaminho do Mar Morto, que Cristo um dia teve um sonho, o único que ele teve em toda sua vida, porque desdaí ele não sonhou nunca mais, digo, nunca mais ele fechou os olhos, nunca mais ele dormiu, por isso alguns dizem que não foi um sonho de fato, foi um pesadelo: ele acordou e estava dentro de um caixão, e viu seu corpo ser consumido, e percebeu que passaria a eternidade ali. E nesse momento, ele virou Deus. Saiu dali e acordou. E muitos acreditam que ele está acordado até hoje., em algum lugar no céu.
Não é difícil entender então que o Unitarismo nasceu de seu entendimento da morte. Foi isso que chamou de pecado, que chamou de pureza.
 
[fontes do sanhedrin 105 a e b: http://www.come-and-hear.com/sanhedrin/sanhedrin_105.html /http://beithaderekh.org/?p=513 / http://www.doxa.ws/Messiah/Curse_Naz.html ]
 
No Sanhedrin 37b e 38a existe um diálogo entre rabinos que advogam que Deus teria amaldiçoado a Casa de David. É um assunto que interessa a todos, aquele problema que Moisés já havia detectado: Abraão, no diálogo do Poço, e sobre a decisão de Sodoma e Gomorra, em outras passagens, está sempre questionando ou propondo um acordo com Deus. Moisés também. David é o único judeu que até o presente momento não impôs nenhuma condição em sua relação com Deus, era um cara de muitas qualidades, guerreiro, estudioso, um hábil general e um apaixonado por Deus: Deus havia encontrado o filho que tanto procurou. Existe uma passagem no Sanhedrin, de que isso teria sido mais uma ‘tentação de Satã’, que David teria pedido pra Deus tenta-lo. Por isso, dentro do Cristianismo, Bathsheba aparece no sentido negativo, ‘mais uma tentação da mulher’, associando a mulher ao Demônio e que o fracasso de David é que a sua alma teria se corrompido. Quer dizer, outra corrupção pra Deus, a tal contaminação da pureza... Dá pra imaginar Deus andando pelos cantos se questionando por que David fez isso. Deus não entendia por que David poderia amar duas coisas, e a resposta tá na pureza, tá na semente: David teria possuído Bathsheba durante o período menstrual, e é uma das explicações do por que morreu seu primeiro filho [Saulo], e antes de ele (David) ser qualquer coisa, ele era o fiel depositário da semente. Era preciso que o homem entendesse a seriedade daquilo que ele guardava em suas pernas, que era muito mais que virilidade, mas uma obediência, não havia outra forma de amar Deus, de outro modo, isso seria entendido como Traição, levaria inevitavelmente ao encontro de outros Deuses.
A questão é a idéia de um “novo Lev” (e isso pode ser entendido de muitas formas, inclusive sob uma forma de viver diferente), os judeus são expostos a muitas regras e isso pode sinalizar que Deus estaria abrindo mão da perfeição. A questão é que o novo Lev não especifica exatamente se é aplicado ao corpo, ou ao espírito, ou se é aplicado a ambos e, de que forma seria renderizada a sua tramitação. Por isso, uma palavra nova foi proposta: Ruach. Ela teria que produzir um racionalismo que suportasse mudanças estruturais nas propriedades de corpo e no espírito. Ruach tinha que abranger perdão,limpezamerecimento e, ao mesmo tempo, introduzir alguém especial, o Messias, que ia performizar o Ruach.
 
OS SIGNIFICADOS E USOS DO RUACH:
1) Genesis 1:2 - 'O Ruach de Deus pairava sobre a superfície das águas-'
2) Isaías 42:1 - 'Pasmem, meu servo o qual exalto.... Coloquei meu Ruach sobre ele'
3) Lucas 4:17-18a, Isa 61:1 - 'E o pergaminho do profeta Isaías foi entregue a ele, e ele abriu o pergaminho e encontrou o local onde estava escrito: O Ruach de YHVH está sobre mim porque ele me untou'.
Entender a palavra hebraica Ruach (e sua contra-parte Grega pneuma) é central pro entendimento do por quê Yeshua (Jesus) é chamado "Messiah" (Mashiach, Christos).
Também é importante saber qual Escritura ensina sobre "espírito", em ordem a discernir e evitar decepções feitas em nome de ou por um Espírito Santo, ou, Santo Fantasma. Existe um contra-feito ou "espírito diferente", "o qual agora está trabalhando nas crianças da desobediência" (2Cor 11:4; Eph 2:2).
Na Bíblia Hebraica a palavra Ruach ocorre aproximadamente 400 vezes. Seu significado base é 'ar movente' -seja na forma de sopro, uma brisa, ou violentos ventos de tempestade.
Ruach é pronunciado roo-ach (-ach como a finalização de Pesach ou Bach).
Em aproximadamente 100 lugares nas modernas Bíblias em inglês, a palavra é renderizada "vento". Note o papel de Yeshua na palavra pneuma (Grego, vento/espírito) em João 3 e o paralelo em João 20:
 
"Aquele o qual é recebido da carne é carne; e aquele que é recebido de pneuma é pneuma.... O pneuma sopra onde ele deseja e você ouve o som dele, mas não sabe de onde ele vem nem pra onde está indo. Assim é todo mundo que é recebido de pneuma" ( João 3:6,8).
"Quando ele disse isso, ele soprou neles e disse a eles, 'Recebam o santo pneuma'." (João 20:22)
Mas comumente em Bíblias em inglês, o Ruach é traduzido ou como "espírito" ou "Espírito" (a diferença é explicada abaixo). Está é a dimensão imaterial de um ser humano ou de Deus. Fantasmas humanos imateriais e seres angelicais são chamados 'espíritos'(ruchot). Poucas vezes, Ruach é traduzido como "mente" de acordo com o pensamento, convicções, disposição, dirigibilidade, até mesmo coragem, de alguns. O Ruach de Deus tem características espirituais vv.
(No final desta introdução está uma lista do alcance de definições). Ruach denota o poder divino sobre o mundo espiritual. Note as duas visões das declarações de Yeshua. A versão de Mateus parece ser uma interpretação da metáfora original relatada por Lucas.
 
"Se eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, então o Reino de Deus veio sobre vós" (Mateus 12:28).
"Se eu expulso demônios pelo Reino de Deus, então o Reino de Deus veio sobre vós" (Lucas 11:20).
 
O "Dedo de Deus" denotava os poderes sobrenaturais por detrás dos mágicos do Faraó (Êxodo 7:5).
Por em suas raízes Ruach denotar ar se movendo, é importante nem sempre traduzi-lo como "ESPÍRITO", o qual tem apenas um significado. Por exemplo, um espiamento das muitas formas que Isaías usa Ruach adiciona amplitude a suas referências ao Ruach de Deus - especialmente sobre as profecias dele sobre o Mashiach, o untado com o Ruach de Deus. (Ver Ruach in the Hebrew Scriptures). Como é comum no pensamento Hebreu, muitas passagens com linhas paralelas de pensamento revelam dimensões interconectadas do Ruach.       
Ruach é comumente traduzido como fôlego/respiração, e a respiração vem da boca. O poder criativo de Deus é mostrado quando sua boca fala palavras: "Deus disse, 'Deixe haver a luz'; e houve a luz" (Genesis 1:3).
"Pela Palavra do SENHOR os céus foram feitos,
E pelo Ruach de sua boca todos seus hospedeiros" (Psalmos 33:6)
Note que o futuro Untado "Irá matar... o Maligno ... com a Pneuma de sua boca" (2 Thess 2:8).
Já que as palavras expressam a mente de alguns, o Ruach/Respiração de Deus pode denotar seus pensamentos internos ou mente. A palavra tradicional hebraica para "mente" é lev ou levav(literalmente "coração"), e comumente é paralela a Ruach.
 
"Deverei dar a eles um Lev e colocar um novo Ruach dentre eles" (Ezek 11:19).
Note como os tradutores Judaicos da Bíblia para Grego renderizaram a linha de Isaías 40, e como o apóstolo Paulo mais tarde validou suas traduções:
"Quem dirigiu [mediu] o Ruach do SENHOR?" (Isa 40:13 Hebrew).
"Quem conheceu a Mente [nous] do Senhor?" (Isa 40:13 LXX; Rom 11:34).
Após quotar este verso em Grego (1Cor 2:16a), Paulo lembra seus ouvintes que "nós temos a Mentedo Messiah [nous Christos]" (v.16b). Mais tarde, ao mesmo grupo ele afirma a sabedoria de seu conselho a eles: "Eu acho que eu também tenho o pneuma de Deus" [neste assunto] (1Cor 7:40). A utilização intercambiavel de Paulo da Mente (nous) e Espírito (pneuma) têm um suporte em sua exposição sobre o Espírito em Romanos 8.
O Ruach/Coração/Mente de Deus poderia ser chamado de sua disposição residente, personagem, ounatureza. Essa natureza ele quer implantada em Israel (e em todos os seres humanos) para remoldá-los, renascê-los (ressuscitá-los), recriá-los com seu "novo" personagem, de acordo com a sua imagem. De acordo com sua "imagem" era a intenção original (Gen 1:26).
"Eu vos darei um novo Lev e colocarei um novo Ruach dentre vós... .
E eu colocarei meu Ruach dentre vós" (Ezequiel 36:26-27).
Após o grande pecado de Davi envolvendo Bathsheba, ele expressou seu medo de que Deus pudesse "esconder Sua face" dele. Ele estava com medo que o Senhor não mais olhasse para ele, ouvisse seus choros, ou falasse uma palavra de perdão para ele. (A palavra hebraica para "face" é panim).
David pensou que Deus poderia arrancar fora totalmente seu Panim e então abandoná-lo, ou como um rei, dispensá-lo de Sua corte. Então ele implorou a Deus para não remover seu Ruach, mas mesmo "restaurá-lo" para ele (Ps 51:10-12)…
Davi usou uma rara expressão Hebraica, "Santo Ruach" (Ruach qodesh), para formar um paralelo: a Natureza de Deus// Presença-Panim.
 
"Renove um Ruach firme dentro de mim.
Não me retire de seu Panim [presença],
E não tire seu Santo Ruach de mim" (Ps 51:10b-11).
 
A palavra Ruach/Lev/Panim [todas = espírito] é a chave para o entendimento do conceito de "Messias" (O Untado), tanto na Bíblia Hebraica quanto no Novo Testamento. Pois o Ruach de deus sublinha um significado mais profundo da untagem bíblica:
 
"[O SENHOR diz],
Pasmem, meu Servo, o qual Eu exalto,
Meu Escolhido, no qual meu Espírito se deleita
Eu coloquei meu Ruach sobre ele;
Ele trará justiça aos Goyim [nações]." (Isa 42:1; citado em Mateus 12:18).
"O Ruach do Senhor Deus está sobre mim,
Porque ele me untou" (Isa 61:1a; citado por Jesus em Lucas 4:18)
 
“É importante levantar a questão do por que Yeshua [Jesus] de Nazaré é chamado de "Messiah" 529 vezes (Christos em Grego; Mashiach em Hebreu). Porque pra decidir se Yeshua era um Messiah ou O Messiah depende de como nós entendemos sua untagem com o Santo Ruach/Pneuma de deus.
Como o Ruach-Untado, Yeshua comumente associa-se ele mesmo com o Espírito. Não só ele sopra o Ruach antes de sua morte ("Receba o Santo Ruach", João 20:22), ele "será" o Ruach ou Presença divina no futuro, após sua partida.”
 
FONTES:
http://www.hebrew-streams.org/works/spirit/ruachpneuma.html
http://outreachjudaism.org/why-doesnt-judaism-have-a-king/ 
http://www.jewfaq.org/m/mashiach.htm
 
 
Jesus então se colocou como sendo o sucessor de David. E os Judeus deveriam estar mortos de felizes por isso. Durante a sua vida, tecnicamente, ele só passou o Ruach pros onze Apóstolos, Paulo teria recebido seu Ruach em espírito, por isso que tinha úlceras incuráveis, porque seu corpo dessa forma não teria ficado realmente puro... .
O interessante é a percepção de que o Ruach tem o poder de untar também, porque a untagem não conserta defeitos, ela apenas limpa, quem conserta o motor, bota o motor novo é o Ruach, e não é qualquer Ruach: é apenas o Ruach do Messias, porque esse carrega o poder divino da Transformação, não apenas perdoava o pecado, digo, retirava as impurezas, como também garantia contra qualquer contaminação futura. A questão que realmente perturba e dificulta o entendimento é que Cristo assumiu pra si que a forma correta dessa performização seria do corpo pro espírito. Note que, em todas as passagens hebraicas, o Ruach é usado de cima pra baixo, indicando que o Ruach é do espírito pro corpo. Foi dessa forma que Cristo foi Untado, não foi por João Batista, mas foi pelo Espírito, o Espírito Santo.
A untagem de Cristo aos seus Apóstolos foi física, ele não optou pelo gesto simplista de dizer ‘sintam-se todos untados, o Ruach do Senhor untou todos vocês’, é um ato físico. Do mesmo modo, a Ressurreição é um ato físico; o derramamento de sangue na Cruz é um ato físico. E no entendimento de Cristo esse materialismo estava faltando ao Unitarismo judaico: era necessário a presença de Deus na terra para tocar fisicamente em um ser humano e tornar puro o corpo.
Isso é um racionalismo, não é apenas a incredibilidade humana, mas o próprio racionalismo unitarista exige um movimento ascendente. De outra forma, o corpo não criaria asas. E esse ato é descrito no Midrash do Cordeiro Branco.
 
O Midrash é o seguinte:
 
 “No último dia da Criação, no eclipse do primeiro Sabbath, Deus fez um lindo cordeiro branco. Deus colocou o cordeiro branco em Gan Eden [o Jardim do Éden] e disse, “Espere aí até eu te chamar.” E lá o cordeiro esperou e esperou.
Enquanto isso, Adão e Eva desobedeceram o SENHOR e foram exilados do jardim. Eles deixaram o lindo paraíso, ainda assim o cordeiro ficou e esperou.
As eras passaram, e os outros animais saíram do jardim. Ainda assim o cordeiro pacientemente esperou.
Então um dia Deus acordou o cordeiro e disse, “Hoje é o dia.” O cordeiro pulou e começou a correr. Ele sabia o que ele tinha que fazer.
O maligno apareceu e disse, “Pare! Não saia deste lindo jardim. Significará sua morte!” Mas o cordeiro disse, “Eu devo salvar a criança!” e correu pra fora do Éden. Ele correu sobre rochas e pedregulhos, ele saltou sobre os penhascos pedrosos. Ele sabia exatamente onde ele estava indo.
O maligno a segui apareceu disfarçado como pasto da grama verde fresca. “Pare aqui!” ele lisonjeou[convenceu/coagiu e controlou]. “Coma e descanse. Não há necessidade de ter pressa.” Mas o cordeiro respondeu, “Eu devo salvar a criança” e correu mais rápido ainda pelo deserto empoeirado. O maligno esperou por ele e aí apareceu como uma fonte brilhando de água nos lugares de lixos. Ele chorou, “Ho, todos que tem sede, parem e bebam! Descansem – não há necessidade pra pressa!”Mas mais uma vez o cordeiro respondeu “Eu não posso parar! Eu devo salvar a criança” Mais pra frente ainda e ao longo do caminho, o maligno apareceu como um leão faminto e rugiu “Pare! Ou eu vou te estraçalhar em pedaços e te devorar!” Mas o cordeiro prontamente respondeu, “Eu devo salvar a criança” e pulou sobre o leão feroz.
Finalmente o cordeiro chegou na montanha sagrada (Moriah). E no topo ele viu uma criança amarrada e presa a um altar e um homem chorando. “Espere!” chorou o cordeiro, correndo com toda sua força. “Eu estou aqui! Me pegue!” Mas o maligno, disfarçado como um arbusto, pegou os chifres do cordeiro e disse, “Você não deverá ir mais à frente!” O cordeiro se contorceu pra conseguir se libertar, chorando, “Abraão! Eu estou aqui! Me pegue!” mas Abraão não ouviu.
O cordeiro então ouviu a voz de Deus dizendo a Abraão, “Pare! Eu te pedi pra sacrificar teu único filho, Isaac, pra testar teu amor e confiança em mim. Agora, ao invés de Isaac, sacrifique este cordeiro. Eu o fiz no eclipse do último dia de criação para este específico momento – para tomar o lugar de Isaac no altar.” Abraão então viu o cordeiro e desamarrou seu filho. Após ele ter libertado o cordeiro dos gravetos do arbusto, o cordeiro foi amarrado sobre o altar.
“Abraão,” disse o cordeiro, “quando você soprar por um de meus chifres, Deus irá ouvir o som e lembrar de Isaac e eu – o cordeiro branco que tomou o lugar dele. E ele irá perdoar os pecados de Isaac, e os pecados dos filhos dele, e dos filhos dos filhos dele, e poraí vai, sempre, até o fim do tempo.”
 
Fonte: [http://www.hebrew4christians.com/Scripture/Parashah/Summaries/Vayera/White_Ram/white_ram.html]
 
O  que eu quero dizer é que a cruz representa  a marca da Untagem e que a cruz que ficou impregnada com o sangue de Jesus é a representação de uma untagem viva. É algo simbólico, mas essa representação do derramamento de um sangue é parte integrante da história judaica. Os animais antes de ser sacrificados também eram untados, porque a melhor forma de se entender a untagem é apurificação.
Jesus, naquele momento, estava personificando uma Parábola, um conto judaico, um Midrash. Os Midrash’s são literaturas que dão suporte ao Torá. Elas também estão disponíveis em Sanhedrins, uma espécie de jurisprudência do Torá, que começou com Moisés e continuou até muitos séculos após Cristo.
No início, não havia uma escrita, por isso, estas histórias foram faladas por gerações. E Cristo conhecia essa história. Quando Cristo se refere ao ‘Cordeiro que vai tirar os pecados do mundo’, está se referindo a este cordeiro especificamente e a este Midrash especificamente. Os judeus eram péssimos em parábolas. Mas é de se compreender perfeitamente essa passagem, porque ela mostra o sentimento de Cristo com relação a sua necessidade suprema de morrer: ele morreu justamente na sexta-feira, no sexto dia, quando os animais são mortos e preparados para o dia do Sabbath. Ficou implícito que, quando ‘o judeu comer um cordeiro no sábado, está comendo um cordeiro que foi morto na sexta-feira santa’, enfim: Cristo sabia que tinha que morrer naquele dia e precisava morrer naquele dia. Se ele morresse na quinta não ia ficar legal.
E esse é o entendimento máximo da untagem: um ser morre pelo outro, ao transferir a sua pureza. A untagem só pode ser praticada por alguém puro e sem pecado.
Por isso, o Ruach se confunde com a Untagem. Cristo purificou todos naquele momento, mas só passou seu Ruach pros eleitos, para que aqueles possam passar o Seu Ruach adiante. Essa entrega tinha que ser física. De modo que é questionável se seus Apóstolos teriam ou tiveram em vida o mesmo poder de Cristo, como igualmente é questionável se seus Apóstolos, após receberem o Ruach de Cristo, se mantiveram puros. Também conflita com o Torá no sentido de que apenas o Messias teria o poder sobre o Ruach, de modo que Profetas ou Sacerdotes poderiam apenas untar, limpar as impurezas.
Formalmente, a Igreja Católica chamou pra si a atribuição da limpeza, a untagem propriamente dita, personificada na forma do Batismo e em outros Sacramentos. Enquanto que a Evangélica, os milagres, atransformação, uma espécie de Ruach, o alcóolatra entra lá e sái novo: não bebe mais álcool, homossexuais também. O interessante é que se fixe a idéia de que a Untagem foi um capítulo de dois atos: ela começou com os judeus e terminou com o cristianismo, que a untagem é também uma homografia, e isso quer dizer que indica uma passagem: se pros judeus a untagem possuía um conceito de limpeza do espírito pro corpo, na untagem em Cristo temos o inverso: uma limpeza do corpo pro Espírito.
Então: e Cristo? Concluiu a sua etapa de subida? Lançou a semente pro céu? Eu digo que sim, mais ainda: após sucessivos ajustes, inquisições, escravidões, revoluções, guerras, após o advento da revolução francesa, a evolução de um estado liberal para um estado democrático de direito, um período que começou no Século XIX, o sistema foi finalmente implantado, e vem funcionando muito bem. A questão se cristo foi ou não o messias, também não é o foco. E os judeus ortodoxos, eles apenas deixaram de praticar inúmeros rituais de purificação como descrito por Moisés, e isso também envolve os sacrifícios de animais, porque eles ficaram sem templo. O sacrifício é importante porque traria uma purificação, a morte de um animal inocente pra cobrir o pecado de um humano impuro, por entender que aquele animal sacrificado fosse entendido como a morte de uma coisa de deus e, necessariamente, uma morte nas coisas do homem. Perceba que os sacrifícios de animais são oriundos de estoques vivos e não de animais selvagens. Deus havia feito uma distinção bem interessante pra Serpente: ela não pertencia ao gado nem aos animais selvagens. Isso quer dizer distinção entre servo bom e servo ruim, servo puro e servo impuro.
E a pureza, segundo Cristo, tem que estar necessariamente relacionada ao coração: você não pode sacrificar um animal que você comprou, apenas aquele você criou e aquele que você ama: o Sacrifício é no coração. Foi isso que Deus cobrou de Abraão e foi isso que Deus cobrou de David. O porquê é um mistério, e o racionalismo de Cristo ajudou a resolver essa equação. Mas pra todos os efeitos, o Sacrifício tem que ser no peito: a perda tem que ser sentida e envolve algo estimado e que realmente seja importante pra quem a perdeu. O importante é que se perceba que a purificação envolve sacrifício e ‘sacrificar’ é separar. É interessante que se perceba o que exatamente tá sendo sacrificadoe o que exatamente ta sendo separado,  os conceitos de purificação judaicos não tinham tal entendimento: havia o entendimento sobre a partição campo, o conceito padrão, um ponto comum entre as duas religiões [Judaica e Cristã], e que o campo é estéril até ser tocado pela mão do homem aquele que traz a fertilidade. Cristo um dia andando em uma floresta da Judéia, teve um mau pressagio, que um dia alguém ainda ia cobrar um ágio por aquela terra toda. E resolveu agir. Ele chegou à conclusão que a terra seria improdutiva sem a enxada na mão. Mas não pensou em uma simples plantação, como bom financista ele pensou que aquilo ali precisaria de um grande capital, e foi dessa forma que a moral foi incorporada como valor patrimonial: sem ela nenhuma produtividade teria efeito, porque falharia em eliminar defeito, a terra era irregular, precisava ser planificada, tratada e fertilizada pelo homem. Ele logo percebeu que a natureza selvagem era improdutiva, logo percebeu que o corpo era improdutivo. E que a falha, tava no Senhor: o servo precisaria de um novo Senhor, senão, jamais seria produtivo, um Senhor que realmente tomasse conta do rebanho, da plantação. O Senhor havia adormecido, enfraquecido, virado pedra. Isso está bem descrito em Mateus 13. E é nesse sentido que a pureza e o sacrifício se relacionam, os judeus haviam se misturado e se corrompido. Havia uma explicação pra isso: o Diabo. Os judeus eram réus confessos, tinham se tornado uma raça quase pagã. Parece uma boa explicação a de que ‘Cristo seria o novo gerente’, que veio ‘tirar a pequena empresa judaica do anonimato institucional de mil anos de cativeiro’, abrindo o seu capital ao estrangeiro como megaexportador de idéias, o Universalismo. Isso são apenas fatos, possuem a sua relevância, mas não explicam Cristo, explicam o cristianismo. Cristo tá sempre falando do retorno, do investimento, do ganho, do galardão, da recompensa, a tal produtividade.
A tal produtividade não aparece simplesmente sem porquê, seria muito pouco chamar Cristo de ganancioso, um ‘empresário do bem’, suas idéias são a base do Capitalismo que conhecemos. Já falei em outros textos sobre Marx Weber e a ética Protestante, onde o autor afirma que sem os protestantes não haveria o Capitalismo. Mas isso pode ser perfeitamente explicado pelo uso extremo da razão. Mas como falar em razão de alguém que veio justamente o contrário, falar o coração[?]. A resposta é que a sua missão era a colheita, mas como ele mesmo define a produtividade, ‘É uma colheita da mente’. Isso significa que o campo já existia e a terra já havia sido preparada, já havia semente na mão do homem. E de fato, a produtividade judaica estava ligada com a semente, não com a plantação. Cristo desclassificou todos, afirmando que os Fariseus eram péssimos plantadores. Mas como isso é possível se o entendimento de campo é o mesmo? A questão é a ênfase, como já foi dito, campo é muita coisa: como o próprio Cristo disse, o campo é o mundo [Matheus 13]. Mas o campo é também o universo, é a terra, é o corpo humano, é a mulher, é tudo aquilo que não é o Espírito de Deus, é uma analogia, mas o campo é, sobre tudo, o servo. E quando nos aprofundamos mais ainda no campo, descobrimos que sobre tudo ele é outra coisa: uma partição. E o que é isso exatamente? Bom, eu vou falar mais a frente, costumo ir introduzindo palavras progressivamente.
João 15:19 (trecho traduzido da Vulgata de São Jerônimo; Lexicon utilizado: Universidade de Notredame):
“Se o mundo fosse puro, todos seus homens seriam selecionados, porque, verdade, o mundo não está, mas eu escolhi vocês do mundo porque vocês odeiam o mundo”
A identificação é o que antecede a escolha, não foi uma espécie de apreciação aos apóstolos, nas uma identificação de Cristo com eles. O amor de Cristo encontrava o limite na pureza. Ele constatou-os de fato como irmãos, mas só depois de tê-los purificado, antes disso ele os tratou como animais, selvagens, pescadores de ilusões, não possuíam uma vida, estavam mortos como o mundo. Está escrito nos Evangelhos.
Retirar do mundo e purificar é separar, e exige sacrifício. É importante perceber isso, porque existe diferença entre as duas doutrinas, por isso é importante que se entenda o que é propriamente o CAMPO.
O entendimento judaico é que o espírito do homem é limpo, é puro, e que o da mulher, o campo, é impuro, por isso, tem que ser trabalhado. Essa interpretação não tá linkada especificamente com o niddah [sangramento regular da mulher], mas com o conceito de campo. No entendimento de Cristo,todo o campo deve ser plantado, não havendo espaços vazios ou preenchidos pela natureza selvagem, a que não foi plantada pelo homem: nada que não foi plantado pelo homem é puro.
preenchimento é outra palavra-chave. A mulher possui uma natureza selvagem, por isso, o senhor deve plantar nela a sua semente, para que ela seja purificada. É análogo a terra: a parte plantada é aquela que o homem construiu: as cidades são confiáveis, são produtivas, a natureza selvagem não é do homem, por isso não é produtiva. A domesticação da natureza é que a torna produtiva. O homem tem capacidade de purificar  a natureza, eliminando as pragas diminui as perdas e aumenta a produção. A forma de ocupação com a eliminação do mal  era algo que precisava ser incentivado, as perdas teriam que ser zero porque buscava-se uma perfeição: zero de contaminação, quanto menor a contaminação, maior será o ganho. Havia perdas oriundas do pecado que não estavam sendo cobertas pelo sistema judaico. De fato que estamos falando de Deus ,mas não vamos ser bobinhos em perceber o conteúdo bíblico e a produtividade. O que se percebe e retira dos evangelhos é a dimensão que a pureza tomou, Cristo falou sobre a contaminação do Senhor, outra partição, isso era novidade, exige mudança na forma produtiva. E a ênfase no campo mudou: o que era uma parte integrante passou a ser consideradamorta e o motivo era ainda mais alarmante: o Senhor, ele havia se tornado impuro.  Um novo substancialismo precisava ser criado. E penso que foi isso que levou a grande maioria dos filósofos a entender como um ‘novo sistema’.
 Esse é um assunto pra Produtividade, no próximo tópico, porque é onde, através de um racionalismo, concluo o meu pensamento de que a pureza levou a um conceito de produtividade, digo, a pureza é o espírito da produtividade. [Isso está descrito em Gênesis, e está descrito em Mateus13].
Imagine que Deus está tentando ocupar a terra com um exército, mas pra botar esse exército na terra, ele estaria enfrentando adversidades inexplicáveis e que, neste sentido, ele tivesse certas preocupações. E que a sua primeira preocupação fosse que a semente chegasse íntegra em um campo e que não adiantaria nada ele botar mil sementes e, no trajeto do homem pra mulher, ocorresse uma contaminação, poderiam morrer 800 e só restar 200 sementes prontas pra ser plantadas. O que Levíticos e Números trata é exatamente isso: a semente chegar na condição de uso. Essa etapa finalizaria o material: aquilo que era do Céu chegou à terra, pronto pra ser plantado.
Nesse sentido, o Torá cumpriu sua missão. A partir daí, Cristo reassume o controle do processo: A semente será plantada e vai crescer, vai frutificar.
No entendimento de Cristo, os judeus estavam falhando nessa etapa: os judeus não só estavam plantando mal, não só não atentando pras condições do campo, como estavam deixando o inimigo plantar também, de modo que ainda que 200 fossem plantadas, talvez só uma sobreviveria, e não haveria colheita. A plantação do céu, deste modo, estaria miada, e Deus estaria enraivecido porque estaria sem exército na terra também. Méritos para a Bíblia, que sabiamente conseguiu reunir os livros corretos, os quais descrevem perfeitamente o funcionamento de um sistema, o Velho Testamento é sinérgico ao Novo Testamento, e vice-versa.
 
Paralelo ao funcionamento de algo que acabou sendo dividido em religiões, onde soluções foram propostas e, bem o mal, foram consideradas válidas. No entanto, carregam um erro grosseiro: não estou dizendo que o sistema não funcione, mas estou dizendo que aquilo que Deus falou carrega uma mentira, e que Cristo validouchamou a mulher de infértil. Não só isso, chamou a natureza de improdutiva. Talvez vocês ainda não entendam o que eu estou falando, mas se a primeira partição já estava contaminada, não há como limpar a segunda também. Parabéns para Cristo, que percebeu que as duas partições estavam contaminadas e propôs algo. E o que digo é que o que ele propôs é extremamente racional, não só isso, era a única solução possível, a unidade exige esse tipo de solução: mas isso pode ser também entendido como uma solução para mentira. Como Paulo havia dito,o cristão seria um amaldiçoado se Cristo fosse entendido apenas como esperança e o advento da Ressurreição não tivesse nenhuma materialidade, agisse apenas no plano da consciência. Três dias sem o álcool o cristão renasce. Não, não mesmo, é necessário que a mulher seja estéril, isso foi um materialismo proposto por Deus, não é uma incompreensão ou um problema pequeno, se vocês pensam assim, vocês não entenderam absolutamente nada sobre o que é a pureza e, nesse sentido, se torna uma obrigação continuar lendo. Isso é um racionalismo, é logico, e matemática exige obrigatoriamente uma geometria porque estamos falando de algo que possui um resultado inteiro, é uma equação, uma regra de três, onde a integralização das variáveis produz um único resultado possível, é previsível, é Divino, por isso, é racional, Deus não criaria nada que não pudesse ser racionalizado pelo ser humano, porque envolve o ato de acreditar: em última instância, a fé é algo que precisa ser demonstrado, por ser o extremo da razão. E foi o que o Unitarismo fez: uma enorme demonstração. E não teria sucesso se não houvesse uma enorme divulgação. É inteligível achar que Deus quisesse que o homem potencializasse o extremo de sua razão, talvez por isso implicar em sua própria sobrevivência em um planeta hostil. Mas não menos inteligível é achar que não criou uma materialidade para isso, que desse suporte racional, de modo que não afasta a divindade de sua essência, do mesmo modo como não afasta a materialidade também. A dialética, a ‘filosofia’, não existe à toa: a unidade é, essencialmente dialética, de outra forma, não se moveria. Quando lemos a Bíblia, estamos falando de algo em movimento, não existe propriamente um início nem um fim, mas algo que está acontecendo, e quando menos percebemos, estamos aprendendo esses movimentos. Existe um porquê pra isso: a dialética é, essencialmente reducionista, está sempre sumindo com algo quando apresenta seu resultado. Por isso que, sempre que confrontada com modelos matemáticos, ocorrem perdas inexplicáveis. Todas as ciências que conhecemos, sem exceção, são baseadas num único resultado: a unidade: a única coisa deste universo capaz de produzir leis: igualdade. Se fosse pedido pra montar um objeto com todos os lados iguais produzindo ângulos retos, ainda que você nunca tivesse ouvido falar do quadrado, você o montaria, sem maiores dificuldades. E não conseguiria outra forma senão aquela. E com certeza você poderia achar o quadrado divino. Mas não menos curioso é que, na natureza, não existe nada quadrado. Mais incrível ainda, é quando se bota um triângulo dentro do quadrado. Faça um teste: bote o quadrado dentro do triangulo, ele vai tocar em três lados, e fazer omovimento circular. Associe o corpo ao quadrado e o espírito ao triangulo, você vai ter uma sensação que o quadrado está se movendo, que ele tá vivo, tá respirando, como uma estátua de Michelangelo. Isso é o juízo, a capacidade de atribuir propriedades: isso não seria possível sem a unidade.
‘Anne, o quê que tu estás dizendo, que sem a unidade não teríamos a capacidade de entender as formas nem de construir formas [dar forma às coisas] também?’ –Sim, exatamente.
‘Pô, mas sem o juízo então nós estaríamos no tempo das cavernas..! É uma atividade funcional e natural do ser humano.’ – É verdade, mas ele não é tudo, e não encerra as abrangências. O meu argumento aqui é o tipo de juízo produzido dentro de uma unidade, por quê que a sua verdade é escondida, principalmente no que tange aos roubos de propriedade, e por que nega a sua essência matemática, ou, pelo menos, tenta escondê-la [?]. Vou dar um exemplo: Chopin, ao produzir seus Estudos Improvisados, ele tinha uma única preocupação, esconder a enorme matemática que havia por debaixo de sua música, ele tinha medo que tirasse a divindade de sua obra, ao mesmo tempo que entendia aquilo como perfeição. Não é uma questão de proximidade, a unidade não é algo que se busque, é algo que se tem, não basta querer ser a coisa, você tem que ser a coisa, e isso produziu um fatalismo na racionalidade humana: a idolatria, que no unitarismo é entendida como perfeição, que no judaísmo é entendida como pureza.
E pureza, é aquilo que vem do céu, não existe pureza na terra. Por isso Cristo veio do céu e voltou pro céu, não são passagens desconexas, faz parte da bula prescricional do unitarismo, é uma etapa funcional e sistêmica sem a qual o unitarismo não fecha. Certa vez, debatendo num fórum, havia comentado que o Cristianismo não suportava a reencarnação sob a óptica do espiritismo. E um dos debatentes falou para mim que ‘esta página poderia ser arrancada’. A discussão prosseguiu, e ele me falou algo que eu fiquei chocada: ‘eu sou católico apostólico romano, acredito em nosso senhor jesus cristo como único deus, que morreu e ressurgiu dos mortos pra livrar o ser humano dos pecados’. O que mais me chocou foi o ressurgiu dos mortos: por que, a nível teológico, a ressurreição era tão importante.. por que simplesmente as idéias de cristo não bastavam, ou a pessoa dele em si, independente de sua paternidade.. Aquele cara era ninja, ele tinha um racionalismo afiado, como muitos que vi na história, como Paulo, e eu vou botar Paulo aqui mais uma vez, pra que não fique dúvidas que, se Cristo não ressurgisse, o unitarismo estaria quebrado, haveria uma fragmentação da unidade. Por isso, a ressurreição de Cristo jamais poderá ser entendida como casual, uma simples consequência de um semideus, seja lá quem fosse o messias, ele obrigatoriamente teria que ressuscitar, não porque perderia sua divindade, mas algo pior: quebraria a racionalidade: a unidade perderia uma metade. Por isso, o modelo unitarista, ao criar uma partição, obrigatoriamente vai propor uma formatação, para imediatamente propor uma reintegração. É um circuito que acontece muito rápido, por isso estou explicando passo a passo. Seria muito cômodo falar simplesmente e demonstrar geometricamente essa mágica racional, desconsiderando tudo que o cristianismo fez e produziu nas sinapses humanas. Por isso, mostrar, através dos fatos bíblicos seu funcionamento saiu tão custoso, não só pra mim que escrevi, mas pra quem tá lendo, estar submetendo o leitor a uma reinterpretação. Para alguns, pode ser uma novidade, mas para a grande maioria, sabe exatamente do que eu tou falando. E pra esses, eu diria que percebo a geometria de seu pensamento, digo, que a sua fé possui uma geometria e que embora escondida, pode ser facilmente explicada. Não estou, contudo, afirmando que nada disso aconteceu, que Cristo não morreu e não ressuscitou, mas que isso foi um roteiro que já havia sido escrito antes. Faz parte da mecânica, das engrenagens do sistema unitarista. E do mesmo modo o Apocalipse deve também ser entendido. Pelo mesmo motivo: é necessário e funcional: senão o sistema não roda.
 Acho que, pra todos os efeitos, Judeus e Cristãos deveriam estar satisfeitos, porque a vontade de Deus foi cumprida, o unitarismo foi passado, e nele, o DNA do homem: a razão. O único ser capaz de controlar e lidar com a racionalidade. No plano da consciência, esse foi o motivo pelo qual a mulher foi desclassificada, ainda que tal substancialismo nunca tenha existido e a pureza também.
E o motivo do tópico é exatamente esse: em meu entendimento, embora o sistema esteja rodando e tenha sido um sucesso, ele foi erguido em cima duma mentira, os princípios de seu funcionamento estão falhos. O meu argumento é que a unidade projeta as suas idéias no plano, em cima de uma geometria, e ao fazê-lo, atribui propriedades a coisas e desatribui de outras, porque, pra existir, precisa que essas primícias sejam válidas, e a primícia primordial, a qual está ancorada esse sistema, entende que a semente já teria que ter sido fecundada no homem e que a mulher seja um campo estéril, vazio. Ora, a fecundação ocorre é ao contrário, no campo, na mulher, e é assim em todos os outros seres, até mesmo onde há ‘autofecundação’ se trata de seres hermafroditas que estão imersos num conceito de singularidade, não de unidade.
Tal pensamento existe porque era a garantia que Deus teria ao entregar a semente: Pelo modelo unitarista ele não correria o risco de suportar uma fusão espiritual uterina. A questão é se aquilo que foi entregue ao homem continha só o DNA de Deus? A resposta teria que ser sim, porque isso satisfaz a condição de pureza. Toda a defesa de Levíticos, os cuidados propostos no Torá, era sobre a purificação do campo, por entender que o homem era limpo, até que tocasse em alguma coisa suja..já a mulher, por default, era suja. E esse pensamento é de onde emerge o conceito de servo e senhor. E é extensivo a natureza no sentido de que a terra é serva do Céu, e o homem é o senhor da mulher.
Por isso o meu primeiro post, para que não restem dúvidas de que tal substancialismo não existe a nível de genoma, a camada mais baixa de uma investigação biológica: não existe uma célula do homem que não esteja contaminada pela mulher. Ainda que Adão não possuísse uma mãe, teria que explicar o DNA de Eva em Caim.
Entendendo melhor o sistema unitarista, percebe-se que para existir e funcionar, ele precisa criar duas partições: uma ativa e outra passiva. Isso ocorre porque o espírito, ao se deslocar de um compartimento para o outro, precisa preencher a outra parte totalmente e atribuir a ela suas propriedades. E issosignifica destruir qualquer propriedade preexistente, a absorvendo para si. É uma invasão seguida de ocupação, descrevendo dois movimentos: o de posse e o de propriedade.
E foi isso o que aconteceu: o sistema unitarista embora perfeito roubou propriedade da mulher, do campo, da natureza, do servo e atribuiu essas propriedades recém-possuídas ao Senhor, ao Homem.
À minha pergunta ‘se ele poderia fazer de uma outra forma[?]’, a resposta é não. E vou explicar por que:
Estudando, ou, pelo menos tentando, racionalizar a ideologia Suméria com seus mixers Babilônicos, à luz dos Tablets, artefatos descobertos em escavações arqueológicas por volta de 1970 que datam de 4000 AC e vão até 100 DC, o resultado foi uma inconclusão: de fato não há uma precisão unitarista. É evidente que, pelo assunto ser de comum interesse pra toda comunidade monoteísta, Judeus, Mulçumanos, Católicos e Protestantes, alegam que estão faltando pedaços nos Tablets, interpretações diferentes, quem era Deus vira humano, quem era humano vira Deus, subitamente aparece mais uma divindade e desaparecem três... e há também os extraterrestres... É difícil realmente você encontrar uma literatura que tenha um comprometimento científico que classifique bem a sua fonte, além do mais, não seria maluca de ler 10.000 tablets, até porque nem todos estão disponíveis, há cientistas e escolares, o que se sabe são as partes que, teoricamente, poderiam “agradar”.
Aos Sumérios, não só está endereçada as origens do Judaísmo [Abraão], mas um arsenal de descobertas, conhecimento matemático, físico, astronômico, medicina, engenharia de ponta, leis, tribunal com sistema de júri, assembléias bicamerais, enfim: os Sumérios eram “os caras”, a civilização Egípcia não consegue nem aparecer na foto. Há historiadores que afirmam que Abraão seja de origem Amorita, inclusive, no Torá, Ezekiel 16 cita ser seu pai um Amorita e sua mãe uma Hitita. A origem, como sempre, é um problema, mas há um consenso de que a Ideologia praticada naquele tempo na Mesopotâmia era Suméria, o Torá não nega isso, e a origem mais aceita pelos Judeus é Suméria, bem como o pensamento dominante judaico é Sumério. O porquê da preferência pelos Amoritas vem única e exclusivamente porque, através dos Amoritas, é possível se aplicar uma universalidade a todas as raças, eles estariam espalhados pelo mundo todo, inclusive, a palavra ‘Amorita’ quer dizer ‘Ocidentais’: fugas de racionalidade, que quer deslocar a questão para uma ancestralidade. Independente do que sejam exatamente os Amoritas, o Unitarismo não tem personagens, tem síntese de idéias. Mas o estudo dos Sumérios dá pra ver perfeitamente como tudo isso começou, por isso os Sumérios marcam o início do unitarismo, o início da Unidade, onde supostamente, a primeira semente foi lançada na terra.
Como já foi dito, os Judeus aperfeiçoaram o lançamento, enquanto os Cristãos, a colheita. O unitarismo levou muito tempo pra se estabelecer como pensamento dominante no ser humano.
Hoje a China tá virando uma Unidade, e a Índia também, o Dragão foi parar na jaula, junto com o leão: e será domesticado também. Os porquês da unidade são muitos, mas vou falar deles depois.
O que mais me chamou atenção dessa incrível civilização [Suméria=Terra dos Reis Civilizados], é uma história sinistra: que os Sumérios teriam praticado também a primeira clonagem e que o homem, nesse sentido, teria a sua descendência extraterrestre. A história é a seguinte:
 
http://www.mycuriousbrain.com/wp-content/uploads/files/LBoE.pdfwww.spaceagogo.com/e%20newpage4.html
 
 
Impressionante[!].
O histórico mais sério, o qual posso validar [por ser um consenso entre escolares e também a nível arqueológico haver uma maior aceitação], que é o histórico padrão, é que: há 5000 anos marcaria-se o início da civilização e os Sumérios foram os precursores do que chamamos hoje dum agronegócio. E está escrito em um desses Tablets que um grande invento e um grande feito de um rei, Marduk, foi ter recebido da Mão Divina esse instrumento: a inchada. E é nesse nível que os Sumérios se encontravam há 5000 anos atrás. De fato, isso representa um grande avanço: o homo sapiens recém-saído do neandertal. Se tivesse toda essa tecnologia, ainda que se validasse toda essa pavonice endereçada aos Sumérios, por quê que eles conseguiram esgotar a terra tão rápido? Esse era basicamente o motivo pelo qual ficaram transitando de um lado pro outro na Mesopotâmia. E estabelece o link Babilônico: A Babilônia tá a poucos metros de Ur, digo: dá pra ir a pé. Foi o mesmo motivo pelo qual o Judeu foi parar no Egito e depois, de volta pra Canaã e depois, pra Babilônia, e depois, Roma: eles estavam atrás de comida, terra pra plantar. O que isso significa[?]: Os Sumérios marcam a entrega da semente: pela primeira vez o homem tem o controle da semente.
Então, fui investigar como funcionava o seu entendimento da semente. De fato, a exemplo do Gênesis, ela estaria escrita dentro de sua historicidade mitológica. E a resposta mais coerente é que a figura central, que satisfaz as duas religiões, tanto Sumérios quanto Babilônicos, é a figura central de Anu [An], ou, En-Zu, e a passagem diz o seguinte: Ele era o progenitor, entendido como uma figura celestial que fecunda a barriga de uma deusa [na figura da terra], através de uma chuva de semente[provinda do céu], o que bate exatamente com o Gênesis [a primeira chuva]: as questões de um poder celestial com o poder criativo. E do “barro” que se formou dessa chuva, foi feito os Anunaki, ou,o povo de Anu [os Sumérios].
No Gênesis 5:2 quando Deus fala a interpretação - e esta é a correta – ‘a erva não havia crescido porque a terra ainda não estava pronta’, não há um entendimento de que ‘a semente não estava pronta’, mas de que a terra só estaria pronta para ser semeada após a chuva (a untagem): Foi quando Deus fez chover sobre a terra e, após a chuva, fez Adão do barro que se formou.
A criação do homem em si já é uma forma de batismo e de untagem. É necessário que se entenda -e isso é crítico no sistema unitarista- o seu conceito adiabático: a água do pote grande tem que fluir pros potes pequenos, sem nunca perder suas propriedades, e depois retornar intacta ao pote grande. Isso é um circuito, que identifica a existência de um funcionamento.
Por exemplo: 

‘Deus criou o céu e a terra’. Mas, misteriosamente, apareceu água dentro, tanto no céu quanto na terra, identificando a presença de um único elemento. E isso é claro tanto dentro da mitologia Suméria quanto da mitologia Babilônica, de onde o Gênesis foi tirado, que a terra era entendida como uma ilha imensa, com dimensões continentais, queestava flutuando em um disco plano de um oceano quadrado, de modo que, na compreensão de Gênesis, narrada por Moisés, foi as águas que baixaram após a separação entre as águas do céu das águas da terra, e não a terra que subiu. O conceito de Criação é de nascimento, por ser um conceito adiabático, as águas não podem ser alteradas, digo, um sistema adiabático não possui um sistema de absorção, pois este geraria perdas – E esta é a minha segunda maior crítica, por identificar um defeito de funcionamento.
Está análogo a semente: não há uma percepção de que as raízes absorvem a terra e a terra absorve a semente, mas de que a semente não perde nada pra terra, ela só tira da terra, é apenas um local que elausa pra crescer, o que 
ela precisa apenas é ser purificada das ­­impurezas a nível de contato, de modo que o entendimento de que a terra foi criada a partir das águas, e não uma submersão, seria um ato de burrice de Deus, digo, fazer dois movimentos: quando ele separou as águas, a água já deveria estar no seu nível correto, seria ilógico Deus ter que separar e depois baixar, até porque, Moisés sabiamente não caracterizou águas doces e águas salgadas, por entender que isso levaria a um conceito de mistura, pois apontaria para uma dualidade no início, e que, de certa forma, justificaria até melhor o porquê de ‘separação das águas’. Mas é inteligível pensar que seria mais prático ele fazer subir a ilha do que ele sumir com a água. Não só a água, mas todos os elementos químicos funcionais a vida. Para todos os efeitos, a terra era uma rocha.
A explicação é bem simples: a água, no início, seria uma coisa só: o sêmen de Deus.
Por ser essencialmente líquido, uma substância, seria algo proveniente do Céu, do Firmamento, ou, um compartimento espiritual. No entanto, a parte que ficou na terra, perdeu essa divindade, funcionando apenas como campo estéril do céu na constituição do átomo Universo. Por isso, em todos os estudos científicos curiosamente a explicação pros oceanos e qualquer água da terra, sempre veio do céu, nunca nada nasceu da terra, porque a água tem que vir sempre de uma dimensão externa e sempre de uma origem divina.
Perceba que na figura 1, a antiga representação, não descreve que as águas do céu se misturam com as águas da terra, a idéia é de vão. A figura não possui a dimensão de esfera, mas de disco achatado. Do mesmo modo, entre o teto e o chão, céu e terra, existe um vão, um vazio, que os separa. Eles entendiam que a linha do horizonte estabelecia apenas paralelos, o conceito é plano. E a sua interpretação geométrica é um quadrado, pela existência de pilares e colunas que ligam o céu e a terra.
 
 E Vejamos o Torá, em Gênesis Rabbah [B’reshit] 1:7,9:
 
7)ז  וַיַּעַשׂ אֱלֹהִים, אֶת-הָרָקִיעַ, וַיַּבְדֵּל בֵּין הַמַּיִם אֲשֶׁר מִתַּחַת לָרָקִיעַ, וּבֵין הַמַּיִם אֲשֶׁר מֵעַל לָרָקִיעַ; וַיְהִי-כֵן.
Disse [fez/produziu/fez ocorrer]Deus, a linha do céu, seja separada entre água a qual abaixo firmamento, entre água aquela acima firmamento; e aconteceu.
                   
9) ט  וַיֹּאמֶר אֱלֹהִים, יִקָּווּ הַמַּיִם מִתַּחַת הַשָּׁמַיִם אֶל-מָקוֹם אֶחָד, וְתֵרָאֶה, הַיַּבָּשָׁה; וַיְהִי-כֵן.
Disse Deus, piscina água abaixo Deus[céu] o tudo em todo lugar o 1 [o único/o primeiro/o formador], investigou; aconteceu.
 
A interpretação do primeiro desenho é de 1970, de fato não existe um desenho antigo dessa interpretação. O segundo, é uma atual [2010]. É interessante porque os dois carregam ambiguidades. E a ambiguidade é o espírito da unidade.
De fato, não existe lado. O que existe é uma oposição e que nenhum sentido quer dizer contrário. Existe uma argumentação, mas ela é ineficiente porque se esvazia muito rápido. O pecado é a justificativa do perdão. O que existe de fato é uma falsa separação, e o que de fato acontece é que o compartimento ‘céu-terra’ não estão de fato separados, como Deus e o Universo não estão de fato separados, como o homem e a mulher não estão de fato separados, e como o senhor e o servo não estão de fato separados, isso é uma armadilha do sistema unitarista, ele cria essa ilusão para tentar compor uma dualidade, sem ela jamais ter existido. Por isso, o tempo zero se confunde com o tempo um e o intervalo entre as duas grandezas é de onde se configura o conceito de unidade, funcionando como um conversor do zero pro um e do um pro zero.
Não há uma explicação de fato de como ocorre essa conversão, geralmente é chamada de ‘nuvem’, ‘portas’, não existe uma passagem.
O que se percebe é que uma coisa é extensão da outra. Foi o mesmo conceito aplicado a espírito e corpo, a terra é uma extensão do céu, assim como a mulher é uma extensão do homem.
O grande motivo e o porquê dessa ‘separação’ é o supercomplicado conceito de pureza. A pureza tem a capacidade de encerrar qualquer discussão monoteísta, porque fatalmente resultaria em morte. O que chega a ser uma curiosidade, porque, é justamente o que a pureza tenta explicar: a morte. E isso inclui as desgraças, as doenças, as calamidades, a perecividade do corpo... E aí inicia a sua via crucis moral, que vai desaguar na solidão e, incrivelmente, o pecado começa a ser configurado, e com ele, o superconceito de perdão.
Você conseguiria entender nesse momento que pecado e perdão se trata de uma mesma coisa? Que na realidade eles existem como forma explicativa de uma única coisa?
Do mesmo modo, a pureza e a impureza também não existem, trata-se de uma única coisa: o sagrado, um conceito de perfeição.
Os desenhos, ainda que a sua geometria seja questionável, mostram os dois estágios desse pensamento. Perceba que, no segundo desenho, as águas do firmamento estão juntas com as águas da terra, formando um único volume, dando uma interpretação de célula, mas do mesmo modo, Deus continua fora desse volume. Por isso, a interpretação dele é sempre bidimensional, possui apenas uma horizontalidade e uma verticalidade: teto–chão, esquerda–direita.
E o mais usual (e essa é a proposta original) é a verticalidade, que dá a idéia de uma hierarquia, de onde vem a água. O ‘sagrado’, a ‘pureza’, a ‘perfeição’, a qual é aplicada uma substancialidade, o elemento, é aágua e, independente do que possui essa água mesmo, ela é um líquido. Biologicamente falando, até hoje não se encontrou um animal unicelular que nasceu no meio do oceano.
O interessante não é o que essa substancia é de fato, qual o real substancialismo de Deus, mas que do mesmo modo como Deus fez o céu e a terra, a água do céu estava junto com a água da terra. No entanto, Moisés não tratou como sendo uma mistura, mas como sendo um único elemento, com uma única propriedade. Sempre que você for ver esses desenhos que tentam recompor o Gênesis, eles vão fazer a mesma coisa: vão mostrar primeiro uma única coisa, um oceano, um único compartimento, de repente, dividem e transformam em dois compartimentos, e no final, ele mostra que aquilo ali é um único compartimento, como se o universo todo fosse uma enorme gota d’água e, se existirem outros universos, também serão uma enorme gota d’água, proveniente de uma única fonte.
De fato, você precisa se abstrair um pouco e se debruçar um pouco mais sobre a imagem pra perceber que essa separação é falsa: a separação existe em função de alguma coisa, existe o porquê e o motivo. A interpretação mais tosca é que ‘deus, por ser um espírito, resolveu criar um corpo, e se copiou pra dentro’, análogo a um espermatozoide que invadiu um óvulo vazio. Imagine um pato gigante que botou um ovo, e este ovo estava vazio, só tinha casca. Misteriosamente, após o ovo nascer vazio, começou a aparecer clara, e depois apareceu a gema. E de repente, apareceu o pinto, quebrou a casca, e foi embora voando. E você diz –peraí um instante, deixa eu pegar nesse pinto, deixa eu ver se ele é real mesmo..! – e alguém diz pra você –ah, agora ele foi embora voando, só amanhã, quando ele botar outro ovo.. –Você vai continuar esperando, mas vai acontecer a mesma coisa.
Não dá pra ficar brincando de dualidade, por se tratar de uma falsidade. Então, o quê que aconteceu de fato? Não existe uma pré-existência. Por se tratar de um circuito onde se argumenta a existência de uma fonte original, você poderia ser levado a supor que a própria água de Deus já veio antes de um outro lugar. Quando tentamos entender a dualidade, ela é escorregadia, porque ela se torna uma coisa infinita. Por isso, inevitavelmente, você será obrigado a setar um início. Mas isso geraria um problema: isso implicaria em uma deformidade a Deus: Ainda que Deus abrisse um espaço em seu interior, um ovo vazio, ele teria um problema pra preencher o vazio, ele não poderia simplesmente se copiar para dentro e atribuir suas propriedades, ele teria que fazê-lo externamente. E foi exatamente o que ele fez quando criou Adão: soprou nas narinas: uma parte Dele se desprendeu, na forma de ar (ou de vento, ou de fumaça) ou de água (de sêmen), ou, simplesmente, semente: Deus plantou uma semente em Adão, que carregava nela a própria semente. É análogo ao Gênesis, as ervas do campo e as bestas do campo, todos os pássaros, todos os seres já carregavam em si mesmos sua própria semente, pronta, de acordo com sua espécie. E todos eram machos. Em todas as traduções, tanto do Torá, quanto Católica, Protestante, é a mesma interpretação. Havia um desconhecimento da existência da fecundação[pasmem(!)].
–‘É, Anne, tu conseguiu um vazari, mas ainda não é hippon’. –eu diria que não, só fiz repor a guarda, agora é Deus que tá de costa no chão.
Em meu entendimento, apenas repus minha posição. Não entendo o universo como uma luta, porque não tenho conceito de vitória, isso é apenas mais uma homografia. Acho que, no presente momento, por tudo que já foi falado, é possível identificar, ou mesmo, perceber, ainda sem o juízo formado, que o compartimento criado, o corpo, ao qual foi endereçado uma função de servo, foi imediatamente funcionalizado e suas propriedades teriam que ser vazias, estéreis, não conter nenhum princípio ativo, e a ele ser endereçado todas as impurezas, os defeitos e os pecados, criando uma relação viciosa entre o senhor e o servo, entre o homem e o campo-entre o homem e a terra, onde o contato representaria uma contaminação. Essas passagens estão bem configuradas em Gênesis 1:28 onde Deus diz “Dominai sobre a natureza”. Em Mateus 13, Jesus fala que A natureza que não for plantada pelo homem, é do inimigo.
De modo que no Torá o pecado não tá bem configurado e em Cristo está superdimensionado. Mas ainda assim, não possui uma origem, aquele problema da pré-existência: Eva pecou, mas não se sabe ao certo o porquê. Em Cristo o Diabo existe, mas não possui um propósito, apenas um despropósito, digo: o Diabo não come, a ele não foi dado o poder de justificar sua fome, digo, ‘se ele não comesse, morreria, por isso, ele não faria isso por mal’, o Diabo não possui motivos próprios, apenas aqueles que lhe foram atribuídos.
O que me leva a perceber que não existe propriamente uma criação, e sim uma separação. Esse; argumento é perfeitamente compreensível porque no conceito da unidade Deus sempre existiu, lembra ‘na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma’. Por isso, nos desenhos, no começo as águas estão limpas, digo, estão íntegras, e depois elas estão separadas, e todo processo de criação subsequente de Deus é sempre uma separação: ele separou Adão da terra, separou Eva de Adão, é compreensível entender que tudo foi criado das propriedades de Deus, como também é compreensível entender que Deus conhecia essas propriedades muito bem, e que precisava separá-las, e ao separá-las, botou cada uma em seu cada qual. O que é isso que tá ocorrendo exatamente? Falamos muito de gravidade, mas conhecemos muito pouco sobre posicionamento. O posicionamento ocorre primeiro.
E o que é o posicionamento exatamente? Posicionar é, em primeira instância, separar. E separar é atribuir propriedades, sem a qual não existiria uma forma, a unidade seria sempre um espírito vazio, teríamos um juízo, mas não teríamos um propósito, cavaríamos eternamente sem saber por que estávamos cavando.
Construir num buraco cavado faz um enorme sentido, porque algo foi preenchido. É racional cavar e tapar buraco. Keynes definiu como uma ‘solução pra depressão econômica’. Não é apenas uma terapia ocupacional, mas possui uma funcionalidade.
E foi basicamente isso que Deus fez, ele separou a parte produtiva para um lado e a improdutiva pro outro. Máquinas são produtivas, celeiro não. O homem é produtivo, a mulher não. Interessante os argumentos que ‘quem controla os meios de produção, controla a ideologia’, do mesmo modo como ‘o trabalho acrescenta valor’, interessante também a frase ‘o homem nasce puro e a sociedade o corrompe’. E foi exatamente isso que Deus fez, separou a parte boa, a parte pura, a parte produtiva, da parte ruim, estéril, morta, uma parte que, aos seus olhos, não lhe pareceu boa.
 A concordância em Gênesis que, em toda criação narrada é falado ‘E viu Deus que era bom’... agradável, tava em conformidade com o que ele queria, mas retrata também uma reação estranha àquilo que ele parece desconhecer: trevas, abismo, profundezas,  como se ele tivesse aceitado as condições da matéria, a matéria da qual foi feito o universo não era tão boa quanto a anti-matéria espiritual. É nesse contexto que tem que ser entendida a Produtividade,  ela é a melhor forma de adequação a essa pseudo-dualidade (o Unitarismo) e ela reage melhor sob um conceito de pureza, porque tudo que é puro implica em menos perdas. E é essa basicamente a idéia de Cristo, separar o joio do trigo, e ele mesmo afirma em Mateus 10:34 que ele não veio para trazer paz, ele veio pra separar, dividir.
No entanto, esse sistema enfrentaria um último paradigma: uma unidade não sobreviveria ao seu próprio racionalismo se, em seu interior, existisse uma divisão, uma dualidade, ela teria que, de alguma forma, unificar isso tudo outra vez, pra tudo parecer uma coisa só. E quem fez essa mágica, resolveu esse problema que já demorava milênios, foi nada menos que Cristo. A Ressurreição não é nenhuma pavonice, mas atende a uma funcionalidade do unitarismo. O entendimento é bem simples:  o homem, que recebeu a semente já pronta, e entregou essa semente já pronta, pra crescer na mulher, entregou um espírito e um corpo divino, que crescerá na terra. Perceba que na unidade não se separa propriamente o espírito do corpo, e Cristo, ao perceber que o espírito não poderia se separar do corpo [pois a gota d’água não era apenas espiritual, possuía um corpo também, aquilo que a identificava era uma unidade], fechou o racionalismo: a partição seria desfeita e o quadrado ficaria íntegro outra vez.
Agora sim. Finalizei. Hippon.
A questão agora é a fixação. Por isso, no tópico ‘Produtividade’ eu vou fazer uma melhor representação geométrica. Eu acho que, por hora, os conceitos centrais foram passados. O que chamamos de ‘religiões monoteístas e suas interpretações conflitantes’ tratam-se de um único movimento histórico: O Unitarismo, que vai dos Sumérios a Cristo, no sentido que os sumérios guardam a sua posição, os judeus guardam a sua posição e os cristãos guardam a sua posição, mas são apenas um terço de uma única posição.
A segunda coisa a ser fixada é as posições de servo e senhor, oriunda de uma interpretação de produtividade linkada com a pureza.
A terceira coisa a ser fixada é que o conceito de Criação na realidade é um conceito de Separação. E o background, eu diria, a questão mais difícil de ser percebida e, essa sim, é o motivo de minha indignação, é que a atomização ocorre com a destruição total do campo, com a morte total do servo, onde o servo vai virar Senhor. Isso equivale a transformar a mulher em homem e transformar a terra em céu.
A natureza vem sendo esterilizada, intoxicada e fermentada, porque possuem fortes sustentáculos na ideologia projetista. Existe uma arquitetura de background. Por isso, descarto qualquer hipótese de que a ciência nasceu do inimigo, a ciência é uma ferramenta viva, obtém seu conhecimento tirando a vida dos seres vivos e atribuindo a si as propriedades: o conhecimento. Jamais a ciência e toda tecnologia poderá ser dita como ‘conhecimento do inimigo’, o homem contaminou a natureza porque a ele foi destinado uma produtividade. Esse é o conceito de unidade e do que trata o unitarismo. De fato agrada, é racional supor que Deus apenas ativou em si mesmo as propriedades já existentes e reposicionou, certo?! De um modo geral foi assim que Moisés concebeu o Gênesis. O grande problema é que Deus, ao fazê-lo, criou uma parte impura. Certo..!? Isso seria admitir que a parte impura é Dele também. Um unitarista não aceitaria jamais que parte de Deus era impura, porque não tornaria esse deus confiável, porque você não saberia a quem obedecer, geraria uma ambiguidade insolúvel. E essa é a grande pegadinha, sequer existe a separação de fato, o que existe é um remanejo do ‘bem’ e do ‘mal’. A parte considerada ‘impura’ será, posteriormente, purificada e reintegrada à sua parte principal, a ‘pura’, aquela sensação de ‘juntos, mas separados’. Essa foi a forma que o unitarismo acredita ser um modelo ideal de Deus, e ao qual seria creditado o incrível feito de ‘vencer a morte’. Por isso, a Criação, ou, o Nascimento, possui o mesmo status da morte: uma separação: Você se separa pra nascer e se separa pra morrer.
Jesus bota como condição sine qua non a separação de seus fiéis do mundo, e isso inclui a família e qualquer outra coisa. A forma pra atingir a glorificação inclui separações de partes tanto do espírito como do corpo. Ele mesmo admite que Ele ressurgiu dos mortos [Marcos 14, Mateus 20, João 20]. No entanto, o entendimento a nível de Evangelho é que, de fato, ele não morreu, e que de fato aquilo é apenas uma transição para a vida: a imortalidade do corpo e a eternidade do espírito. Esses conceitos são amplamente divulgados no Sermão da Montanha: ‘arranque o olho’, ‘arranque a mão’, ‘arranque o corpo todo’. O que se percebe é que não existe de fato um conceito de ‘morte’ e ‘vida’, mas de transitoriedade, uma transitoriedade que não se explica, apenas uma homografia estrutural presente no racionalismo unitarista. Se transita de morte para a vida e de vida para a morte por processos depurificação. A Ressurreição dos Mortos, neste sentido, não pode ser entendido como uma esquizofrenia, algo ‘descartável’, mas uma consequência ‘natural’ do racionalismo unitarista, uma solução para o problema da impureza: ‘em um universo puro a morte não existiria, ou deixaria de existir’, a idéia de um éden, um retorno ao paraíso, não é apenas a busca de um ótimo imaginário, não é apenas uma idéia de uma aproximação, o unitarismo não aceita imperfeições, e ele vai buscar a pureza sempre. E é por isso que o Apocalipse é perfeitamente dedutível e é a etapa final desse processo, a morte da impureza só virá com guerra, com destruição, não há outra forma de eliminar o mal.
Se os Cristãos entenderem que existe um último judeu escondido nas Colinas de Golã, agarrado com o Torá debaixo do braço, proferindo as palavras mágicas ‘Deus é um’ e ‘o Messias ainda não veio’, ele só vai sossegar quando mata-lo. Do mesmo modo, enquanto a terra não for transformada na estrela da morte de Darth Vader  e não houver mais chão, apenas chapa de aço, digo, não houver mais natureza, impureza, tudo virar sintético, até o próprio corpo,  e ele poder olhar pra todas as coisas e ver ele, digo, Cristo, ele continuará tentando, até conseguir. Por isso, entendi que isso tudo só poderia ser uma única coisa também, um medo, o pai da psicologia, um medo especial, um medo único e, se tratando de unidade, não poderia ser um medo qualquer, tinha que ser um medo que compreendesse todas as coisas que Deus criou, digo, não poderia ser um ‘medinho’, tinha que ser um medo grande, do tamanho de Deus.
Veja como o medo é construtivo... ao evita-lo, somos obrigados a inventar rotas de fuga, desvios, conexões... e uma poderosa rede sináptica é imediatamente montada. Por isso, fui buscar o elemento mais perto possível do medo, que é a impureza. Essa impureza era entendida como pecado, mas um pecado conflitante: o Diabo estava mal encaixado, hora aparecia, hora desaparecia. Em se tratando de unidade, isso é um fenômeno perfeitamente aceitável, a bipolaridade. É o óbvio, o medo e o resultado: essa é a essência do quadrado. Nesse sentido, não seria difícil perceber que o Diabo foi a parte que se separou de Deus: Deus a separou por considerar impura. Dá medo pensar nisso, mas ao mesmo tempo, oferece um grande resultado, no final ele é sacrificado, é o fim do pecado e tudo passa a ser puro outra vez... . Pense, o Diabo morava no Céu e depois foi expulso pra terra, se separou de Deus... ? E isso misteriosamente marcava o início de algo. Parece muito vago o pecado, por isso, realmente não estava satisfeita: e fui atrás da minha última fonte disponível: de juntar o unitarismo em um único movimento histórico:
 

Os Sumérios

 
Em meu entendimento, havia uma psicologia que iniciou isso tudo, um medo inicial havia acontecido e, em termos racionais, não existe nada mais complexo que o medo, o medo é algo que escapa o próprio racionalismo, por ser entendido como ‘o desconhecido’, por isso desde o início adotamos oconhecimento como a base de funcionamento da racionalidade. De modo que o desconhecido é sempre tratado como ‘mentira’.
Ao estudar a genealogia dos Sumérios, depois, compará-la com a dos Babilônicos, percebi que aquilo dali se tratava de maluquice: não havia como rodar o unitarismo, até porque os Sumérios se diziam politeístas. Segundo Michael Heiser [Fonte: http://ancientaliensdebunked.com/references-and-transcripts/anunnaki/] os Sumérios possuíam dois paralelos significantes e, dentre eles, o mais significativo seria o Gênesis. Mas de cara vi um problema: não criou o circuito adiabático e não havia um circuito de retorno, identificável facilmente pela inexistência de um propósito. Os deuses haviam criado a raça humana com um único objetivo: o trabalho, eles queriam descansar e criaram o ser humano como escravo.
E muitos textos dão outras interpretações, inclusive programas de televisão ou mesmo filmes de Hollywood como ‘Prometheus’ [Scorsese] de que Adão ‘teria sido um clone de extraterrestres’, não só se livra da mulher, se livra do DNA do macaco, ganha o DNA de uma raça superior, e com certeza mais pura. E a história mais aceita não é que os ‘Tablets estão setando o Gênesis do universo’, mas um contato com extraterrestres em determinado período de sua história. Os textos são o seguinte:
Ancient Aliens –“Nos antigos textos da Suméria nós temos descrições destes seres descendendo do céu chamados de os Annunakis. O termo Annunaki significa ‘aqueles que dos céus vieram.”
Isso está inteiramente errado. A palavra Annunaki significa “semente Principada” ou “sangue Principado”. A idéia é de que os Annunakis eram criações diretas de Anu, o qual era tido como o pai e o rei dos deuses.
Como nós iremos ver, essa é a principal idéia associada com os Annunakis na mente dos Sumérios, que é que eles foram diretamente criados por Anu, e então faz sentido que mesmo que o nome deles reflita essa idéia, que é que eles eram filhos do príncipe.
“O termo ele mesmo significa ‘de semente real’ ou ‘semente principada’ porque os annunakis eram considerados filhos de Anu ou An –o grande Deus do céu. Os annunakis também eram filhos de An e seu consorte “ki” do céu e terra. [Havia] este divino acasalamento [no] jeito que os Mesopotâmios conceberam seu panteão.”
Então se o termo Annunaki significa semente principada ou filhos do príncipe, como é que a Ancient Aliens diz que a palavra Annunaki significa aqueles que do céu a terra vieram?
A resposta curta é que tudo que a Ancient Aliens diz sobre os Annunaki vem de um homem chamado Zecharia Sitchin. Sitchin escreveu muitos livros clamando que os Annunaki eram realmente aliens. Infelizmente, na época em que ele escreveu isso na década de 70, não haviam muitas formas para pessoas ordinárias verem se o que ele estava dizendo era verdade ou não.
Para colocar de um jeito simples, a tradução de Sitchin da palavra Annunaki está errada.
Michael Heiser: “Você comumente lerá, especialmente nas escritas de Zecharia Sitchin, que os annunakis significam algo como ‘aqueles que do céu vieram’ ou alguma outra descrição que faça eles soarem como aliens ou extraterrestres. Não existe uma fonte no planeta por nenhum escolar Sumério que concordaria com essa definição. Não é um termo difícil. Eu pessoalmente penso que Sitchin sequer conhecia os Sumérios porque se você vai entender um termo associado com um grupo específico de divindades errado, eu tenho que me perguntar o que mais você vai entender errado.”
Sitchin clamava ser um expert em escritas Sumérias, ainda assim nós podemos agora ver que não parecia sequer entender o básico das regras de gramática e vocabulário da linguagem Suméria. Vários reais escolares desafiaram ele em suas traduções, e em sua falta de qualquer credencial científica no campo, apontando que não existe relato de Sitchin ter nada além de um bacharelado em jornalismo.
Um tal escolar é Michael Heiser. “Até o dia de hoje eu não fui capaz de encontrar, assim como outras pessoas as quais pedi ajuda –pessoas que gostavam de Sitchin –quaisquer credenciais dele conhecendo alguma das linguagens ou a ele sendo credenciado de forma alguma estudos do oriente-médio.”
Conforme nós progredimos e olhamos para algumas das visões específicas de Sitchin –articuladas pela Ancient Aliens –eu penso que você verá que determinar a verdade sobre este difícil assunto não está fora do alcance de uma pessoa comum.
Ancient Aliens: “É dito, palavra por palavra, que estes seres descenderam em veículos voadores do céu.”
Isso é uma declaração prepostera. Eu desafio qualquer um a produzir esse texto “palavra por palavra”.
Você pode fazer uma pesquisa online, e literalmente ver todas as referências a palavra Annunaki nos textos Sumérios.
A única vez que se refere a qualquer coisa que chegasse pelo menos próximo a isso é quando fala sobre os Annunakis sendo criações diretas de Anu no céu. Uns poucos exemplos disso seriam:
Os Annuna, os (deuses), os quais An [Anu] concebeu no céu.
Os Annuna, os quais An [Anu] no céu concebeu.
 
Esses textos enfatizam o ponto que o principal conceito Sumério em relação aos Annunakis era que eles foram diretamente criados por An – isso é o que está sendo dito aqui.
A idéia de que os textos dizem que eles “descenderam de veículos voadores” é pura ficção, e essa é a forma mais legal que eu consigo pensar para dizer isso.
O que a Ancient Aliens faz aqui é que eles mostram imagens de discos solares com asas conforme eles falam dos Annunaki, e eu acho que eles expectam que a audiência pense que os textos falam desses discos como espaçonaves nas histórias Sumérias, quando de fato os discos escolares vistos na iconografia não estão associados com os Annunakis de forma alguma, mas ao invés disso com o sol e/ou o deus sol.
É provavelmente por isso que Tsoucalous diz o seguinte:
“E eles eram sempre descritos ou desenhados [como] flutuando acima de algum, quota desquota, povo comum.”
Já que os Annunakis nunca são desenhados flutuando acima da cabeça das pessoas, nós podemos ver que eles querem que as pessoas acreditem que o ícone de disco solar equaliza-se a nave espacial dos Annunaki.
Isso está errado por várias razões.
Número um, os discos solares na cultura Suméria, realmente representam o sol ou o deus sol.
 
[...]”.
 
É incrível essa reportagem, o link taí, [e] adoto a mesma metodologia do Dr. Michael Heiser, e foi ótimo ter encontrado fontes bem convincentes, que eu considero sérias, eu já estava começando a traduzir os Tablets, porque já havia achado estranho como as pesquisas estavam sendo direcionadas, seria algo mais dispendioso, mas era algo que já vinha fazendo, já traduzo do hebreu, já traduzo do latim, aramaico, rúnico, grego, por que não também sumério.. [?]. Tenho facilidade com escritas e idiomas, mas a verdade é que qualquer um que procure coerência, vai precisar fazer o mesmo, senão, vai incorrer em transliteração e vai incorrer em entendimento padrão. E nenhum padrão presta, porque tem cara de igualdade, que tem cara de Lei, que tem cara de Justiça. E de repente você tá no quadrado.
Gostaria muito de postar todo esse material que traduzi, não só porque são interessantes, mas porque são esclarecedores, um K.O. Mas o que mais me interessou no estudo da Suméria foi a palavra Sin, ela significa pecado e é a mesma adotada pelo idioma hebreu, digo, Sin tá descrito no Torá. Curiosamente, Sin é o Deus da cidade de Ur, de Abraão. E essa cidade, por volta de 2600B.C. foi a mais importante cidade-estado Suméria, a ponto de controlar todas as outras e ao ponto de, naquele momento, Sin ser o Deus mais adorado da Suméria. É o período máximo da Suméria.
[fonte: http://oracc.museum.upenn.edu/amgg/listofdeities/nannasuen/index.html /http://books.google.ca/books/about/Enuma_Elish.html?id=mcqVSQAACAAJ ]
 
E foi durante essa época que começou-se a desenvolver um conceito moral de pecado. Os Sumérios passaram a acreditar que os deuses tinham criado demônios e produziam desgraças na raça humana porque eles teriam cometido algum erro contra os deuses.
Esse tipo especial de erro, (‘Desagradar um Deus’) passou a ser chamado de pecado. O problema é que, na sequência de seus eventos históricos ocorreu uma megainundação e destruiu todas as cidades Sumérias, e como consequência, seu enfraquecimento econômico e político, os muros que haviam construído pra proteger suas cidades foram quebrados [eles haviam criado esse muro porque eles diziam que quem estava fora desse muro não era civilizado] e dentre as tribos que os invadiram, uma tribo especial, a dos Amoritas, invadiu a Suméria. E é exatamente nesse momento que Abraão é convidado a se retirar da Cidade de Ur na Suméria e se dirigir pra Canaã. Abraão saia de lá com uma boa explicação pros acontecimentos, e parte do entendimento do Gênesis de Moisés provavelmente são as histórias contadas do que Abraão absorveu. E uma delas é da explicação do porquê que aconteceu essa inundação. A explicação é longa, mas ela se resume em que o Deus principal, o Deus que havia criado os outros deuses, Anu, era o responsável. O problema é que cada cidade Suméria tinha seu próprio Deus, e esse Deus é que protegia aquela cidade. E os sumérios não conseguiram achar uma explicação de por que seus deuses não os protegeram e, sua própria história conta que, diante da catástrofe, eles fugiram e os abandonaram: um Sumério havia sobrevivido e isso resultaria no aparecimento de uma outra religião em um outro povo: os Judeus.
Penso que Moisés, ao escrever o Gênesis, percebeu a história da existência de um Deus principal: Anu.
Anu pertence a mais antiga geração de deuses da Mesopotâmia e foi originalmente a divindade suprema do panteão Babilônico. Consequentemente, os principais papéis dele eram como uma figura autoritária, tomador-de-decisão e progenitor. No céu ele alota funções para outros deuses, e pode aumentar o status deles de acordo com sua própria vontade; no poema Sumério Inana e Ebih (ETCSL 1.3.2), Inana clama que “An fez de mim aterrorizante ao longo de todo o céu” (I.66). Na terra ele confere reinado, e as decisões dele são tidas como inalteráveis.
An/Anu é algumas vezes creditado com a criação do próprio universo, seja sozinho ou com Enlil e Ea. Dos três níveis do céu, ele habitava o mais alto, dito ser feito de pedra luludanitu avermelhada (Horowitz 2001: 8-11).
Anu frequentemente recebe a epífita de “pai dos deuses”, e muitas divindades são descritas como seus filhos em um contexto ou em outro. Inscrições do terceiro milênio Lagaš nomeia An como o pai de Gatumdug, Baba e Ningirsu. Em textos literários posteriores, Adad, Enki/Ea, Enlil, Girra, Nanna/Sin, Nergal e Sara também aparece como filhos deles, enquanto deusas referidas como filhas dele incluem Inana/Ištar, Nanaya, Nidaba, Ninisinna, Ninkarrak, Ninmug, Ninnibiru, Ninsumun, Nungal e Nusku. Na/Anu também é a cabeça dos Annunaki, e criou os demônios Lamaštu, Asag e Sebettu. No épico Erra e Išum, Anu dá os  Sebettu a Erra como armas com as quais massacraria humanos quando o barulho deles se tornasse irritante para ele (Tablet I, 38ff).
Os textos mitológicos retratam An/Anu como o rei e pai dos deuses.”
[Fonte: http://oracc.museum.upenn.edu/amgg/listofdeities/an/]
 
“No livro de Samuel Noah Kramer, ‘A História Começa na Suméria’, ele lista os 39 “primeiros” na história da região, dentre os quais estão: as primeiras escolas, os primeiros provérbios e dizeres, os primeiros messias, as primeiras histórias de Noé e a Cheia, a primeira canção de amor, o primeiro aquário, os primeiros precedentes Legais em casos de Corte, o primeiro conto de um deus morrendo e ressuscitando, os primeiros cantos de funeral, os primeiros paralelos bíblicos, e as primeiras idéias morais. Os Sumérios também essencialmente inventaram o tempo, no que o sistema deles sexigemal de contagem (um sistema baseado no número 60) criou o sistema ‘60-segundo minuto e 60-minuto hora’ – [o qual usamos até hoje]. Eles também dividiram a noite e o dia em períodos de 12 horas, setaram um limite em seu ‘dia de trabalho’ com um tempo para começar e um tempo para terminar, e estabeleceram o conceito de ‘dias de folga’ para feriados.”
[Fonte: http://www.ancient.eu/sumer/]
 
Uma biografia e tanto. Ele pensou, ‘Porra[!].. esse é o cara.. Esse é o pai da semente..!’, ‘ele destruiu os outros deuses porque deve ter tido motivos, mas eles não prestavam mesmo’. O problema é que, a existência de outros deuses, nem no passado nem no futuro agrada a Unidade. Ele deve ter pensado,‘Esses Sumérios são uns loucos..! Agora que eu entendi por que Deus me procurou, eles entenderam tudo errado..! isso é idolatria..! Eles tavam adorando imagens, coisas, que não era verdadeiramente o Deus Anu’.
Os Sumérios acreditavam que um Deus morria, depois, Renascia, que um Deus poderia ser substituído por outro ou perder o poder, que um Deus podia matar o outro, e um diferencial muito importante: não havia a possibilidade de um homem virar Deus, sair da condição de servo, digo, embora não tenham entendido exatamente. Lembrem-se, o judeu é extremamente acomodado com a sua condição de servo e lhes foi empossado o ‘Senhor’ na marra, ele não percebia bem sua condição de senhoria, exceto com a mulher, de modo que um outro racionalismo pra Criação deveria ser criado, e nele, não poderia suportara morte de um Deus.
Ao estudar a loucura que era a genealogia Suméria, um panteão, os autores do Gênesis perceberam uma coisa bem interessante sobre a historicidade dos Sumérios: sempre que acontecia uma calamidade, os Sumérios matavam seu Deus, digo, eles entendiam que a calamidade ocorreu porque um Deus que eles adoravam naquele momento teria morrido, e imediatamente elegiam um novo Deus. E foi basicamente dessa maneira que seus deuses foram sendo criados e foi dessa maneira que seus deuses também foram sendo esquecidos, de modo que esse racionalismo deveria propor um outro entendimento para a morte, uma solução pra pureza e o pecado.
 E foi isso que aconteceu, independente de se foi Moisés, Abraão, ou o Exílio Babilônico, alguém fez. Mas a solução unitarista só foi de fato resolvida com Cristo. E a solução foi a seguinte: Cristo pegou uma faca e mostrou aos seus apóstolos, em seguida enfiou a faca no peito, falando –‘é desse jeito que o Senhor quer que sejam feitas as oferendas.’
 E mais uma vez o meu argumento é que o engine, o boot, o lançamento da semente foi feito, e de uma forma correta dentro de um entendimento unitarista.
Esse é o meu entendimento sobre a Untagem. A mulher não tem como dar uma pedrada no céu, o máximo que ela pode fazer é dar uma pedrada na sua própria cabeça e esperar que dessa forma ela acerte a cabeça de seu marido também, porque por ela não passa Deus, passa apenas a semente do homem, não tem como ela lançar nada pro homem, esse dispositivo de saída só quem tem é o produtivo. Até acredito que em algumas organizações no Brasil e no resto do mundo existam mulheres exercendo a função de Batizar, mas, como Paulo falou, “isso não é nosso costume”, e como o pastor no tópico relatado no início do texto argumentou, essas “organizações, essas pessoas, são marginais, não possuem o aval de seu veio principal, por isso, não podem ser consideradas sérias”.
De tudo que eu ouvi e li sobre a mulher, nada me aborreceu mais do que a passagem em 1 Tessalonicenses 2:7-8, em que Paulo diz o seguinte: “Mas nós nos comportamos gentilmente quando nós estávamos entre vós, como uma mãe devota fazendo a enfermagem e estimando seus próprios filhos. Então, sendo então ternamente e afeiçoadamente desejosos de vós, nós continuamos a compartilhar com vocês não só as boas notícias de Deus (o Evangelho) mas também nossas próprias vidas também, pois vocês se tornaram muito queridos para nós”.
Em Isaías 49:15, Deus fala o seguinte: ‘Poderia uma mulher esquecer de amamentar seu bebê, que ela nao tivesse pena/compaixão do filho da barriga dela? Sim, elas podem esquecer, ainda assim eu nao esquecerei de ti’ [versão americana padrão].
El Shadai [‘O Deus Autosuficiente’] é um termo Bíblico utilizado no Tanakh 48 vezes: ‘El’ significa o todo‘shad’ significa peito/seio; e ‘dai’ significa suficiente. A tradução da Septuaginta usou o radical errado, o verbo raiz shaddad, que quer dizer poder. [fonte: :http://www.hebrew4christians.com/Names_of_G-d/El/el.html]. Mas que também pode ser renderizada desse jeito. O que ela quer dizer mesmo é o provedor. Mas o que tudo isso quer dizer mesmo é que o leite da mulher veio de Deus, claro, tudo veio de Deus, ele que a criou, mas agora que você já está um expert em unitarismo, saiba que isso se trata de mais um circuito adiabático, e que o leite não vem da mulher propriamente dito, mas do trabalho do homem, a mulher, pra todos os efeitos, é umaenfermeira.
O que Paulo fez foi apenas descaracterizar o amor maternal de uma mãe e filho, numa tentativa de caracterizar o amor entre ele e seus discípulos.
Muito interessante a mãe judia, que não difere em nada das atuais, que entregam seus filhos cedo pra instituição [antes de dois anos já estão na creche], como se a maternidade terminasse no aleitamento materno.
Tudo isso tem explicação: mostra que o Deus Unitarista nunca carregou seus filhos com amor,apenas com o juízo. Se isso vai torna-lo ‘melhor’, eu acho que não.
 
E você vai procurar essas coisas e vai se aborrecendo, e acaba constatando mais ainda. E realmente é aquilo tudo, se trata de um funcionamento de algo, que isso foi a interpretação do homem, digo, um ser masculino, um ser “macho” [sem querer em hipótese alguma ofender os animais e vegetais] e que, você pode ter errado em algum ponto em sua racionalidade, e que a semente de Deus conseguiu passar sem ser contaminada mesmo, porque tudo tem a cara do homem, e isso é uma argumentação perigosa porque aquilo tem a sua cara, você também se olha no espelho. Aí vem a dificuldade de enquadrar a mulher, a “fêmea” [sem querer ofender de forma alguma os animais e vegetais] e a situação é a mesma:tudo que o ser humano faz não tem o DNA da natureza.

O Princípio
 
Entre o pecado e o juízo, a prova do que é preciso para produzir o resultado: o Sacrifício, a cruz, o X é o princípio: o ponto da separação: A separação de Deus, pra ter seu próprio juízo. É dessa forma que um pai transfere ao filho o Unitarismo, para que um dia ele seja pai e entregue ao seu próprio filho o mesmo princípio.
Quem entregou o Pecado, entregou o Juízo. E esse é o princípio.
Na despedida, na separação, no olhar vai a instrução de que ele saberá o que fazer: o que for preciso. E ele entenderá o juízo.
Um bom exemplo é o Sacrifício de Isaac, o sacrifício do coração: naquele momento, Deus matou Abraão, e entregou-lhe o manto e uma faca com sangue em mãos, pra que ele entregasse a Isaac e, este, a seu filho também, depois de matá-lo.
A decisão de Abraão foi uma escolha racional: ele amava Isaac e não Deus. E Deus sabia disso. Ao Abraão decidir matar Isaac, ocorreu a ‘passagem do juízo’. Foi aí que ocorreu o Sacrifício: O Sacrifício do Pai: na manta uma faca envolta em sangue, indica que o pai já matou o filho. Você pode tentar desentender, como Abraão assim o fez, 'Vou andar com minha integridade'. Os mulçumanos repudiam essa passagem, afirmam que Isaac morreu de fato, têm seus próprios textos, que explicam diferente,  e que o diálogo com Ishmael nunca existiu, e quem falou com Abraão foi Satan, que Deus não tenta ninguém.
O que acontece com Cristo é outro princípio: o filho mata o pai. Isso ocorre para se livrar do pecado, o pecado que os pais carregavam e vinham passando pros filhos. Por isso a separação é física, o filho precisa se separar do pai em todos os sentidos, matar tudo onde exista coração, por um ‘amor’ ao juízo.
Por isso, em Abraão vemos a morte do espírito, e em Cristo, a morte do corpo. Se em Abraão vemos a passagem da Justiça, em Cristo vemos a passagem do Propósito, as formas representativas da moral como parâmetro de caminho a ser seguido, levando o homem a condição de juiz.
Com a morte do corpo, espíritos e corpos são reconfigurados: E um novo juízo é formado. E um novo Deus é criado. Por isso, a frase de Cristo na cruz seria outra, não seria “Pai, onde estás que me abandonastes[?]”, mas ‘Pai, preciso te abandonar’ –ele sabia o que era preciso– ali ele entendeu o juízo,não havia outra forma de se livrar do pecado. Pro homem que recebe esse legado, a única forma que ele tem de se livrar da impureza é matando Cristo também. Lembre-se que no início existia o juízo e o pecado, e foi isso que foi passado.
Deixa eu ver se entendi: Abraão matou Isaac e Cristo matou os Judeus? Não, Cristo matou Deus. Era aquilo que ele amava. E o sacrifico não poderia ser diferente: ‘por vocês eu abro mão de meu amor, do meu coração e me separo de Deus, para que vocês assim o façam, renasçam no juízo’.
 Tudo que criamos ou fazemos, são uma separação, que implica a morte do coração. Essa é uma sociedade baseada em uma relação: a lucidez o amor, que pode ser perfeitamente resumida como a sociedade da razão: O Império da Luz. Não é de se estranhar o determinismo histórico proposto por Carl Marx, onde ele vê a revolta de servos contra os seus senhores: é nada mais, nada menos que amorte de Cristoo filho matando o pai: não é à toa que sua concepção sistêmica seja de um Estado Ateísta. Não há mais servos nem senhores, o Estado criando seu próprio juízo..isso e unitarismo.
Falaremos no próximo tópico, A Produtividade, a continuidade deste pensamento.
Faltou uma resposta com David:
Se você leu a história direito, deve ter percebido que David passou sete dias jejuando misteriosamente, se vestiu e foi jantar. E inevitavelmente, ele matou o filho que já estava morto. Isso denunciava o fim de um sistema, o limite e as dificuldades de um pai matar um filho. Mas ele não matou seu pai. Foi sempre essa preocupação de Deus: que o filho não matasse o pai. E ali termina a história do judaísmo: os judeus continuaram amando seu Deus e ainda esperam a volta do Messias. A missão do Cristianismo era inevitavelmente o contrário:  o filho matar o pai e, dessa forma, fechar o ciclo: o homem estaria livre e dessa forma seria seu próprio juiz, podendo afirmar para si mesmo que se tornou puro. Pense napropriedade privada como um controle da pureza individual. Pense que tudo começou por causa dapureza: ela é pessoal e ninguém pode tomar conta dela melhor que você:  é dessa forma que o juízo se apresenta, quando menos espera, você está com uma faca na mão e saberá  o que fazer: e você dirá que está fazendo isso por amor, aprendeu com quem lhe ensinou, você nunca havia entendido...mas que agora isso faz  o maior sentido... e você dirá ‘filho, talvez você não me entenda, mas vai aprender a ter juízo...’.
Uma boa hora de saber se você está com a faca na mão, você ama Deus ou seu pai..? Cuidado com quem você vai matar, no final o resultado é o mesmo: será você o sacrificado.
Se você por um acaso ama mais seu filho do que Deus, você não é um judeu. E se você por um acaso ama mais qualquer coisa do que Cristo, você não é um cristão.
O que dizer de todos os exemplos bíblicos que envolvem a mulher? Sarah disse que Deus fez dela uma gargalhada; como que uma mulher entrega seu filho para um sacrifício? Como que Hannah entrega seu filho de dois anos? o que é uma criança, o que é um bebê, o que é um colo  de mãe? O que dizer das filha de Locke, o que dizer de Hagar, que deixou seu filho para morrer em uma árvore? O que dizer de Bathsheba, que foi duas vezes estuprada e ainda sim deu um filho a David? O que dizer da samaritana, a puta que enxugou os pés de jesus, ou da adúltera, que morreu na cruz? Ou ainda, Madalena, com sete demônios no corpo, ou no espírito...? Quais os exemplos bíblicos onde a mulher não é sentida no plano negativo, ou ainda, roubando a sua condição de mãe? Que descompreensão, isso sem falar em Eva, a culpada do juízo..! Vamos ser sérios e acabar com o cinismo: Existe um problema muito muito grave com o juízo: seu homossexualismo.
Então, espero que tenham gostado do meu juízo... aprendemos muita coisa, coisas que não são muito visíveis, estão presentes desde o dia em que deixamos a maternidade, uma escolta armada digna de rei, imperial, lhe acompanha, de lá você será entregue a uma Instituição que vai lhe botar uma faca na mão. Aprendemos sobre separação, pureza, sacrifício, sobre cristo, cristianismo, judaísmo, sumérios... E claro, o unitarismo  . Ler tudo isso foi um sacrifício. Fazê-lo também. Neste momento estou fechando a Bíblia, o Torah, e centenas de teses e traduções: eu realmente estou esgotada. Nesse momento estou devolvendo pras prateleiras. E lá eles deverão ficar como um bisão pendurado na parede: é última vez que falo sobre o Cristianismo.
Eu falei com Cristo uma vez e ele disse, ‘Anne para de fumar maconha’, eu perguntei, ‘Por que’, e ele respondeu, ‘Porque tu nunca vai ter juízo...’, eu perguntei, ‘Há quanto tempo tu não bebe?’, ele respondeu, ‘Há mais de dois mil anos...’, balancei a cabeça positivamente: sabia que ele estava mentindo. Ele não fica sem beber nem um dia. Sabíamos de nosso vício, por isso nos respeitamos, sabíamos que não estávamos falando a verdade, mas era algo que precisava ser dito’.
De fato, essa conversa nunca existiu, uma coisa que aprendi com o unitarismo é que a mentira precisa vim na frente para a verdade vim depois. E eu pensei: se pela mentira se chega a verdade, então pela verdade eu posso chegar na mentira e, no final, foi isso que encontrei: elas são a mesma coisa.  não fui uma vítima da Unidade, conhecia sua bipolaridade, e fiz um esquema bem interessante de como funciona essa falsa dualidade, são desenhos, são bem interessantes e fáceis de compreender: vai ajudar a fixar.
Até lá.
 


Perguntado ao rato o que ele achava do laboratório, ele respondeu que lá só tem filho da puta e que ele odeia aquele lugar, seu maior sonho é sair de lá.